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Família da fé

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Fernandes
Pr. Edvaldo Fernandes
25 de mai. de 2025
3 min de leitura

A igreja é nossa família da fé, e ser família exige maturidade.

 

O fenômeno religioso de nossos dias é conhecido como “trânsito religioso”. Isto é, nosso tempo é marcado por pessoas que transitam de igreja em igreja, em períodos maiores ou menores, em busca de algo nessas igrejas locais que as satisfaçam, como um tipo de louvor, de programação, de comunhão ou de pregação que atendam às suas expectativas. Este fenômeno tem exacerbado a caracterização pejorativa de tipos de crentes que acabam por distorcer o que é verdadeiramente ser crente em Jesus Cristo, a partir de uma experiência de conversão. Esses crentes são imaturos e, em não raros casos, são pessoas que jamais experimentaram a regeneração.

 

A compreensão de que a igreja é uma família da fé nos ensina valores bem como práticas que nos ajudam a crescer como membros desta família. O apóstolo Paulo, ao escrever aos crentes da Galácia, ensinou alguns princípios para que sejamos bênção e ao mesmo tempo abençoados pela família da fé, que é a igreja local (Gálatas 6.1-10).

 

Somos exortados a buscar a maturidade. Isto significa que precisamos tratar o pecado com a devida seriedade. Na igreja há quem é surpreendido em seu pecado e há quem deve cuidar para não ceder à tentação. Todos devem ter a consciência de que são pecadores e que o pecado é algo tão sério que Deus deu seu Filho Unigênito - Jesus – para tratar desse mal. Todos devem ter consciência de que precisam tratar o pecador com mansidão a fim de restaurá-lo. E todos devem ter consciência de que Deus usa aqueles que o apóstolo Paulo chama de “espirituais” para liderarem essa tarefa da restauração. Ser família da fé exige o compromisso de crescer e obedecer na vida da igreja sempre, e na medida da maturidade alcançada (verso 1). 

 

Somos exortados a cuidar do nosso eu. Isto significa que precisamos vasculhar nosso interior e verificar nossas motivações. Nossa motivação deve ser a de obedecer e honrar a Cristo ou cumprir a lei de Cristo. Somente olhando para Cristo, no intuito de obedecer e honrá-lo, seremos capazes de carregar as cargas pesadas demais dos outros sem desanimar. Isto exige um conceito equilibrado de si mesmo e dos outros. Isto exige não perder de vista que todos somos pecadores e todos igualmente alvos da graça de Deus; e se todos somos igualmente alvos do favor imerecido da parte de Deus, ninguém tem privilégios. Todos, no entanto, devemos desenvolver um coração grato para com aqueles que servem instruindo a igreja na palavra de Deus. Ser família exige compromisso de sustentar a igreja com nossa atitude e com nossos recursos (versos 2-6).

 

Somos exortados a cuidar da nossa igreja enquanto coletividade. Isto significa que precisamos ter uma vida de compromisso com o crescimento particular e com a proteção da comunidade, pois sabemos que somos exemplo para os mais novos na fé. A maneira como semeamos nossa vida servirá de modelo para os mais novos. Ser compromissado com esses princípios e perseverar neles, é levar Deus a sério e semear uma vida espiritual saudável para si e para quem estiver perto. Levar uma vida desleixada nestes aspectos é zombar de Deus, prejudicando a igreja e causando a própria destruição. Ser família exige compromisso de promover uma vida saudável na igreja para si e para os outros irmãos (versos 7-9).

 

A igreja é nossa família da fé. Fomos adotados na família de Deus onde Jesus é o primogênito entre muitos irmãos que buscam ser perfeitos em amor como o Pai celestial (Romanos 8.15, Efésios 1.5, Mateus 5.48). Somos família para promover o bem a todos os que estão fragilizados e vulneráveis, especialmente a nossos irmãos na fé (verso 10).

 

Somos família da fé que busca cumprir a lei de Cristo, por amor a Cristo.



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