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NÓS,

BATISTAS

Os discípulos de Jesus Cristo que vieram a ser designados pelo nome batista se caracterizavam pela sua fidelidade às Escrituras e por isso só recebiam em suas comunidades, como membros atuantes, pessoas convertidas pelo Espírito Santo de Deus.

NÚMERO UM

FIDELIDADE ÀS ESCRITURAS

Os discípulos de Jesus Cristo, conhecidos como batistas, sempre se destacaram por sua fidelidade às Escrituras. Nós acreditamos que apenas pessoas convertidas pelo Espírito Santo de Deus podem ser membros ativos de suas comunidades.

NÚMERO DOIS

O BATISMO DOS CONVERTIDOS

Os batistas praticam o batismo apenas para aqueles que se converteram. Nós não reconhecemos o batismo infantil realizado por outros grupos cristãos, pois acreditamos que recém-nascidos não têm consciência de pecado, regeneração, fé e salvação. Essa prática está firmemente fundamentada nos Evangelhos e nos demais livros do Novo Testamento.


A prática do batismo apenas para convertidos destacou os batistas entre o público e as autoridades, originando o nome "batista". Muitos acreditam que essa designação seja uma forma simplificada de "anabatista", que significa "aquele que batiza novamente".

NÚMERO TRÊS

HERANÇA ESPIRITUAL

Embora o nome "batista" tenha surgido no século XVII, esses discípulos de Jesus Cristo estão espiritualmente ligados a todos aqueles que, ao longo dos séculos, buscaram permanecer fiéis aos ensinamentos das Escrituras. Eles repudiaram, mesmo com risco de suas próprias vidas, qualquer acréscimo ou corrupção de origem humana aos ensinamentos bíblicos.

Também nos caracterizamos pela intensa e ativa cooperação entre nossas igrejas. Não havendo nenhum poder que possa constranger a igreja local, a não ser a vontade de Deus, manifestada através de seu Santo Espírito, nós batistas, baseados nesse princípio da cooperação voluntária das igrejas, realizamos uma obra geral de missões, em que fomos pioneiros entre os evangélicos nos tempos modernos; de evangelização, de educação teológica, religiosa e secular; de ação social e de beneficência.


Para a execução desses fins, organizamos associações regionais e convenções estaduais e nacionais, não tendo estas, no entanto, autoridade sobre as igrejas; devendo suas resoluções ser entendidas como sugestões ou apelos.


Para nós batistas, as Escrituras Sagradas, em particular o Novo Testamento, constituem a única regra de fé e conduta.

DOUTRINA

Estátua de Martinho Lutero na frente da Frauenkirche em Dresden Alemanha

Declaração Doutrinária

Eventualmente, declarações doutrinárias são necessárias para que se esclareçam os espíritos, dissipem dúvidas e reafirmem posições, com a exigência insubstituível de ser rigorosamente fundamentada na Palavra de Deus. Com isso em mente, a Convenção Batista Brasileira, a qual a IBParque é filiada, declara sua doutrina em 19 artigos.

I

  • A Bíblia é a Palavra de Deus em linguagem humana. Sl 119.89; Hb 1.1; Is 40.8; Mt 24.35; Lc 24.44,45; Jo 10.35; Rm 3.2; 1Pe 1.25; 2Pe 1.21

  • É o registro da revelação que Deus fez de si mesmo aos homens. Is 40.8; Mt 22.29; Hb 1.1,2; Mt 24.35; Lc 24.44,45; 16.29; Rm 16.25,26; 1Pe 1.25

  • Sendo Deus seu verdadeiro autor, foi escrita por homens inspirados e dirigidos pelo Espírito Santo. Ex 24.4; 2Sm 23.2; At 3.21; 2Pe 1.21

  • Tem por finalidade revelar os propósitos de Deus, levar os pecadores à salvação, edificar os crentes e promover a glória de Deus. Lc 16.29; Rm 1.16; 2Tm 3.16,17; 1Pe 2.2; Hb 4.12; Ef 6.17; Rm 15.4

  • Seu conteúdo é a verdade, sem mescla de erro, e por isso é um perfeito tesouro de instrução divina. Sl 19.7-9; 119.105; Pv 30.5; Jo 10.35; 17.17; Rm 3.4; 15.4; 2Tm 3.15-17

  • Revela o destino final do mundo e os critérios pelo qual Deus julgará todos os homens. Jo 12.47,48; Rm 2.12,13

  • A Bíblia é a autoridade única em matéria de religião, fiel padrão pelo qual devem ser aferidas as doutrinas e a conduta dos homens. 2Cr 24.19; Sl 19.7-9; Is 34.16; Mt 5.17,18; Is 8.20; At 17.11; Gl 6.16; Fp 3.16; 2Tm 1.13

  • Ela deve ser interpretada sempre à luz da pessoa e dos ensinos de Jesus Cristo. Lc 24.44,45; Mt 5.22,28,32,34,39; 17.5; 11.29,30; Jo 5.39,40; Hb 1.1,2; Jo 1.1,2,14

II

  • O único Deus vivo e verdadeiro é Espírito pessoal, eterno, infinito e imutável; é onipotente, onisciente, e onipresente; é perfeito em santidade, justiça, verdade e amor. Dt 6.4; Jr 10.1; Sl 139; 1Co 8.6; 1Tm 2.5,6; Ex 3.14; 6.2,3; Is 43.15; Mt 6.9; Jo 4.24; 1Tm 1.17; Ml 3.6; Tg 1.17; 1Pe 1.16,17

  • Ele é o criador, sustentador, redentor, juiz e Senhor da história e do universo, que governa pelo seu poder, dispondo de todas as coisas, de acordo com o seu eterno propósito e graça. Gn 1.1; 17.1; Ex 15.11-18; Is 43.3; At 17.24-26; Ef 3.11; 1Pe 1.17

  • Deus é infinito em santidade e em todas as demais perfeições. Ex 15.11; Is 6.2; 57.15; Jó 34.10

  • Por isso, a ele devemos todo o amor, culto e obediência. Mt 22.37; Jo 4.23,24; 1Pe 1.15,16

