Revitalização da Mensagem

Atualizado: 30 de nov. de 2024
A igreja não pode se afastar do verdadeiro evangelho de Cristo. Por isso, a revitalização é uma tarefa contínua.
Revitalização é o esforço de restaurar o propósito, paixão, pureza e prioridades corretas à vida e ministério da congregação local sem, no entanto, fazê-lo através da tentativa de produzir avivamento por meio de técnicas avivalistas.
Para a revitalização da igreja, é preciso que ela reafirme a sua própria natureza através do ensino das metáforas bíblicas. Por exemplo, o corpo de Cristo (1ª Coríntios 12.12-27), a família de Deus (Efésios 3.14 e 4.19-22), a assembleia dos santos (Hebreus 12.22-24), a noiva do Cordeiro (Efésios 5.32 e Apocalipse 21.9-10), os ramos de uma vinha (João 15.5) e etc. Significa reafirmar continuamente que “a igreja não tem vida à parte de Cristo e que, recebe de Cristo a vida que ela tem” (R. B. Kuiper). Reafirmar que “Cristo ser a cabeça da igreja significa que toda a vida e nutrição da mesma emanam de Cristo” (V. Santos). Ou ainda, que “A igreja é um povo, não um lugar, nem uma estatística. É um corpo, unido a Cristo, que é a cabeça. É uma família, unida por adoração por meio de Cristo” (M Dever).
Para a revitalização da igreja é preciso que ela compreenda a sua natureza orgânica. A igreja de Cristo é caracterizada pela pregação da Palavra, a ministração das ordenanças e a administração da disciplina. Essa descrição pode dar a falsa impressão de que a igreja é um lugar onde coisas são realizadas, mas é preciso compreender que além disso, a igreja também é “um corpo vivo que se compromete a representar Deus no mundo” e que, sua “vitalidade é dependente da comunhão com o seu cabeça, ou seja, Cristo”.
Para revitalização da igreja é preciso que ela compreenda a dinâmica da fé salvadora. Ou seja, que além de sermos salvos mediante a fé, somos também identificados por essa fé (Efésios 2.8; 1 João 5.1). Isso significa que, a fé não é expressa somente no assentimento de algo estático, como um corpo doutrinário; mas também numa vivencia dinâmica. A fé, entre os ouvintes do sermão do monte, foi identificada como sendo uma fé “pequena” (Mateus 6.30). Na mulher cananeia, havia uma “grande fé” (Mateus 15.28). Quando Pedro afundou ao andar sobre as águas, manifestou uma fé mesclada com a dúvida (Mateus 14.31). No centurião romano que pedia a cura de seu servo, Jesus identificou uma fé admirável (Lucas 7.9). Os próprios apóstolos pediram para que sua fé fosse aumentada; e o pai do menino endemoninhado pediu ajuda contra sua incredulidade, apesar de crer (Lucas 17.5-6 e Marcos 9.24).
Para revitalização da igreja é preciso que ela compreenda a santificação em seu aspecto progressivo. A justificação é um ato de Deus em favor do pecador que crê. Mas, a santificação conta com a participação ativa em harmônica cooperação com Espírito Santo de Deus (Efésios 4.22-24).
O exemplo mais contundente do perigo da igreja se afastar do Evangelho da Graça de Deus, ocorreu na Galácia, quando os crentes começaram a abraçar uma caricatura religiosa que não equivalia ao evangelho verdadeiro (Gálatas 1.6-9), pelo que o apóstolo repreendeu a insensatez dos gálatas em imaginarem que, pela força das obras e do legalismo poderiam obter perfeição (Gálatas 3.1-4). Os crentes de Corinto ficaram fascinados ´por sinais e sabedoria que negligenciavam a cruz de Cristo e seus resultados graciosos (1ª Coríntios 1.18-25). E os crentes de Colossos se deixarem “enredar” pela filosofia vã e pelos rudimentos do mundo, ao invés de focalizarem no Cristo que cancelou o escrito de dívida que era contra os redimidos (Colossenses 1.8-15).
Pode-se concluir que a vitalidade da igreja está intimamente conectada ao compromisso da mesma com o evangelho da graça de Deus.
O Evangelho da graça de Deus promove libertação dos rituais e não novas escravizações. Sem o compromisso com o Evangelho da graça de Deus, algo periférico pode vir para o centro e perverter a vida da igreja. O legalismo, o tradicionalismo, o formalismo, o ritualismo, a curiosidade doutrinária e, inúmeros programas ativistas acabam caracterizando uma igreja em declínio.
O Evangelho da graça de Deus promove uma fé salvadora e dinâmica, totalmente compromissada, como se vê no testemunho de vida de Paulo (Gálatas 1.11-12, 15-16, 23-24). O Evangelho também promove alegria e comunhão, como no exemplo da partilha da mesa entre Pedro e os gentios, que Paulo procurou defender intensamente (Gálatas 2.12).
Para manter sua vitalidade a igreja tem que se apegar do Evangelho da graça de Deus.



