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Um chamado de amor

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Fernandes
Pr. Edvaldo Fernandes
15 de jun. de 2025
3 min de leitura

A Bíblia nos ensina que todos os crentes recebem três chamados: para a vida, para a salvação e para a casa do Pai.

 

Primeiro; o chamado à vida. A Bíblia nos ensina que Deus é o supremo doador e sustentador da vida, que é graciosamente dada à toda criação indistintamente. É a graça comum de Deus.

 

Segundo; o chamado à salvação. A Bíblia retrata que todos somos inimigos de Deus por causa de nosso mal procedimento em seguir os ditames da nossa natureza humana caída e herdada desde Adão, e que por isso, estamos mortos em delitos e pecados. Mas Deus sendo rico em misericórdia nos deu vida em Cristo. Pelo ministério de convencimento do Espírito Santo somos chamados a abandonar a velha vida e fazer uma conversão, mudando o rumo da nossa vida para seguir a Jesus, carregando nossa cruz neste seguimento de servir ao novo Salvador, Senhor e Mestre. É um chamado à conversão e ao serviço “para testemunhar de Jesus Cristo e promover o seu reino, na medida dos talentos e dos dons concedidos pelo Espírito Santo” (Efésios 2.1-10; João 16.8; Lucas 9.23, Mateus 28.18-20).

 

Terceiro; o chamado à casa do Pai. A Bíblia retrata que a morte é o nosso último inimigo a ser vencido. Apesar do horror da morte não estar no plano original de Deus e da nossa vida ter sido restrita a mais ou menos 80 anos, a morte também é a oportunidade de, finalmente, entrarmos no descanso de todas as lutas desta vida. É o momento em que Deus nos chama para ir à Sua presença e retornar à comunhão perdida lá no Éden (1 Coríntios 15.26; Gênesis 2.15-17, 3.19; Salmos 90.10; Hebreus 4).

 

No entanto, alguns recebem um quarto chamado, o chamado ao Ministério da Palavra.

 

“Deus escolhe, chama e separa certos homens, de maneira especial para o serviço distinto, definido e singular do ministério da sua Palavra. O pregador da Palavra é um porta-voz de Deus entre os homens. Cabe-lhe missão semelhante àquela realizada pelos profetas do Velho Testamento e pelos apóstolos do Novo Testamento, tendo o próprio Jesus como exemplo e padrão supremo. A obra do porta-voz de Deus tem finalidade dupla: a de proclamar as Boas Novas aos perdidos e a de apascentar os salvos. Quando um homem convertido dá evidências de ter sido chamado e separado por Deus para esse ministério, e de possuir as qualificações estipuladas nas Escrituras para o seu exercício, cabe à igreja local a responsabilidade de separá-lo, formal e publicamente, em reconhecimento da vocação divina já existente e verificada em sua experiência cristã. Esse ato solene de consagração é consumado quando os membros de um presbitério ou concílio de pastores, convocados pela igreja, impõe as mãos sobre o vocacionado. O ministro da Palavra deve dedicar-se totalmente à obra para a qual foi chamado, dependendo em tudo do próprio Deus. O pregador do Evangelho deve viver do Evangelho. Às igrejas cabe a responsabilidade de cuidar e sustentar adequada e dignamente seus pastores” (Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira).

 

O Ministério da Palavra é singular e um nobre privilégio. Evidencia uma dupla experiência com a graça de Deus, pois não merecíamos a salvação, mas Deus pela sua graça nos chama à salvação. Também não temos nenhum merecimento para sermos pastores, mas Deus por sua graça nos chama para o ministério.

 

O Ministério Pastoral é um bom exemplo de que todo privilégio traz consigo uma grande responsabilidade. O ministério pastoral é uma excelente obra que exige que aqueles que vão servir nela busquem ser excelentes. As manifestações de carinho ou reconhecimento só evidenciam como é grande a responsabilidade daqueles que são chamados a servir à Igreja de Jesus nesta função. E que grande responsabilidade! (1 Timóteo 2.1-10)

 

O apóstolo Paulo afirmou sua total dependência de Deus e sua graça para exercer o seu ministério. Ele afirmou que, mesmo sendo o pior dos pecadores foi por graça de Deus que ele foi posto no ministério, e que tudo que veio a realizar, apesar de seu esforço em trabalhar arduamente foi, no final das contas, obra da graça de Deus através dele (1 Timóteo 1.12-17, 1 Coríntios 15.9-10, 2 Coríntios 11.16-31).

 

O Ministério Pastoral, que proclama a vida ou a morte diante das pessoas, não é uma obra humana, mas do próprio Deus com sua graça e poder. Por isso o apóstolo Paulo pergunta "E quem está à altura de uma tarefa como essa?" Só um homem chamado por Deus (2 Coríntios 2.15-16).

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