  • Em sua triunidade, o eterno Deus se revela como Pai, Filho e Espírito Santo, pessoas distintas mas sem divisão em sua essência. Mt 28.19; Mc 1.9-11; 1Jo 5.7; Rm 15.30; 2Co 13.13; Fp 3.3

​

 I. Deus Pai

  • Deus, como Criador, manifesta disposição paternal para com todos os homens. Is 64.8; Mt 6.9; 7.11; At 17.26-29; 1Co 8.6; Hb 12.9

  • Historicamente ele se revelou primeiro como pai ao povo de Israel, que escolheu consoante os propósitos de sua graça. Ex 4.22,23; Dt 32.6-18; Is 1.2,3; 63.16; Jr 31.9

  • Ele é Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem enviou a este mundo para salvar os pecadores e deles fazer filhos por adoção. Sl 2.7; Mt 3.17; 17.5; Lc 1.35; Jo 1.12

  • Aqueles que aceitam a Jesus Cristo e nele creem são feitos filhos de Deus, nascidos pelo seu Espírito, e, assim, passam a tê-lo como Pai celestial, dele recebendo proteção e disciplina. Mt 23.9; Jo 1.12,13; Rm 8.14-17; Gl 3.26; 4.4-7; Hb 12.6-11

​

II. Deus FIlho

  • Jesus Cristo, um em essência com o Pai, é o eterno Filho de Deus. Sl 2.7; 110.1; Mt 1.18-23; 3.17; 8.29; 14.33; 16.16,27; 17.5; Mc 1.1; Lc 4.41; 22.70; Jo 1.1,2; 11.27; 14.7-11; 16.28

  • Nele, por ele e para ele foram criadas todas as coisas. Jo 1.3; 1Co 8.6; Cl 1.16,17

  • Na plenitude dos tempos ele se fez carne, na pessoa real e histórica de Jesus Cristo, gerada pelo Espírito Santo e nascido da Virgem Maria, sendo, em sua pessoa, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Is 7.14; Lc 1.35; Jo 1.14; Gl 4.4,5

  • Jesus é a imagem expressa do seu Pai, a revelação suprema de Deus ao homem. Jo 14.7-9; Mt 11.27; Jo 10.30,38; 12.44-50; Cl 1.15,19; 2.9; Hb 1.3

  • Ele honrou e cumpriu plenamente a lei divina e revelou e obedeceu toda a vontade de Deus. Is 53; Mt 5.17; Hb 5.7-10

  • Identificou-se perfeitamente com os homens, sofrendo o castigo e expiando a culpa de nossos pecados, conquanto ele mesmo não tivesse pecado. Rm 8.1-3; Fp 2.1-11; Hb 4.14,15; 1Pe 2.21-25

  • Para salvar-nos do pecado, morreu na cruz, foi sepultado e ao terceiro dia ressurgiu dentre os mortos e, depois de aparecer muitas vezes a seus discípulos, ascendeu aos céus, onde, à destra do Pai, exerce o seu eterno sumo sacerdócio. At 1.6-14; Jo 19.30,35; Mt 28.1-6; Lc 24.46; Jo 20.1-20; At 2.22-24; 1Co 15.4-8

  • Jesus Cristo é o único Mediador entre Deus e os homens e o único e suficiente Salvador e Senhor.  Jo 14.6; At 4.12; 1Tm 2.4,5; At 7.55,56; Hb 4.14-16; 10.19-23

  • Pelo seu Espírito ele está presente e habita no coração de cada crente e na igreja. Mt 28.20; Jo 14.16,17; 15.26; 16.7; 1Co 6.19

  • Ele voltará visivelmente a este mundo em grande poder e glória, para julgar os homens e consumar sua obra redentora. At 1.11; 1Co 15.24-28; 1Ts 4.14-18; Tt 2.13

​

III. Deus Espírito Santo

  • O Espírito Santo, um em essência com o Pai e com o Filho, é pessoa divina. Gn 1.2; Jó 23.13; Sl 51.11; 139.7-12; Is 61.1-3; Lc 4.19,18; Jo 4.24; 14.16,17; 15.26; Hb 9.14; 1Jo 5.6,7; Mt 28.19

  • É o Espírito da verdade. Jo 16.13; 14.17; 15.26

  • Atuou na criação do mundo e inspirou os homens a escreverem as Sagradas Escrituras. Gn 1.2; 2Tm 3.16; 2Pe 1.21

  • Ele ilumina os homens e os capacita a compreenderem a verdade divina. Lc 12.12; Jo 14.16,17,26; 1Co 2.10-14; Hb 9.8

  • No dia de Pentecostes, em cumprimento final da profecia e das promessas quanto à descida do Espírito Santo, ele se manifestou de maneira singular, quando os primeiros discípulos foram batizados no Espírito, passando a fazer parte do Corpo de Cristo que é a Igreja. Suas outras manifestações, constantes no livro Atos dos Apóstolos, confirmam a evidência de universalidade do dom do Espírito Santo a todos os que creem em Cristo. Jl 2.28-32; At 1.5; 2.1-4; Lc 24.29; At 2.41; 8.14-17; 10.44-47; 19.5-7; 1Co 12.12-15

  • O recebimento do Espírito Santo sempre ocorre quando os pecadores se convertem a Jesus Cristo, que os integra, regenerados pelo Espírito, à igreja. At 2.38,39; 1Co 12.12-15

  • Ele dá testemunho de Jesus Cristo e o glorifica. Jo 14.16,17; 16.13,14

  • Convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Jo 16.8-11

  • Opera a regeneração do pecador perdido. Jo 3.5; Rm 8.9-11

  • Sela o crente para o dia da redenção final. Ef 4.30

  • Habita no crente. Rm 8.9-11

  • Guia-o em toda a verdade. Jo 16.13

  • Capacita-o a obedecer a vontade de Deus. Ef 5.16-25

  • Distribui dons aos filhos de Deus para a edificação do Corpo de Cristo e para o ministério da Igreja no mundo. 1Co 12.7,11; Ef 4.11-13

  • Sua plenitude e seu fruto na vida do crente constituem condições para uma vida cristã vitoriosa e testemunhante. Ef 15.18-21; Gl 5.22,23; At 1.8

