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Éfeso

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Fernandes
Pr. Edvaldo Fernandes
20 de jul. de 2025
3 min de leitura

A igreja precisa ser integralmente ligada à sua cabeça, que é Cristo.

 

Existem algumas maneiras de interpretar o Apocalipse. Algumas o cercam de mistérios de tal maneira que um leigo se sente incapaz de compreender e, não raro, outras vezes sente medo de buscar compreender. Isso não deveria acontecer, visto que o livro do Apocalipse é exatamente a revelação que Jesus Cristo traz, da parte de Deus, para a sua igreja amada.

 

Precisamos, antes de tudo, compreender que as sete igrejas citadas no Apocalipse foram igrejas reais na época em que o livro foi escrito, e as mensagens eram relevantes para suas situações específicas. Além disso, é possível fazer aplicações simbólicas ou tipológicas, que são secundárias como busca do sentido da mensagem para a atualidade.

 

“Jesus é o Senhor da Igreja” é a primeira mensagem à Igreja de Éfeso, que ela não deve abandonar. João viu “alguém” vivo que caminha entre os candelabros ou igrejas e que tudo sustenta em suas mãos. Os anjos são espíritos ministradores que influenciam os pastores ou líderes espirituais de cada igreja. Jesus os conhece a todos porque é a Sua igreja entre a qual Ele caminha. São seus anjos que Ele sustenta em suas mãos. Por isso, Jesus pode dizer que conhece a igreja (Apocalipse 1.12,20; 2.1-7).

 

Jesus é o Senhor que tudo vê e tudo conhece. Ao dizer “conheço as suas obras, o seu trabalho árduo e a sua perseverança”, Jesus está reconhecendo as coisas boas que a igreja tem cultivado. Assim como ele vê o compromisso com a pureza quando a igreja “não pode tolerar homens maus” e põe à prova apóstolos impostores que contradizem o fundamento dos Apóstolos verdadeiros (Efésios 2.19-22).

 

Naquele tempo havia a seita herética dos Nicolaítas que eram indulgentes e libertinos, o que levava à prática de participar de sacrifícios pagãos e à uma vida sem padrões elevados de moralidade, como orienta o Cristianismo. Diante destes apelos por facilidades, Jesus afirma que a igreja de Éfeso “tem perseverado e suportado sofrimentos por causa do meu nome e não tem desfalecido”.

 

A grande questão é que Jesus tem uma ressalva: “No entanto, contra você tenho isto: você abandonou o seu primeiro amor. Portanto, lembre‑se de onde caiu! Arrependa‑se e faça as obras que praticava no princípio” (Apocalipse 2.4-5)

 

Lembrar-se de onde caiu é o primeiro princípio de um verdadeiro avivamento que começa por um retorno ao lugar de desvio. Avivamento é um recomeço. O abandono do primeiro amor é deixar de considerar o interior, o amor, tão importante quanto o exterior, ou as obras. Isso significa que deixaram de ser movidos pelo relacionamento e amor a Deus, e passaram a ser movidos pela obrigação imposta pela agenda.

 

Uma resposta radical ao amor de Cristo é as “obras que praticava no princípio” e podem ser verificadas em Atos 19. Nada mais era necessário para a felicidade do que obedecer a Deus.

 

A “avidez pela Verdade” era a marca daqueles cristãos. Ao serem evangelizados pelo apóstolo Paulo, ouviram sobre o Espírito Santo, creram em Jesus e foram batizados nas águas e no Espírito Santo. O Apóstolo Paulo continuou a pregar na sinagoga semanalmente durante três meses e, depois aos que creram, diariamente durante dois anos na Escola de Tirano (Atos 19.1-7). Que sede pela Verdade!

 

A “vida de intenso relacionamento com Deus” era a marca daqueles cristãos que permitiu que vivenciassem milagres, como a cura de enfermos e a expulsão de espíritos malignos apenas por serem expostos a lenços da roupa de Paulo. Infelizmente, talvez não se tenha dado o devido valor ao maior milagre, que foi a fé salvadora que os alcançou (Atos 19.8-16).

 

Os “frutos de arrependimento” era a marca daqueles cristãos. O verdadeiro encontro com Cristo gera temor, confissão e abandono das más obras. Isso foi tão poderoso naquela igreja e a evidência foi a sua rejeição ao domínio de Mamon ou Riquezas preferindo a sublimidade do conhecimento de Cristo. Neste ambiente até os impostores, como os filhos de Ceva, foram desmascarados (Atos 19.13-20)

 

A “esperança da eternidade” era a marca que deveria ser cultivada na igreja. Sua motivação final deveria ser “o direito de comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus”. Diante das perseguições, sofrimentos e apelos fáceis deste mundo, seu olhar deveria estar focado na eternidade na presença de Deus (Apocalipse 1.7).

 

Nós precisamos ouvir as palavras que Jesus disse à Éfeso.



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