Jesus é Senhor

A afirmar que “Jesus é Senhor” envolve todo o nosso ser.
A expressão é mais que uma elocução. Numa sociedade em que as pessoas eram motivadas a expressar suas preferências sem constrangimento, visto que tudo era permitido, essa frase poderia simplesmente ser esvaziada de sentido. Mas isso não acontecia para a igreja primitiva, pois cada encontro de celebração era a reafirmação desta verdade para a comunidade, visto que a própria existência da igreja gira em torno desta verdade em que ela crê, que ela reafirma e que ela proclama: Jesus é Senhor (1 Coríntios 12.1-3).
A afirmação “Jesus é Senhor” afirma a centralidade de Jesus na vida da igreja. A igreja de Corinto enfrentava o problema do culto à personalidade. Assim é que a comunidade estava dividida entre aqueles que preferiam Pedro, ou Paulo ou ainda Apolo e alguns ainda se diziam partidários de Cristo. Paulo bem que questiona “está Cristo dividido?”. Diante desse cenário, afirmar que Jesus é Senhor é deixar para trás os tempos de velhos hábitos. A sociedade fortemente politeísta, a ponto de em Atenas haver até um altar a um deus desconhecido, poderia incentivar o culto à personalidade de várias divindades, mas não na igreja. Na igreja só há espaço para um Senhor, e esse é Jesus. Quem afirma que “Jesus é Senhor” só tem espaço para um Senhor em sua vida (1 Coríntios 1.11-13, Atos 17).
A afirmação “Jesus é Senhor” afirma a superioridade de Jesus sobre todos os outros deuses, também e então. Havia em Corinto o culto a muitos deuses. Ao deus Apolo - deus da música, da beleza masculina e que incentivava a homessexualidade. Havia Afrodite - deusa do amor, da beleza e do sexo e havia também o culto ao Imperador, que exigia o culto para si e que usava para si títulos como divino e filho de deus. Logo, naquele tempo afirmar que Jesus é Senhor e dizer que Jesus, sim, é o Filho de Deus era colocar um X nas costas. Paulo afirma ter sofrido perseguições de todos os lados ao proclamar esta verdade de que Jesus é Senhor (2 Coríntios 11.26). Quem afirma que “Jesus é Senhor” está disposto a enfrentar tudo para manter-se fiel ao seu Senhor.
A afirmação “Jesus é Senhor” afirma o Senhorio de Jesus sobre todas as coisas. Sobre as emoções e o entendimento. Paulo trata sobre as emoções durante o culto e como a vida não pode ser dirigida pelos desejos e instintos naturais. É esse endeusamento dos sentimentos e, especialmente da felicidade, que ao dominar os relacionamentos, fez com que houvesse alguém mantendo um caso com a madrasta, irmãos levando outros ao tribunal ou alguém pensando em abandonar o casamento com o não crente que admitia permanecer casado com o cristão. Na antiga religião, as pessoas eram levadas pelos ídolos que os possuíam para fazerem a vontade do ídolo, mas não pode ser assim na igreja. Onde e em quem “Jesus é Senhor” há libertação para agir com entendimento e responsabilidade na oração, nos relacionamentos e no culto (1 Coríntios 14.15).
A afirmação “Jesus é Senhor” afirma o seguimento de Jesus, então. Aqueles irmãos de Corinto haviam sido ensinados a viver e seguir os ídolos mudos e o culto ao Imperador. Esse era o curso natural da sua sociedade. Mas seguir a Jesus exige a confrontação da imaturidade. Paulo afirma que não queria que aqueles irmãos permanecessem na ignorância ou, como diz nos primeiros capítulos, como crianças espirituais, como a pessoas carnais que raciocinam e cedem aos desejos carnais. Paulo está a exortar que eles precisavam crescer, amadurecer e se tornar pessoas adultas, espirituais, capazes de raciocinar com a mente de Cristo. Quem afirma que “Jesus é Senhor” faz de Jesus seu mestre, toma sua cruz e segue-o (1 Coríntios 12.1; 2.15-3.1; Lucas 9.23)
Jesus é Senhor para você? Talvez seja tempo de responder: A quem você serve na igreja? Quais ídolos estão agasalhados em seu coração? Aonde você precisa deixar Jesus ser Senhor?
Afirme que “Jesus é Senhor”, disponha-se ao discipulado e siga Jesus.