​

III

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  • Por um ato especial, o homem foi criado por Deus à sua imagem e conforme a sua semelhança e disso decorrem o seu valor e dignidade. Gn 1.26-31; 18.22; 9.6; Sl 8.1-9; Mt 16.26

  • Seu corpo foi feito do pó da terra e para o mesmo pó há de voltar. Gn 2.7; 3.19; Ec 3.20; 12.7

  • Seu espírito procede de Deus e para ele retornará. Ec 12.7; Dn 12.2,3

  • O criador ordenou que o homem domine, desenvolva e guarde a obra criada. Gn 1.21; 2.1; Sl 8.3-8

  • Criado para a glorificação de Deus. At 17.26-29; 1Jo 1.3,6,9

  • Seu propósito é amar, conhecer e estar em comunhão com seu Criador, bem como cumprir sua divina vontade. Jr 9.23,24; Mq 6.8; Mt 6.33; Jo 14.23; Rm 8.38,39

  • Ser pessoal e espiritual, o homem tem capacidade de perceber, conhecer e compreender, ainda que em parte, intelectual e experimentalmente, a verdade revelada, e tomar suas decisões em matéria religiosa, sem mediação, interferência ou imposição de qualquer poder humano, seja civil ou religioso. Jo 1.4-13; 17.3; Ec 5.14,17; 1Tm 2.5; Jó 19.25,26; Jr 31.3; At 5.29; Ez 18.20; Dn 12.2; Mt 25.32,46; Jo 5.29; 1Co 15; 1Ts 4.16,17; Ap 20.11-30

IV

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  • No princípio o homem vivia em estado de inocência e mantinha perfeita comunhão com Deus. Gn 2.15-17; 3.8-10; Ec 7.29

  • Mas, cedendo à tentação de Satanás, num ato livre de desobediência contra seu Criador, o homem caiu no pecado e assim perdeu a comunhão com Deus e dele ficou separado. Gn 3; Rm 5.12-19; Ef 2.12; Rm 3.23

  • Em consequência da queda de nossos primeiros pais, todos somos, por natureza, pecadores e inclinados à prática do mal. Gn 3.12; Rm 5.12; Sl 51.15; Is 53.6; Jr 17.5; Rm 1.18-27; 3.10-19; 7.14-25; Gl 3.22; Ef 2.1-3

  • Todo pecado é cometido contra Deus, sua pessoa, sua vontade e sua lei. Sl 51.4; Mt 6.14; Rm 8.7-22

  • Mas o mal praticado pelo homem atinge também o seu próximo. Mt 6.14,15; 18.21-35; 1Co 8.12; Tg 5.16

  • O pecado maior consiste em não crer na pessoa de Jesus Cristo, o Filho de Deus, como salvador pessoal. Jo 3.36; 16.9; 1Jo 5.10-12

  • Como resultado do pecado, da incredulidade e da desobediência do homem contra Deus, ele está sujeito à morte e à condenação eterna, além de se tornar inimigo do próximo e da própria criação de Deus. Rm 5.12-19; 6.23; Ef 2.5; Gn 3.18; Rm 8.22

  • Separado de Deus, o homem é absolutamente incapaz de salvar-se a si mesmo e assim depende da graça de Deus para ser salvo. Rm 3.20; Gl 3.10,11; Ef 2.8,9

V

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  • A salvação é outorgada por Deus pela sua graça, mediante arrependimento do pecador e da sua fé em Jesus Cristo como único Salvador e Senhor. Sl 37.39; Is 55.5; Sf 3.17; Tt 2.9-11; Ef 2.8,9; At 15.11; 4.12

  • O preço da redenção eterna do crente foi pago de uma vez por Jesus Cristo, pelo derramamento do seu sangue na cruz. Is 53.4-6; 1Pe 1.18-25; 1Co 6.20; Ef 1.7; Ap 5.7-10

  • A salvação é individual e significa a redenção do homem na inteireza do seu ser. Mt 116.24; Rm 10.13; 1Ts 5.23,24; Rm 5.10

  • É um dom gratuito que Deus oferece a todos os homens e que compreende a regeneração, a justificação, a santificação e a glorificação. Rm 6.23; Hb 2.1-4; Jo 3.14; 1Co 1.30; At 11.18

  • A regeneração é o ato inicial da salvação em que Deus faz nascer de novo o pecador perdido, dele fazendo uma nova criatura em Cristo. É obra do Espírito Santo em que o pecador recebe o perdão, a justificação, a adoção como filho de Deus, a vida eterna e o dom do Espírito Santo. Nesse ato o novo crente é batizado no Espírito Santo, é por ele selado para o dia da redenção final e é liberto do castigo eterno dos seus pecados. Dt 30.6; Ez 36.26; Jo 3.3-5; 1Pe 1.3; 2Co 5.17; Ef 4.20-24

  • Há duas condições para o pecador ser regenerado: arrependimento e fé. O arrependimento implica mudança radical do homem interior, por força do que ele se afasta do pecado e se volta para Deus. A fé é a confiança e aceitação de Jesus Cristo como Salvador e a total entrega da personalidade a ele por parte do pecador. Tt 3.5; Rm 8.2; Jo 1.11-13; Ef 4.32; At 11.17

  • Nessa experiência de conversão o homem perdido é reconciliado com Deus, que lhe concede perdão, justiça e paz. 2Co 1.21,22; Ef 4.30; Rm 8.1; 6.22

  • A justificação, que ocorre simultaneamente com a regeneração, é o ato pelo qual Deus, considerando os méritos do sacrifício de Cristo, absolve, no perdão, o homem de seus pecados e o declara justo, capacitando-o para uma vida de retidão diante de Deus e de correção diante dos homens. Is 53.11; Rm 8.33; 3.24

  • Essa graça é concedida não por causa de quaisquer obras meritóritas praticadas pelo homem mas por meio de sua fé em Cristo. Rm 5.1; At 13.19; Mt 9.6; 2Co 5.31; 1Co 1.30; Gl 5.22; Fp 1.9-11

  • A santificação é o processo que, principiando na regeneração, leva o homem à realização dos propósitos de Deus para sua vida e o habilita a progredir em busca da perfeição moral e espiritual de Jesus Cristo, mediante a presença e o poder do Espírito Santo que nele habita. Jo 17.17; 1Ts 4.3; 5.23; 4.7

