Venceu a morte

Atualizado: 17 de jul. de 2024
A morte será o último inimigo a ser vencido, mas ela já está derrotada por Jesus Cristo, pois a cruz e o túmulo estão vazios!
Houve pessoas que não experimentaram a morte, como Enoque e Elias (Gn 5.24; 2 Re 2.11). Outras ainda que experimentaram a morte, ressuscitaram, mas voltaram a morrer, como Lázaro, o filho da viúva de Naim e a filha de Jairo (Jo 11.43-44; Lc 7.11-17; Lc 8.40-56). Mas, somente Jesus ressurgiu dos mortos!
C. S. Lewis popularizou o trilema sobre Jesus ao afirmar que precisamos nos posicionar a respeito de tudo que ele disse e decidir se ele é um louco, um mentiroso ou se ele é verdadeiramente o que diz ser. Isso cabe para a sua ressurreição também. Será uma lenda, uma grande mentira ou um fato?
Jesus afirmou que ressuscitaria, mas seus discípulos não compreenderam as suas palavras (Lc 18.31-34). O próprio Pedro resistiu a ideia (Mt 16.21-23) e mesmo os discípulos no caminho de Emaús precisaram ter seu entendimento desvendado para perceberem Jesus ressurreto e a realidade da ressurreição (Lc 24.13-35). Tomé é um exemplo sobre todos nós quando duvidou mesmo diante do testemunho de seus pares (Jo 20.24-29).
A morte é consequência do pecado do primeiro casal (Gn 2:15-17) que decidiu seguir o engodo da serpente que contradizia frontalmente a Deus (Gn 3:4-5) e, por isso, a sentença sobre toda a humanidade de retornar à terra de onde foi tirada (Gn 2.7, 3:17-19). A serpente ofereceu o “ser igual a Deus”, mas o ser humano perdeu a sua pura semelhança e comunhão com Deus, passou a experimentar a mortalidade e recebeu o “ser escravo da morte”. A morte passou a dominar seus dias e lhe impõe diariamente medo pela incerteza quando ao futuro, medo pelo esquecimento futuro de si, medo pelos que ficarão sós no futuro.
A morte é um inimigo que veio através de Adão nos tirar a paz e nos fustigar com seu aguilhão, e só pode ser vencida pela ressurreição que vem por um homem, Jesus (1Co 15:21-26; 55-56). Somente algumas pessoas que estavam completamente esgotados em suas forças em todas as dimensões de sua existência acharam que a morte fosse uma opção viável. Isso aconteceu com grandes líderes diante de grandes desafios como Moisés ao conduzir um povo murmurador (Nm 11.11-15). Com Elias ao esgotar-se espiritual, emocional e fisicamente no enfrentamento da idolatria generalizada promovida pelos por Jezabel e pelos profetas de Baal (1 Re 19.3-4). Com Jonas, profundamente irritado com sua decepção com Deus e consigo mesmo (Jn 4:1-4) e até com Paulo diante de tribulações inimagináveis que vieram sobre ele (2 Co 1.8). A morte não deve ser glamourizada, ela será sempre um inimigo!
Mas a morte foi vencida por Jesus que se tornou o primogênito dentre os mortos (Cl 1.18) e seus discípulos foram testemunhas de sua morte, de seu sepultamento e de sua ressurreição (Mt 15.37-43, Mc 15.44-47, Mc 16.3-7). Eles viram Jesus em carne e osso (Lc 24. 36-46) e quando os evangelhos foram escritos, a maioria destas testemunhas era viva, inclusive um grupo de mais de 500 irmãos (1Coríntios 15:4-8). Jesus apareceu durante 40 dias a muitas pessoas (At 1.3-4)
Quando Jesus se apresenta como sendo a própria ressurreição (Jo 11:25-26) significa que não há mais morte para nós (1 Ts 4:14, 1 Co 15:13-19). É por isso que Jesus se apresenta, ressurreto, ao apóstolo João na Ilha de Patmos e diz “Eu sou o Alfa e o Ômega”, porque isso significa que ele faz o final ser como o início. Na morte não há o fim, mas é onde tudo começa. A morte não tem mais poder de nos fustigar com medo pois foi vencida por Jesus, que morreu, ressuscitou, vivo está e agora a domina, pois tem as chaves dos seus domínios (Ap 1.17-18).
Um professor, que tinha o hábito de ler a Bíblia toda durante o ano, dizia que gostava de chegar ao Apocalipse porque, no final, a Igreja vence. E a Igreja vence porque ela é o corpo e a noiva do seu Senhor, Salvador e Cabeça que venceu todos os inimigos, inclusive a morte!




