top of page
LOGO.png

Morreu na cruz

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Fernandes
Pr. Edvaldo Fernandes
24 de mar. de 2024
3 min de leitura

Atualizado: 17 de jul. de 2024


A cruz revela o nosso pecado, mas ao mesmo tempo revela o amor de Deus, pois nela descobrimos o preço que foi pago para no livrar dele. O grande e ousado amor de Deus fica evidente, pois Ele não poupou esforços para pagar o preço pela nossa libertação. Essa compreensão prepara nosso coração para a celebração da Páscoa.


Jesus morreu por nossos pecados (2 Co 5.13-15, 21). Todos sabem disso; até os incrédulos. Mas há quem não compreenda a necessidade da morte do unigênito Filho de Deus. Nem que a perfeita harmonia dos atributos de Deus exige que o amor, a santidade e a justiça sejam exercidas na justa medida. 


As Escrituras revelam que "não há justo, nem sequer um"(Rm 3.10);  que "todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm 3.23) e que "o salário do pecado é a morte" (Rm 6.23), ou seja, a morte eterna e o castigo eterno para toda a raça humana, que agora depende do convencimento do Espírito (Jo 16.7-11) nos fazendo entender quão mal estamos diante de Deus e quão grande a nossa dívida para com Ele. É o Espírito Santo que nos faz conhecer nossa culpa, perder a paz e começar a compreender porque Jesus aceitou ser castigado em nosso lugar para satisfazer a justiça e a ira de Deus (Is 53.10) e nos garantir a paz com Deus (Is 53.6; Rm 5.1; Jo 15.27)


É assim as consequências do pecado. O homem ofendeu a santidade de Deus e provocou a sua ira justa (Rm 1.18). O homem está condenado ao castigo eterno (Rm 6.23). O homem se tornou escravo de Satanás e do pecado (Ef 2.1-3). O homem perdeu a comunhão com Deus e não pode mais se relacionar com ele (Is 59.2). 


A morte de Jesus é a solução para cada um desses problemas, pois a morte de Jesus foi propiciatória (Rm 3.25; Hb 2.17; 1Jo 2.2; 4.10). Ela satisfez a justiça de Deus. Não quer dizer que a sua ira foi eliminada, mas que foi satisfeita. A expiação remove a culpa por meio do pagamento de uma penalidade ou da oferta de um sacrifício e a propiciação traz uma mudança na atitude de Deus, de modo que Ele deixa de ter inimizade conosco para ser por nós. Através do processo de propiciação, somos restaurados em comunhão e favor nEle.


A morte de Jesus foi sacrificial (Ef 3.24; Ef 1.7). Isto quer dizer que a sua morte foi substitutiva (1Pe 2.24; 3.18). Foi uma troca, o justo castigado no lugar dos injustos. Significa que o nosso castigo já foi pago; nossa condenação foi cumprida e estamos inocentados.


A morte de Jesus foi redentora (Rm 3.24; Ef 1.7). Isto significa que ele nos resgatou (Gl 3.13). Ele que não era escravo de Satanás, foi até o "mercado de escravos" e nos livrou (Hb 2.14,15), nos comprou pagando o preço de resgate. E que preço foi este? O seu precioso sangue (At 20.28; Ap 5.9).


A morte de Jesus foi reconciliadora (2Co 5.18-21; Cl 1.21,22). Reconciliar quer dizer “fazer a paz” e isto quer dizer que, afastadas as barreiras, o homem pode novamente restabelecer relações com Deus. Como já houve propiciação, sacrifício e redenção, agora Deus reaproxima o homem dEle e faz com que o homem goze novamente de sua amizade e amor. É essa paz que Jesus nos deixou (João 14:27), pois tendo o relacionamento reatado, somos recebidos como filhos amados que retornam ao lar, como o filho pródigo (Lc 15.11-32).


A cruz, então, revela o nosso pecado e o valor que Deus nos atribui. Se não houvesse pecado não haveria necessidade da morte de Cristo na cruz.


A cruz revela a sabedoria de Deus (1 Co 1) pois Ele arquiteta, executa, aplica e garante a Salvação lidando com o nosso pecado de maneira sábia que surpreende os filósofos que não conseguem conceber ou com o orgulho humano que pretende ser seu próprio salvador. A cruz era um instrumento de tortura e execução de criminosos e inimigos políticos do Império, mas nela se revela o poder de Deus para salvar (Rm 1:16-17).


A cruz revela a base da nossa vitória, pois a partir dela podemos ser santificados pelo poder que vem de Deus (Rm 6.1-14). Aprendemos a tomar nossa cruz, viver crucificados e permitir que Cristo viva em nós (Lc 9.23; Gl 2.20), seguindo o exemplo do próprio Jesus (Fl 1.1-11)


A cruz revela o ousado e imensurável amor de Deus que não se importou de ser tornado maldição em nosso lugar para que pudéssemos ser salvos (Gl 3:13; Rm 5.8). 


A cruz revela a transbordante graça de Deus, pois “Eu não estava no Éden e herdei a culpa, mas eu também não estava na cruz e herdei a graça”.


bottom of page