  • Ela ocorre na medida da dedicação do crente e se manifesta através de um caráter marcado pela presença e pelo fruto do Espírito, bem como por uma vida de testemunho fiel e serviço consagrado a Deus e ao próximo. Pv 4.18; Rm 12.1,2; Fp 2.12,13; 2Co 7.1; 3.18; Hb 12.14; Rm 6.19

  • A glorificação é o ponto culminante da obra da salvação.Rm 8.30; 2Pe 1.10,11; 1Jo 3.2; Fp 3.12; Hb 6.11

  • É o estado final, permanente, da felicidade dos que são redimidos pelo sangue de Cristo. 1Co 13.12; 1Ts 2.12; Ap 21.3,4

VI

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  • Eleição é a escolha feita por Deus, em Cristo, desde a eternidade, de pessoas para a vida eterna, não por qualquer mérito, mas segundo a riqueza da sua graça. Gn 12.1-3; Ex 19.5,6; Ez 36.22,23,32; 1Pe 1.2; Rm 9.22-24; 1Ts 1.4

  • Antes da criação do mundo, Deus, no exercício da sua soberania divina e à luz de sua presciência de todas as coisas, elegeu, chamou, predestinou, justificou e glorificou aqueles que, no correr dos tempos, aceitariam livremente o dom da salvação. Rm 8.28-30; Ef 1.3-14; 2Ts 2.13,14

  • Ainda que baseada na soberania de Deus, essa eleição está em perfeita consonância com o livre-arbítrio de cada um e de todos os homens. Dt 30.15-20; Jo 15.16; Rm 8.35-39; 1Pe 5.10

  • A salvação do crente é eterna. Os salvos perseveram em Cristo e estão guardados pelo poder de Deus. Jo 3.16,36; Jo 10.28,29; 1Jo 2.19

  • Nenhuma força ou circunstância tem poder para separar o crente do amor de Deus em Cristo Jesus. Mt 24.13; Rm 8.35-39

  • O novo nascimento, o perdão, a justificação, a adoção como filhos de Deus, a eleição e o dom do Espírito Santo asseguram aos salvos a permanência na graça da salvação. Jo 10.28; Rm 8.35-39; Jd 24

VII

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  • O reino de Deus é o domínio soberano e universal de Deus e é eterno. Dn 2.37-44; Is 9.6,7

  • É também o domínio de Deus no coração dos homens que, voluntariamente, a ele se submetem pela fé, aceitando-o como Senhor e Rei. É, assim, o reino invisível nos corações regenerados que opera no mundo e se manifesta pelo testemunho dos seus súditos. Mt 4.17; Lc 17.20; 4.43; Jo 18.36; 3.3-5

  • A consumação do reino ocorrerá com a volta de Jesus Cristo, em data que só Deus conhece, quando o mal será completamente vencido e surgirão o novo céu e a nova terra para a eterna habitação dos remidos com Deus. Mt 25.31-46; 1Co 15.24; Ap 11.15

VIII

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  • Igreja é uma congregação local de pessoas regeneradas e batizadas após profissão de fé. É nesse sentido que a palavra “igreja” é empregada no maior número de vezes nos livros do Novo Testamento. Mt 18.17; At 5.11; 20.17-28; 1Co 4.17

  • Tais congregações são constituídas por livre vontade dessas pessoas com finalidade de prestarem culto a Deus, observarem as ordenanças de Jesus, meditarem nos ensinamentos da Bíblia para a edificação mútua e para a propagação do evangelho. At 2.41,42

  • As igrejas neotestamentárias são autônomas, têm governo democrático, praticam a disciplina e se regem em todas as questões espirituais e doutrinárias exclusivamente pelas palavras de Deus, sob a orientação do Espírito Santo. Mt 18.15-17

  • Há nas igrejas, segundo as Escrituras, duas espécies de oficiais: pastores e diáconos. As igrejas devem relacionar-se com as demais igrejas da mesma fé e ordem e cooperar, voluntariamente, nas atividades do reino de Deus. O relacionamento com outras entidades, quer seja de natureza eclesiástica ou outra, não deve envolver a violação da consciência ou o comprometimento da lealdade a Cristo e sua palavra. Cada igreja é um templo do Espírito Santo. At 20.17,28; Tt 1.5-9; 1Tm 3.1-13

  • Há também no Novo Testamento um outro sentido da palavra “igreja”, em que ela aparece como a reunião universal dos remidos de todos os tempos, estabelecida por Jesus Cristo e sobre ele edificada, constituindo-se no corpo espiritual do Senhor, do qual ele mesmo é a cabeça. Sua unidade é de natureza espiritual e se expressa pelo amor fraternal, pela harmonia e cooperação voluntária na realização dos propósitos comuns do reino de Deus. Mt 16.18; Cl 1.18; Hb 12.22-24; Ef 1.22,23

IX

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  • O batismo e a ceia do Senhor são as duas ordenanças da igreja estabelecidas pelo próprio Jesus Cristo, sendo ambas de natureza simbólica. Mt 3.5,6,13-17; Jo 3.22,23; 4.1,2; 1Co 11.20,23-30

  • O batismo consiste na imersão do crente em água, após sua pública profissão de fé em Jesus Cristo como Salvador único, suficiente e pessoal. At 2.41,42; 8.12,36-39; 10.47,48

  • Simboliza a morte e sepultamento do velho homem e a ressurreição para uma nova vida em identificação com a morte, sepultamento e ressurreição do Senhor Jesus Cristo e também prenúncio da ressurreição dos remidos. Rm 6.3-5; Gl 3.27; Cl 2.12

  • O batismo, que é condição para ser membro de uma igreja, deve ser ministrado sob a invocação do nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Mt 28.19; At 2.38,41,42; 10.48

  • A ceia do Senhor é uma cerimônia da igreja reunida, comemorativa e proclamadora da morte do Senhor Jesus Cristo, simbolizada por meio dos elementos utilizados: O pão e o vinho.

