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Saúde para a alma: a alegria

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Fernandes
Pr. Edvaldo Fernandes
18 de ago. de 2024
3 min de leitura

Quando colocamos nossa esperança em Jesus recebemos a sua alegria.

 

Paulo, apóstolo, nos orienta a ter alegria na esperança (Rm 12.12). A alegria é fruto do Espírito (Gl 5.22-23), ou seja, é o resultado de andarmos em humilde obediência à orientação do Espírito Santo. A esperança é uma das “virtudes teologais” – fé, esperança e amor (1 Co 13.13) -, ou seja, aquelas que têm Deus por objeto de modo imediato, pois pela fé aderimos ao que Ele revelou; pela esperança tendemos a Deus apoiando-nos em seu socorro para chegar a possuí-Lo um dia e vê-Lo face a face e, finalmente, pelo amor preferimos a Deus sobrenaturalmente mais do que a nós mesmos.

 

Em Hebreus (12.2-3) lemos que foi a alegria proposta a Jesus que O fez suportar a cruz, não levar em consideração a vergonha desta morte e suportar a oposição dos pecadores. Ou seja, pela esperança de uma alegria futura – assentar-se à direta no trono de Deus e ter um nome sobre todo nome -, Jesus suportou vestir-se da nossa humanidade, ser humilhado e obediente até a morte de cruz (Fp 2.1-11).

 

A alegria é um sentimento de contentamento, de satisfação pela completude, de prazer em viver e também de exultação. É assim que Jesus exulta, isto é, tem uma grandíssima alegria ao ver seus discípulos retornarem admirados e vitoriosos em sua missão (Lc 10.21). Mas, também, mesmo na cruz, experimenta um sentimento de completude ao afirmar “está consumado” (Jo 19.30 “tetelestai”). O melhor exemplo é o da mulher grávida, dado pelo próprio Jesus na última ceia quando anuncia aos discípulos a sua iminente morte “A mulher que está dando à luz sente dores, porque chegou a sua hora, mas, quando o bebê nasce, ela se esquece do sofrimento, por causa da alegria de ter gerado um filho no mundo. Assim acontece com vocês: agora é hora de tristeza para vocês, mas eu os verei outra vez, e vocês se alegrarão, e ninguém tirará essa alegria de vocês” (Jo 16.21-22).

 

Pode-se compreender que a alegria tem tamanhos. É possível optar sofrer agora na esperança de ter uma alegria futura. Jesus é nosso exemplo (Hb 12.2-3). Também é possível trocar uma alegria menor ou momentânea por uma alegria ainda maior ou imperecível, como Jesus ensina no Sermão do Monte (Mt 6.19-21).

 

A alegria gerada na esperança muda nosso foco em relação a nossa existência.

 

A alegria que nos é proposta nos torna perseverantes (Hb 12.12). Ela nos leva a ser pacientes na tribulação (Tg 5.7-12) e perseverantes na oração (Tg 5.13-20), pois temos esperança no amor, no poder e nos planos de Deus.

 

A alegria que nos é proposta nos torna solidários diante das necessidades materiais do nosso irmão (Hb 12.13). Ela nos leva a olhar com bondade e compreensão as necessidades materiais do meu irmão mais próximo, pois ela nos lança aos compromissos mútuos e concretos do amor.

 

A alegria que nos é proposta nos torna longânimos com quem nos persegue (Hb 12.14). Ela nos torna pacientes com as pessoas como Deus é paciente com a humanidade ao retardar o fim do mundo e sua volta, pois não quer que ninguém se perca (2 Pe 3.9). Ela que nos faz enxergar a necessidade espiritual, a doença que se alastra e domina o coração daqueles que nos perseguem bem como a cura para a sua necessidade espiritual. Eles não têm alegria na esperança!

 

A alegria que nos é proposta nos torna maduros, pois nos orienta a viver plenamente a realidade da vida. Ela depura as intenções secretas do coração (Hb 12.15). Ela impede que sejamos tomados por inveja e indignação pela alegria alheia, como aconteceu com o irmão do filho perdido (Lc 15.29-30); e também nos faz entender que, seja qual tempo se experimente, ele vai passar! O choro pode durar uma noite, mas a alegria que nos é proposta virá pela manhã (Ec 3.1-11, Sl 30.5).

 

Coloque sua esperança em Cristo e receba alegria de Cristo!

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