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Saúde para a alma: a paz

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Fernandes
Pr. Edvaldo Fernandes
29 de ago. de 2024
3 min de leitura

Ter paz no coração traz saúde para o corpo e a alma!


Quando submetemos nossa vontade à Cristo encontramos paz, e à medida que aprendemos a obedecer a Cristo encontramos orientação, libertação e vitória sobre nosso ego. Ego é a consciência, o "eu de cada um", que caracteriza a personalidade de cada pessoa. É também a voz interior que indica o que é bom e o que é mau e é responsável por preconceitos e aceitações. É o que a Bíblia chama de coração. Jesus disse que para caminhar na direção da vida é necessário "desapegar-se" do ego ou "renunciar a si mesmo". Não significa negar o que somos, mas o que pretendemos ser e não somos. É só assim que alcançamos paz, isto é, a ausência de conflitos interiores e exteriores.


A paz orienta nosso Ego. Quando o Apóstolo Paulo afirma que “quanto depender de vocês, vivam em paz com todos os homens” (Rm 12.18), ele está afirmando que, para desfrutar de paz, muita coisa depende das decisões que tomamos. É assim que ele orienta sobre como devemos preencher a nossa mente de coisas boas e positivas (Fl 4.8-11). O próprio Jesus em seu ministério tomou a iniciativa de se afastar dos fariseus que o perseguiam para poder cumprir a sua missão em paz. Assim, para ter paz será uma boa estratégia conhecer nosso temperamento, aprender a controlá-lo e permitir as transformações que o Espírito Santo de Deus quer operar em nosso coração. Lembre-se de Moisés que destemperado matou um egípcio que tratava com injustiça o hebreu, mas depois suportou um povo inteiro de injustos com Deus e consigo, e foi considerado o homem mais manso da terra (Ex 2.11-12; 14.10-12; 15.24; Nm 12.3). A paz é o caminho a seguir.


A paz liberta o nosso Ego. Paulo afirma que a vingança pertence ao Senhor (Rm 12.19-20) e isso significa que eu preciso entregar certas circunstâncias ao Senhor ao invés de procurar me vingar. Que preciso descansar no Senhor ao invés de maquinar o mal. Que preciso deixar o Senhor agir ao invés de procurar eu agir. Isso significa deixar Deus ser o protagonista da história. Para se libertar da tirania do ego, que exige sua satisfação, é preciso desconfiar das intenções do coração e enxergá-lo como uma fábrica de ídolos (Calvino). “Quando desejar demais uma coisa, abra mão dela” (Richard Foster). Nossa vingança invariavelmente é desproporcional e somente Deus realiza uma “justa retribuição”, pois somente Ele conhece as profundezas do Ego de cada um. O salmista afirma que a estratégia de Deus é permitir que o mal caia em suas próprias ciladas (Sl 7.11-16). A paz é o caminho que nos liberta de nós mesmos.


A paz promove a vitória sobre nosso Ego. Paulo afirma que o objetivo destas diversas orientações é não se deixar ser vencido pelo mal (Rm 12.21). A vitória sobre nosso ego se dá quando finalmente experimentamos libertação do mal em nosso coração. Lembre-se de Saulo que, no início, “respirava ameaças de morte” (At 8.1-2) e depois, do Paulo que ensina que o amor é o caminho mais excelente e ser perseguido (1 Co 12.31-13.1). Seu coração foi transformado a ponto de ele transferir esse amor altruísta ao seu discípulo Timóteo e identificar nele esta marca como sinal de um sincero seguidor de Jesus (Fl 2.20-22). Isso só é possível pelo controle do Espírito Santo de Deus que transforma o coração doentio e promove um novo Eu (Jr 17.9-10; Ex 36.26). Jesus chama essa experiencia de nascer de novo (Jo 3.1-8) 


Quando submetemos nosso ego à Cristo encontramos paz, e em Cristo encontramos orientação, libertação e vitória sobre nosso ego.


Não há mais conflito sobre quem manda, pois descansamos na orientação do Senhor. Não há mais conflito com o poder que liberta, pois confiamos no Senhor. Não há mais conflito em nós, pois a gente passa a ser feliz sendo submisso a Jesus. Somos felizes em ser controlados por Jesus e por experimentarmos a paz que Ele nos prometeu (Jo 14.27, Fl 4.6-7).


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