  • Nesse memorial o pão representa seu corpo dado por nós no Calvário e o vinho simboliza o seu sangue derramado. Mt 26.26-29; 1Co 10.16,17-21; 11.23-29

  • A ceia do Senhor deve ser celebrada pelas igrejas até a volta de Cristo e sua celebração pressupõe o batismo bíblico e o cuidadoso exame íntimo dos participantes. Mt 26.29; 1Co 11.26-28; At 2.42; 20.4-8

X

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  • O domingo, dia do Senhor, é o dia do descanso cristão satisfazendo plenamente a exigência divina e a necessidade humana de um dia em sete para o repouso do corpo e do espírito. Gn 2.3; Ex 20.8-11; Is 58.13-14

  • Com o advento do Cristianismo, o primeiro dia da semana passou a ser o dia do Senhor, em virtude de haver Jesus ressuscitado neste dia. Jo 20.1,19,26; At 20.7; Ap 1.10

  • Deve ser para os cristãos um dia de real repouso em que - pela frequência aos cultos nas igrejas e pelo maior tempo dedicado à oração, à leitura bíblica e outras atividades religiosas - eles estarão se preparando para “aquele descanso que resta para o povo de Deus”. Hb 4.9-11; Ap 14.12,13

  • Nesse dia os cristãos devem abster-se de todo trabalho secular, excetuando aquele que seja imprescindível e indispensável à vida da comunidade. Devem também abster-se de recreações que desviem a atenção das atividades espirituais. Ex 20.8-11; Jr 17.21,22,27; Ez 22.8

XI

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  • Todos os crentes foram chamados por Deus para a salvação, para o serviço cristão, para testemunhar de Jesus Cristo e promover o seu reino, na medida dos talentos e dos dons concedidos pelo Espírito Santo. Mt 28.19,20; At 1.8; Rm 1.6,7; 8.28-30; Ef 4.1,4; 2Tm 1.9; Hb 9.15; 1Pe 1.15; Ap 17.14

  • Entretanto, Deus escolhe, chama e separa certos homens, de maneira especial para o serviço distinto, definido e singular do ministério da sua Palavra. Mt 28.19,20; At 1.8; Rm 1.6,7; 8.28-30; Ef 4.1,4; 2Tm 1.9; Hb 9.15; 1Pe 1.15; Ap 17.14

  • O pregador da Palavra é um porta-voz de Deus entre os homens. Ex 4.11,12; Is 6.5-9; Jr 1.5-10; At 20.24-28

  • Cabe-lhe missão semelhante àquela realizada pelos profetas do Velho Testamento e pelos apóstolos do Novo Testamento, tendo o próprio Jesus como exemplo e padrão supremo. At 26.19,20; Jo 13.12-15; Ef 4.11-17

  • A obra do porta-voz de Deus tem finalidade dupla: a de proclamar as Boas Novas aos perdidos e a de apascentar os salvos. Mt 28.19,20; Jo 21.15-17; At 20.24-28; 1Co 1.21; Ef 4.12-16

  • Quando um homem convertido dá evidências de ter sido chamado e separado por Deus para esse ministério, e de possuir as qualificações estipuladas nas Escrituras para o seu exercício, cabe à igreja local a responsabilidade de separá-lo, formal e publicamente, em reconhecimento da vocação divina já existente e verificada em sua experiência cristã. Mt 28.19,20; Jo 21.15-17; At 20.24-28; 1Co 1.21; Ef 4.12-16

  • Esse ato solene de consagração é consumado quando os membros de um presbitério ou concílio de pastores, convocados pela igreja, impõe as mãos sobre o vocacionado. At 13.1-3; 1Tm 3.1-7

  • O ministro da Palavra deve dedicar-se totalmente à obra para a qual foi chamado, dependendo em tudo do próprio Deus. At 13.3; 1Tm 4.14

  • O pregador do Evangelho deve viver do Evangelho. Mt 10.9,10; Lc 10.7; 1Co 9.13,14; 1Tm 5.17,18

  • Às igrejas cabe a responsabilidade de cuidar e sustentar adequada e dignamente seus pastores. Mt 10.9,10; Lc 10.7; 1Co 9.13,14; 1Tm 5.17,18

XII

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  • Mordomia é a doutrina bíblica que reconhece Deus como Criador, Senhor e Dono de todas as coisas. Gn 1.1; 14.17-20; Sl 24.1; Ec 11.9; 1Co 10.26

  • Todas as bênçãos temporais e espirituais procedem de Deus e por isso os homens devem a ele o que são e possuem e, também, o sustento. Gn 14.20; Dt 8.18; 1Cr 29.14-16; Tg 1.17; 2Co 8.5

  • O crente pertence a Deus porque Deus o criou e o remiu em Jesus Cristo. Gn 1.27; At 17.28; 1Co 6.19,20; Tg 1.21; 1Pe 1.18-21

  • Pertencendo a Deus, o crente é mordomo ou administrador da vida, das aptidões, do tempo, dos bens, da influência, das oportunidades, dos recursos naturais e de tudo o que Deus lhe confia em seu infinito amor, providência e sabedoria. Mt 25.14-30; 31.46

  • Cabe ao crente o dever de viver e comunicar ao mundo o Evangelho que recebeu de Deus. Rm 1.14; 1Co 9.16; Fp 2.16

  • As Escrituras Sagradas ensinam que o plano específico de Deus para o sustento financeiro de sua causa consiste na entrega pelos crentes de dízimos e ofertas alçadas. Gn 14.20; Lv 27.30; Pv 3.9,10; Ml 3.8-12; Mt 23.26

  • Devem eles trazer à igreja sua contribuição sistemática e proporcional com alegria e liberdade, para o sustento do ministério, das obras de evangelização, beneficência e outras. At 11.27-30; 1Co 8.1-3; 2Co 8.1-15; Fp 4.10-18

XIII

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  • A missão primordial do povo de Deus é a evangelização do mundo, visando à reconciliação do homem com Deus. Mt 28.19,20; Jo 17.30; At 1.8; 13.2,3

  • É dever de todo discípulo de Jesus Cristo e de todas as igrejas proclamar, pelo exemplo e pelas palavras, a realidade do Evangelho, procurando fazer novos discípulos de Jesus Cristo em todas as nações, cabendo às igrejas batizá-los a observar todas as coisas que Jesus ordenou. Mt 28.18-20; Lc 24.46-49; Jo 17.20

