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Revitalização do Compromisso

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Fernandes
Pr. Edvaldo Fernandes
23 de nov. de 2024
2 min de leitura

 

A igreja não pode acomodar-se à cultura. Por isso, a revitalização é uma tarefa contínua. 

 

Acomodar-se à cultura é mundanizar-se. É de fato, experimentar aquilo que uma geração denuncia à outra geração, exortando de que o mundo está entrando na igreja. Saber discernir esta realidade é o grande desafio de cada liderança. 

 

Quando voltamos nosso olhar para a igreja de Corinto podemos perceber a sua perda de vitalidade. Embora sejam crentes que foram enriquecidos pela graça, pela palavra, pelo conhecimento e com os dons necessários (1ª Coríntios 1.4-7), eles foram severamente exortados pelo Apóstolo Paulo por sua acomodação à cultura. A mundanização foi um processo de conformidade aos padrões mundanos que os crentes de Corinto vivenciaram e que se manifestou na idolatria de personalidades a ponto de haver divisões em torno de alguns, na conformidade com a impureza e injustiça dentro da própria comunidade, na falta de amor fraternal nas questões culturais e até nas práticas litúrgicas e devocionais deformadas (1ª Coríntios 1, 5-6, 8-10, 11-14).  

 

A acomodação à cultura faz a igreja abandonar a santidade. Todos esses sintomas revelam a enfermidade espiritual pelo abandono da santidade; e, quando a santidade é comprometida, a enfermidade se instala na comunidade cristã. A igreja de Corinto foi chamada a compreender que a santidade é tanto posicional quanto existencial e moral (1 Co 1.2; 2 Co 1.1). Isso significa que, a maneira como Deus os via, deveria motivá-los a ser filhos obedientes em toda a conduta diária (1ª Coríntios 1.2; 2 Coríntios 1.1; 1ª Pedro 1.14-16). Afinal, eles eram chamados de santos porque foram separados do mundo para Deus. Os crentes deveriam compreender os tempos da salvação que no passado nos salvou da penalidade do pecado, no presente nos salva do poder do pecado e no futuro nos salvará da presença do pecado, e, especialmente que Deus está trabalhando ativamente na santificação da igreja (Filipenses 1.6). 

 

A acomodação à cultura faz a igreja assimilar a imoralidade. Paulo trata o pecado que tomou conta da igreja e sugou sua vitalidade, como algo que a igreja considerou de somenos importância e, comparou ao efeito do fermento na massa do bolo. Embora a massa seja bem maior que a quantidade de fermento, é ele o responsável por fazer toda a massa crescer. A igreja vivia numa sociedade e cultura permissiva e sensualizada e, de tanto conviver e assimilar, chegou ao ponto em que os pecados que aceitava em seu meio, eram piores que o da sociedade à qual deveria testemunhar (1ª Coríntios 5.6-7).  

 

A acomodação à cultura faz a igreja perder o poder de testemunhar. Aliás, ela não só perde, mas prejudica a proclamação do evangelho. Uma igreja comprometida com a mundanização fracassa em alcançar ou causar qualquer impacto na sua comunidade porque ela mais promove escândalos ao nome de Cristo. Isso, porque, na realidade, ela faz uma opção pela “acomodação” ao invés da “transformação” cultural. Assim, a igreja confirma seu declínio e passa a cultivar a nostalgia dos tempos em que tinha mais poder. Que triste! 

 

É urgente a necessidade de revitalização através a consciência do compromisso com o chamado à santidade e a rejeição veemente da mundanização. Olhares atentos e o coração comprometido com as práticas que cultivam a obediência e a submissão ao Senhor da Igreja e do coração de cada membro da igreja. 

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