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Tiatira

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Fernandes
Pr. Edvaldo Fernandes
10 de ago. de 2025
3 min de leitura

A igreja precisa se apegar às promessas de Jesus, seu noivo.

 

A segurança do relacionamento entre Jesus e sua noiva, a igreja, está na absoluta confiança que se pode ter em Jesus. Ele é o marido que ama a sua esposa e por ela se entrega a fim de santificá‑la, purificá-la e apresentá‑la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e sem culpa (Efésios 5.25-27).

 

Jesus é o Senhor onisciente que tudo vê na vida da igreja, pois caminha no meio dela. Seus olhos estão atentos para o bem e para o mal, a fim de fortalecer aqueles que lhe dedicam totalmente o coração (Provérbios 15.3; 2 Crônicas 16.9). É por isso que, diante da perseguição e de alguns pensarem em apostatar da fé, o escritor aos hebreus diz que “nada, em toda a criação, está oculto aos olhos de Deus”. Nem o sofrimento nem a intenção da apostasia. Mas seu olhar é de um sumo sacerdote que se compadece de nossa fraqueza, pois ele experimentou todas as nossas tentações, porém sem pecado. Seu trono, de onde reina, é um trono de graça (Hebreus 4.12-16). Seu olhar é como a chama do fogo que a tudo purifica e diante do qual só permanece a urgência da verdade do juízo que Ele afirma, e que Ele cumprirá (Apocalipse 2.18).

 

Jesus é o Senhor onisciente que tudo conhece na vida da igreja. Seu olhar enxerga o mais profundo do ser e discerne as verdadeiras intenções do coração. Deus procura verdadeiros adoradores que o amem em espírito e em verdade com todo seu ser (João 4.24). Amem a Deus, ao próximo, a seu Cristo e a si mesmos de maneira equilibrada. Amor em resposta à grande obra de salvação que Ele arquitetou e executou em Cristo (Romanos 12.1-8). Amor que não alimente a baixo autoestima, nem superestime um ego caído e doentio. Amor que seja capaz de enxergar a si mesmo e ao próximo como Deus enxerga (1 Coríntios 12.14-23).

 

O pecado que Jesus aponta na igreja de Tiatira, foi sua transigência com o pecado dentro de si (Apocalipse 2.20). Ele chama de Jezabel.

 

Jezabel foi uma rainha idolatra e imoral que lutou contra o profeta escolhido por Deus. Desafiou e negou sua legítima autoridade espiritual na comunidade religiosa, enquanto levou os servos de Deus à imoralidade sexual e a comerem alimentos sacrificados aos ídolos. Ela era filha Etbaal, rei de Sidom, que fora sacerdote de Astarte, que assumiu o trono ao assassinar seu antecessor. Ela faz parte da história de Israel porque o rei Acabe, decidiu fazer aliança e casar com essa princesa pagã. Ele pareceu generoso e gentil, mas seu caráter fraco e maleável o tornou um fantoche nas mãos dessa rainha, e ele se rebaixou a oferecer sacrifícios aos ídolos. Isso definiu o declínio moral do Reino do Norte (1 Reis 16 ss).

 

Jezabel jamais respeitou o culto a Yaweh, o Deus do povo sobre quem recebeu ascendência, mas se tornou a principal força por traz da apostasia que tomou conta do Reino. Seus hábitos licenciosos e desabridos e seu caráter feroz e duro, fascinado pelas artes mágicas, foi responsável pelo pior drama da nação. Ela procurou eliminar os profetas de Yaweh (1 Re 18.13), estabeleceu o culto a Baal, o deus-sol, e à Astarte ou Vênus da Fenícia, de quem provavelmente era sacerdotisa. Construiu um gigantesco templo na capital Samaria, onde cabiam pelo menos 450 profetas. Ela era uma prostituta religiosa e ardorosa promotora da idolatria.

 

Jezabel de Tiatira é um símbolo. Provavelmente uma mulher real, líder de uma facção dentro da igreja, mas esse não deve ser seu verdadeiro nome. Ela se dizia profetisa, e dentro da igreja imitava os dons espirituais abrindo caminhos para o demonismo. Se em Pérgamo e Esmirna a igreja enfrentava um mal que vinha de fora – a Sinagoga e o Trono de Satanás -, em Tiatira o mal estava dentro da igreja. Ela é símbolo da corrupção moral e espiritual da igreja, do adultério físico e espiritual, tolerado no interior da igreja. O juízo do Senhor da Igreja é que Ele mesmo vai lutar, vencer e acabar com Jezabel com a força da verdade da sua palavra (Apocalipse 2.21-23 a).

 

O juízo do Senhor para os fiéis de sua Igreja, é uma promessa. Deus, que é longânimo, oferecendo a oportunidade do arrependimento através das gerações; que é retratado pelo salmista como o Senhor “compassivo e misericordioso, tardio em irar‑se e cheio de amor leal” (Gênesis 18.23-24; 2 Pedro 3.8-9, Salmos 103.8-14); é o Senhor que promete entregar aos fiéis a “Estrela da manhã”, ou seja, a vitória final sobre Lúcifer (Isaías 14.12) e o estabelecimento e o direito de reinar no reino eterno de Deus (Daniel 12.3, Números 24.17, Mateus 2.1-2).

 

Nós também precisamos nos apegar às promessas de Jesus para sermos vencedores!



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