  • A responsabilidade da evangelização estende-se até aos confins da terra e por isso as igrejas devem promover a obra de missões, rogando sempre ao Senhor que envie obreiros para a sua seara. Mt 28.19; At 1.8; Rm 10.13-15

XIV

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  • O ministério docente da igreja, sob a égide do Espírito Santo, compreende o relacionamento de Mestre e discípulo, entre Jesus Cristo e o crente. Mt 11.29,30; Jo 13.14-17

  • A palavra de Deus é o conteúdo essencial e fundamental nesse processo e no programa de aprendizagem cristã. Jo 14.26; 1Co 3.1,2; 2Tm 2.15

  • O programa de educação religiosa nas igrejas é necessário para a instrução e desenvolvimento de seus membros, a fim de “crescerem em tudo naquele que é a cabeça, Cristo”. Às igrejas cabe cuidar do doutrinamento adequado dos crentes, visando à sua formação e desenvolvimento espiritual, moral e eclesiástico, bem como motivação e capacitação sua para o serviço cristão e o desempenho de suas tarefas no cumprimento da missão da igreja no mundo. Sl 119; 2Tm 3.16,17; Cl 1.28; Mt 28.19,20

XV

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  • Deus e somente Deus é o Senhor da consciência. Gn 1.27; 2.7; Sl 9.7-8; Mt 10.28; 23.10; Rm 14.4; 9,13; Tg 4.12

  • A liberdade religiosa é um dos direitos fundamentais do homem, inerente à sua natureza moral e espiritual. Js 24.15; 1Pe 2.15,16; Lc 20.25

  • Por força dessa natureza, a liberdade religiosa não deve sofrer ingerência de qualquer poder humano. Dn 3.15-18; Lc 20.25; At 4.9-20; 5.29

  • Cada pessoa tem o direito de cultuar a Deus, segundo os ditames de sua consciência, livre de coações de qualquer espécie. Dn 3.16-18; 6; At 19.35-41

  • A igreja e o Estado devem estar separados por serem diferentes em sua natureza, objetivos e funções. Mt 22.21; Rm 13.1-7

  • É dever do Estado garantir o pleno gozo e exercício da liberdade religiosa, sem favorecimento a qualquer grupo ou credo. At 19.34-41

  • O Estado deve ser leigo e a Igreja livre. Reconhecendo que o governo do Estado é de ordenação divina para o bem-estar dos cidadãos e a ordem justa da sociedade, é dever dos crentes orar pelas autoridades, bem como respeitar e obedecer às leis e honrar os poderes constituídos, exceto naquilo que se oponha à vontade e à lei de Deus. Dn 3.16-18; 6.7-10; Mt 17.27; At 4.18-20; 5.29; Rm 13.1-7; 1Tm 2.1-3

XVI

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  • Como o sal da terra e a luz do mundo, o cristão tem o dever de participar em todo esforço que tende ao bem comum da sociedade em que vive. Mt 5.13-16; Jo 12.35-36; Fp 2.15

  • Entretanto, o maior benefício que pode prestar é anunciar a mensagem do Evangelho; o bem-estar social e o estabelecimento da justiça entre os homens dependem basicamente da regeneração de cada pessoa e da prática dos princípios do Evangelho na vida individual e coletiva. Mt 6.33; Mc 6.37; Lc 10.29-37

  • Todavia, como cristãos, devemos estender a mão de ajuda aos órfãos, às viúvas, aos anciãos, aos enfermos e a outros necessitados, bem como a todos aqueles que forem vítimas de quaisquer injustiça e opressões. Ex 22.21,22; Sl 82.3,4; Ec 11.1,2

  • Isso faremos no espírito de amor, jamais apelando para quaisquer meios de violência ou discordantes das normas de vida expostas no Novo Testamento. Is 1.16-20; Mq 6.8; Mt 5.9

XVII

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  • O reino de Deus é o domínio soberano e universal de Deus e é eterno. Dn 2.37-44; Is 9.6,7

XVIII

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  • Todos os homens são marcados pela finitude, de vez que, em consequência do pecado, a morte se estende a todos. Rm 5.12; 1Co 15.21-26; Hb 9.27; Tg 4.14

  • A Palavra de Deus assegura a continuidade da consciência e da identidade pessoais após a morte, bem como a necessidade de todos os homens aceitarem a graça de Deus em Cristo enquanto estão neste mundo. Lc 16.19-31; Hb 9.27

  • Com a morte está definido o destino eterno de cada homem. Lc 16.19-31; 23.39-46; Hb 9.27

  • Pela fé nos méritos do sacrifício substitutivo de Cristo na cruz, a morte do crente deixa de ser tragédia, pois ela o transporta para um estado de completa e constante felicidade na presença de Deus. A esse estado de felicidade as Escrituras chamam “dormir no Senhor”. Rm 5.6-11; 14.7-9; 1Co 15.18-20; 2Co 5.14,15; Fp 1.21-23; 1Ts 4.13-17; 2Tm 2.11

  • Os incrédulos e impenitentes entram, a partir da morte, num estado de separação definitiva de Deus. Lc 16.19-31; Jo 5.28,29

  • Na Palavra de Deus encontramos claramente expressa a proibição divina da busca de contato com os mortos, bem como a negação da eficácia de atos religiosos com relação aos que já morreram. Ex 22.18; Lv 19.31; 20.6,27; Dt 18.10; 1Cr 10.13; Is 8.19; Jo 3.18

XIX

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  • Deus, no exercício de sua sabedoria, está conduzindo o mundo e a história a seu termo final. Mt 13.39,40; 28.20; At 3.21; 1Co 15.24-28; Ef 1.10

  • Em cumprimento à sua promessa, Jesus Cristo voltará a este mundo, pessoal e visivelmente, em grande poder e glória. Mt 16.27; Mc 8.38; Lc 17.24; 21.27; At 1.11; 1Ts 4.16; 1Tm 6.14,15; 2Tm 4.1,8

  • Os mortos em Cristo serão ressuscitados, arrebatados e se unirão ao Senhor. Dn 12.2,3; Jo 5.28,29; Rm 8.23; 1Co 15.12-58; Fp 3.20; Cl 3.4

  • Os mortos sem Cristo também serão ressuscitados. Dn 12.2; Jo 5.28,29; At 24.15; 1Co 15.12-24

