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A presença de Cristo

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Fernandes
Pr. Edvaldo Fernandes
3 de mar. de 2024
3 min de leitura

Atualizado: 17 de jul. de 2024


A igreja é um povo que tem um só Deus.


Aprendemos também que outras duas características importantes da igreja é que ela é um povo que cultiva a mentalidade de Cristo e que ela é um povo que se submete a Cristo. Logo, nem todo caminho leva a Deus, porque nem todo caminho nos leva a um relacionamento com Cristo que nos conduza à transformação da mente e do nosso viver.


A afirmação do apóstolo Paulo de que “há somente um Deus e Pai de todos, que é o Senhor de todos, que age por meio de todos e está em todos” (Ef 4.6) encontra eco e seu desenvolvimento no discurso que ele faz no Areópago em Atenas (At 17.16-32). Naquele período o império bélico era Roma, mas o império cultural era a Grécia e a cultura helênica. Paulo, portanto, está no centro cultural de sua época desafiado a manifestar a presença de Cristo. Longe de se excluir ou caminhar à margem da sociedade, ele participa dela com uma mensagem bem específica. O mais sofisticado pensamento daquela época não intimida Paulo de fazer afirmações categóricas:


Ele afirma que há um só Deus - Pai de todos - que é criador de todas as coisas. Como criador de Adão e Eva é o responsável por toda a vida sendo pai de toda humanidade da qual dirige a história com zelo paternal (24-25). Desde aquela época existia outras versões para a existência humana, mas Paulo já afirmava o criacionismo!


Ele afirma que há um só Deus que se relaciona com sua criação na base do amor e da graça. É o Deus longânimo que desconsidera o tempo da ignorância no passado, apela ao arrependimento hoje e oferece seu Filho para mediar a relação futura com suas criaturas (30-31). Desde aquela época existia a ideia de oferecer sacrifícios para comprar o favor da divindade, mas Paulo já afirmava que o Deus Onipotente decidiu se revelar em Jesus, oferecendo-se por nós e em nosso lugar!


Ele afirma que há um só Deus que é transcendente e está acima da sua criação. O fato de a cidade estar cheia de ídolos revela que há no coração do ser humano a consciência da existência de algum ser superior. Eles não o conhecem completamente e, por isso, tateiam com seus pensamentos e constroem altares ao deus desconhecido (16, 23, 27). Desde aquela época existia a ideia de representar a divindade, aprisionando-a e domesticando-a através de uma escultura, mas Paulo afirma que Deus está para muito além da realidade que conseguimos enxergar!


Ele afirma que há um só Deus que é imanente e que age em todos. O fato de filósofos, citados por Paulo, terem conseguido compreender algo a respeito de Deus demonstra a imagem de Deus na humanidade desde o primeiro casal (18, 28). Deus é presente nos corações e na história. A compreensão parcial dos filósofos é sinal da graça comum e da “Imago Dei”. Desde aquela época há ideias de que o ser humano pode viver independente de Deus, mas Paulo afirma que Deus age em todos os corações inclinando-os para si e que o ser humano só será plenamente satisfeito quando se encontrar no próprio Deus!


A igreja é um povo que manifesta a presença de Cristo ao mundo. Através da existência da igreja a presença de Cristo é percebida e vista por homens e mulheres cujos corações só encontrarão satisfação em Deus.


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