Revitalização da Missão

Atualizado: 5 de jan. de 2025
A igreja não pode perder de vista a sua missão. Por isso, a revitalização é uma tarefa contínua.
Compreender sua missão é ter consciência do sentido da sua existência, ou seja, qual a razão de ser e estar no mundo. Significa compreender o plano e os propósitos de Deus e o papel da igreja neste plano.
Desde o Éden, Deus empreende uma missão de cumprir o seu plano de resgatar a humanidade das consequências do pecado – ou seja, da Queda. Ali no Éden, Deus estabelece o protoevangelho, dando em linhas gerais como se dará essa libertação da humanidade, ou seja, através de um descendente da mulher - Jesus Cristo (Gênesis 3.15).
Deus trabalhou através de diversas personagens bíblicas para cumprir seu plano. Ele separou Abraão para através dele abençoar todos os povos da terra. Trabalhou através de seus descendentes Isaque, Jacó, José e da nação de Israel e, apesar de suas falhas, Deus continuou cumprindo a sua missão no propósito de resgatar a humanidade.
O Apóstolo Paulo é um exemplo de como Deus cumpre sua missão. Ele encontra Paulo no caminho de Damasco enquanto este perseguia a sua igreja. Naqueles primeiros dias, enquanto Paulo ainda estava cego, Deus revela a Ananias quais são seus planos: o evangelho deveria ser proclamado aos gentios e seus reis e Paulo seria o instrumento para isso (Atos 9.15-16). Paulo compreendeu a vontade, o plano e os propósitos de Deus e dedicou-se a cumprir a comissão recebida. É assim que, aos presbíteros de Éfeso, ele afirma que não tem sua vida como preciosa para si mesmo, conquanto que cumpra o ministério que o Senhor lhe confiou, isto é, testemunhar do evangelho da graça de Deus (Atos 20.24). Quando está nos momentos finais de sua vida, ele afirma a Timóteo que cumpriu seu ministério como quem combate um bom combate e termina a corrida mantendo sua fé firme (1ª Timóteo 4.7).
A igreja corre o perigo de ser desobediente à missão de Deus e não participar da missão. Ela corre o risco de desobedecer e não fazer o que Jesus ordena à sua igreja. Ou seja, ela não vai, não discipula, não batiza e não ensina. O discipular consiste em compreender que a vivencia é um meio, ou seja, cada atitude proclama a presença e os valores de Cristo. As atitudes individuais e o ambiente coletivo são meios do discipulado, e a igreja precisa compreender que discipular não é uma moda ou metodologia, é uma ordem de Jesus à sua igreja que, envolve o ensino de questões bíblicas e doutrinárias, e também as questões existenciais, como compreender e como lidar com a bulimia, a depressão, a morte e etc.
Outra forma da igreja ser desobediente à missão de Deus é desistir ou parar de fazer. Por vezes, ocorre o desânimo diante de tanto esforço para ensinar sem ver resultados na vida daquele que é discipulado. O anseio é que cada pessoa possa ter um encontro com Jesus que seja transformador. Infelizmente, nem sempre isso ocorre no tempo que ansiamos.
Outra forma ainda da igreja ser desobediente à missão de Deus é transigir ou não ser precisa em sua abordagem de discipulado. O discipulado que não confronta não é bíblico. É verdade que a Sagrada Escritura age em consolação, quando penetra no mais profundo do ser humano e discerne as intenções do coração, encaminhando ao Trono de Graça para se obter misericórdia na necessidade (Hebreus 4.12-16). Mas, é igualmente verdade que, a Sagrada Escritura age em confrontação, sendo útil para ensinar, repreender, corrigir e instruir na justiça e aperfeiçoar o discípulo (2ª Timoteo 3.16). Essa é a grande comissão dada por Jesus à sua igreja.
A grande comissão deve ser realizada no poder e autoridade de Jesus. O mesmo poder e autoridade que ele concedeu aos 12 apóstolos e aos 70 discípulos quando os enviou a pregar o Reino de Deus (Lucas, 9.1-3; 10. 1,9,17-20) e que, reafirmou aos discípulos depois de sua ressurreição (Mateus 28.16, Atos 1.8).
Cabe unicamente à igreja, então, ser obediente e dependente de Jesus no cumprimento da grande comissão (Mateus 28.16-20).