  • Conquanto os crentes já estejam justificados pela fé, todos os homens comparecerão perante o tribunal de Jesus Cristo para serem julgados, cada um segundo suas obras, pois através destas é que se manifestam os frutos da fé ou os da incredulidade. Mt 13.49,50; At 10.42; 1Co 4.5; 2Co 5.10; 2Tm 4.1; Hb 9.27; 2Pe 2.9

  • Os ímpios condenados e destinados ao inferno lá sofrerão o castigo eterno, separados de Deus. Dn 12.2,3; Mt 16.27; Mc 9.43-48; Lc 16.26-31; Jo 5.28,29; Rm 6.22,23

  • Os justos, com os corpos glorificados, receberão seus galardões e habitarão para sempre no céu como o Senhor. Dn 12.2,3; Mt 16.27; 25.31-40; Lc 14.14; 16.22,23; Jo 5.28,29; 14.1-3; Rm 6.22,23; 1Co 15.42-44; Ap 22.11,12

Princípios

DISTINTIVOS

Através dos tempos, os batistas se têm notabilizado pela defesa destes princípios:

01

A aceitação das Escrituras Sagradas como única regra de fé e conduta.

​

​

​

04

A absoluta liberdade de consciência.

02

O conceito de igreja como sendo uma comunidade local democrática e autônoma, formada de pessoas regeneradas e biblicamente batizadas.

05

A responsabilidade individual diante de Deus.

03

A separação entre igreja e Estado.

​

​

​

​

06

A autenticidade e apostolicidade das igrejas.

BATISTAS

Princípios

A Autoridade

01

Cristo
como Senhor

Jesus Cristo é a fonte suprema da autoridade cristã, emanando de Sua divindade eterna, redenção vicária e ressurreição vitoriosa. Sua autoridade abrange todos os aspectos da vida, exigindo obediência aos Seus mandamentos e dedicação ao Seu serviço.

02

As
Escrituras

A Bíblia é a palavra de Deus, testemunhando Seus atos e revelando Sua vontade. Ela é a suprema regra de fé e prática, ensinando sobre Cristo e guiando a vida cristã. Os indivíduos são responsáveis por estudá-la com mente aberta e reverência, buscando sua orientação e disciplina.

03

O Espírito Santo

O Espírito Santo é a presença ativa de Deus, revelando Sua vontade aos homens. Ele convence do pecado, conduz à justiça e guia na verdade. Habitando nos crentes, Ele capacita para o serviço no Reino e produz frutos de santidade e amor, promovendo submissão à autoridade de Cristo e obediência à palavra de Deus.​​​

O Indivíduo

01

Seu
Valor

A Bíblia ensina que cada ser humano é criado à imagem de Deus, tornando-se único, precioso e insubstituível. Cada pessoa tem valor e dignidade infinita, pois Cristo morreu por todos. Portanto, todos merecem ser reconhecidos e respeitados sem distinção de raça, cor, credo ou cultura. Cada indivíduo deve ter a oportunidade de alcançar seu potencial.

02

Sua Competência

Como imagem de Deus, cada pessoa é responsável por suas decisões morais e religiosas. Sob a orientação do Espírito Santo, cada indivíduo pode responder ao evangelho de Cristo e crescer na fé. É dever de cada um buscar a verdade, agir conforme essa verdade e compartilhá-la com outros. Ninguém deve ser coagido em questões religiosas, mas também não deve ser neutro em questões de consciência e convicção.

03

Sua
Liberdade

Os Batistas defendem a liberdade de consciência e religião como direitos inalienáveis. Cada pessoa é livre para aceitar ou rejeitar a religião, escolher ou mudar sua crença, e praticar sua fé de maneira pública ou privada. Este direito é dado por Deus e não pode ser concedido ou negado por nenhum estado ou grupo religioso. A liberdade religiosa deve ser respeitada, desde que os direitos e convicções dos outros também sejam respeitados.

A Vida Cristã

01

A salvação pela Graça

O homem, naturalmente pecador, não pode salvar-se a si mesmo. Deus, em Sua misericórdia, oferece salvação através de Jesus Cristo, baseada na graça e recebida pela fé. A salvação transforma a vida, trazendo santidade e boas obras, além de assegurar o perdão contínuo de Deus.

04

O cristão e
seu lar

O lar é a unidade básica da sociedade, instituída por Deus. Lares cristãos devem ser formados por casais maduros e dedicados a criar seus filhos nos ensinamentos divinos. As igrejas devem apoiar e preparar os membros para o casamento e a vida familiar, oferecendo orientação e assistência.

02

As exigências do discipulado

Ser discípulo de Cristo começa com a entrega a Ele como Senhor e se desenvolve através da obediência aos Seus mandamentos. Isto inclui negar a si mesmo, buscar o Reino de Deus primeiro, e viver com integridade, amor e lealdade a Cristo. O discipulado envolve uma devoção completa.

05

O cristão como cidadão

O cristão é cidadão do Reino de Deus e do estado político. Deve obedecer às leis do país, a menos que conflitem com as leis divinas. O cristão deve participar ativamente na sociedade, respeitar autoridades, votar, pagar impostos, e orar pelas autoridades, exercendo sua cidadania como serviço a Deus e à humanidade.

03

O sacerdócio do crente

Cada crente pode ir diretamente a Deus, sem intermediários, pois Jesus é o único mediador. Todos os cristãos são iguais perante Deus e têm o dever de servir aos outros em nome de Cristo, compartilhando a fé e ajudando a humanidade.

A Igreja

01

Sua
natureza

No Novo Testamento, "Igreja" se refere tanto ao povo de Deus em geral quanto a uma assembleia local. É uma comunidade de pessoas redimidas por Cristo, chamadas e criadas por Deus, unidas sob Seu governo. Localmente, é um grupo de crentes em Jesus Cristo, batizados, que se unem voluntariamente para culto, estudo, disciplina, serviço e evangelização.

04

Seu
Governo

A Igreja local é autônoma, sujeita apenas a Cristo. Governada democraticamente, todos os membros participam conscientemente das decisões, guiados pelo Espírito Santo. A autonomia é válida apenas sob o domínio de Cristo.

02

Seus
membros

A Igreja é uma comunidade de crentes regenerados e batizados que se associam em fé e fraternidade. Ser membro é um privilégio e dever sagrado, reservado para aqueles que mostram evidências de regeneração e submissão a Cristo.

05

Sua relação com o Estado

Igreja e Estado são ordenados por Deus, cada um com seu propósito. Devem permanecer distintos, mas respeitar-se mutuamente. O Estado deve proteger a liberdade da Igreja, que, por sua vez, oferece reforço moral e espiritual. Os cristãos devem apoiar o Estado, obedecer às leis civis e orar pelas autoridades.

03

Suas ordenanças

O batismo e a ceia do Senhor são símbolos da redenção. O batismo é feito por imersão para aqueles que aceitam Jesus como Salvador, representando morte ao pecado e nova vida. A ceia do Senhor, com pão e vinho, lembra a morte de Jesus, assegura Sua volta e fortalece a comunhão com Ele e com a Igreja.

06

Sua relação com o Mundo

Embora no mundo, a Igreja deve opor-se ao mal e trabalhar pela justiça, fraternidade e paz. Tem a responsabilidade de testemunhar a verdade e viver de acordo com os princípios cristãos, buscando o cumprimento do propósito divino.

A nossa tarefa contínua

01

A centralidade do indivíduo

Os Batistas sempre valorizaram o indivíduo, colocando-o no centro do trabalho da Igreja. Isso está ameaçado pelo conformismo moderno. Portanto, os Batistas devem proteger a integridade do indivíduo.
Essa valorização deve refletir-se em cultos, evangelismo, missões, e educação cristã. Os programas devem sempre considerar a liberdade moral, necessidades e valor do indivíduo diante de Cristo.

04


Evangelismo

O evangelismo proclama o juízo de Deus sobre o pecado e a graça em Jesus Cristo. É a resposta cristã ao pecado e a ordem de Cristo para sermos suas testemunhas.
Evangelismo exige uma base teológica sólida e ênfase nas doutrinas da salvação. Confronta os perdidos com o custo do discipulado e a soberania de Cristo, exaltando a graça e a fé voluntária.
Convites ao evangelismo devem ser sinceros, sem truques ou esquemas. A urgência do evangelismo é destacada pelo amor cristão e a força do pecado.
Evangelismo eficaz é pessoal e coletivo, usando métodos dignos, testemunhos piedosos, oração e dependência do Espírito Santo.

07

Ensino e treinamento

Ensino e treinamento são imperativos divinos, necessários para desenvolver atitudes e virtudes cristãs, desfrutar privilégios e cumprir responsabilidades cristãs.
Devem começar no nascimento e continuar por toda a vida, sendo funções do lar e da Igreja, ordenadas por Deus.
O ensino e treinamento são essenciais para o discipulado cristão e um testemunho vital, estando no centro do programa da Igreja. Devem levar à maturidade cristã, capacidade de enfrentar problemas e conhecer a verdade libertadora.

02


Culto

O culto, individual ou coletivo, é a expressão mais elevada da fé cristã. É um privilégio e um dever. Os Batistas precisam melhorar a qualidade do culto, para renovar fé, esperança e amor.
O culto deve refletir a santidade de Deus, sendo uma experiência de adoração, confissão e humildade. Não é apenas um ritual, mas uma comunhão real com Deus, manifestada em louvor e sinceridade.
O culto significativo combina reverência, inspiração da presença de Deus, proclamação do evangelho e a ação do Espírito. Isso resulta em maior devoção e dedicação à vontade de Deus.

05


Missões

Missões estendem o propósito redentor de Deus além da Igreja local, através de evangelismo, educação e serviço cristão.
Batistas acreditam na liberdade de decisão individual nas questões religiosas e têm a responsabilidade de proporcionar conhecimento e oportunidade para todos.
A urgência mundial, o apelo de outras ideologias, e o interesse pelos perdidos exigem dedicação máxima em pessoal e recursos para proclamar a redenção em Cristo.
A cooperação global é essencial, utilizando meios de comunicação e testemunho pessoal. Cada batista é um missionário em sua posição e localização.

08

Educação cristã

A educação cristã une fé e razão, buscando compreensão e expressão inteligente da fé.
Escolas cristãs devem equilibrar fé e razão, mantendo altos padrões acadêmicos e proporcionando educação infundida pelo espírito cristão, perspectiva cristã e valores cristãos.
Responsáveis por treinar líderes leigos e vocacionais, as Igrejas devem apoiar suas instituições educacionais.
Professores em instituições cristãs devem ter liberdade acadêmica com responsabilidade para com Deus, verdade, denominação e alunos.

03

O Ministério cristão

A Igreja e seus membros estão no mundo para servir. Todos são chamados para servir, mas a vocação específica para o ministério de Cristo é singular.
Os ministros são servos de Cristo, devendo priorizar responsabilidades sobre privilégios. As Igrejas devem manter altos padrões para consagrar ministros, incentivando o preparo adequado.
Cada cristão deve servir com dedicação; Deus chama alguns para dedicar-se integralmente ao ministério da Igreja.

06


Mordomia

A mordomia cristã envolve o uso responsável da vida, talentos, tempo e bens materiais sob orientação divina para proclamar o Evangelho e servir.
Bens materiais não são maus nem bons; o amor ao dinheiro é a raiz dos males. Na mordomia, o dinheiro torna-se um meio para alcançar bens espirituais, sendo uma oportunidade, não uma ameaça.
A responsabilidade da mordomia aplica-se a indivíduos e instituições, usando recursos no serviço à humanidade e glória de Deus.

09


Autocrítica

A Igreja local e a denominação devem aceitar a responsabilidade da autocrítica para manter-se saudáveis e prósperas. Métodos e práticas devem ser avaliados regularmente para evitar estagnação e esterilidade.
A autocrítica construtiva deve focar problemas básicos, evitando acusações e recriminações. A crítica visa ao desenvolvimento e maturidade cristã.
Os Batistas têm motivos para celebrar as bênçãos de Deus, lembrando que aqueles que receberam altos privilégios devem responder com sacrifício e dedicação.

Princípios Batistas

Disponível em: Convenção Batista Brasileira

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