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O sangue de Cristo e a vida

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Fernandes
Pr. Edvaldo Fernandes
21 de abr. de 2024
3 min de leitura

Atualizado: 17 de jul. de 2024


O sangue de Cristo é a fonte de poder para viver.


A expressão o “sangue de Cristo” se refere à morte de Cristo na cruz do Calvário e, portanto, a todos os benefícios de seu sacrifício. É uma referência histórica ao evento ocorrido há dois mil anos e também a experiencia concreta no aqui e agora da vida cristã.


Pedro, escrevendo a pagãos que se converteram ao cristianismo, afirma que os antigos deuses e o sistema de crença a que serviram não valia de nada diante do Deus único e santo, especialmente após a vinda de Cristo ao mundo. Ele diz que era uma vida inútil porque não valia de nada no relacionamento com Deus. 


Era uma vida inútil exatamente porque fora vivida sem a esperança que há na graça de Jesus (1 Pe 1.13). Sua mente e coração não estiveram focados no iminente retorno de Cristo porque não o conheciam e mesmo agora que se converteram era preciso estar alertas para enfrentar as provações que certamente viriam e obter graça poder suportar e vencer.


Era uma vida inútil porque fora dirigida pelos maus desejos da natureza humana (1 Pe 1.14). Viveram como filhos desobediente moldados pelos maus desejos de um coração corrompido. Mesmo agora, na contemporaneidade, cristãos têm sido movidos pelo anseio de ser feliz sem se dar conta que se tornaram escravos do próprio desejo.


Era uma vida inútil porque fora vivida sem uma conduta de santidade (1 Pe 1.15-16) em que virtudes, piedade e pureza pudessem refletir um relacionamento com o Deus que se apresenta como santo (Lv 11.44-45; 19.2; 20.7), isto é, que é o padrão do que é puro e perfeito, separado e acima do que é mau e imperfeito e digno de ser imitado.


Era uma vida inútil porque fora vivida sem um relacionamento correto com Deus (1 Pe 1.17). Não podiam se entender como filhos e muito menos servir a Deus com santo temor e a reverência dos filhos que admiram seus pais e são continuamente gratos por todos os benefícios com que são cercados. Não sabem que a sabedoria vem de temer ao Senhor (Pv 1:7).


Mas, Pedro aponta para a vida útil, que é a vida que foi libertada da inutilidade a um preço muito superior ao do ouro e da prata e que foi gerada para a liberdade possível somente à filhos, nunca a escravizados.


A vida útil confia no poder do precioso sangue de Jesus (1 Pe 1.19-20). Ela é vivida com a consciência de que Cristo é o cordeiro sem mancha e sem defeito que providencia um sacrifício perfeito porque executou o plano perfeito de Deus. Seu sangue precioso, ou seja, sua encarnação, morte e ressurreição é eficaz hoje e concretamente para todos os que creem em Deus!


A vida útil deposita sua esperança no precioso sangue de Jesus (1 Pe 1.21) e sua fé está firmada de que Deus cumprirá todas as suas promessas para todos aqueles que creem em Jesus e na salvação que Ele providenciou.


A vida útil busca santificação pelo poder que há no precioso sangue de Cristo (1 Pe 1.22), pois esse sangue nos purifica. O sangue de Jesus é fonte de salvação e de poder para viver. A palavra nos aponta para a graça que há no cordeiro sem mancha e sem defeito e no amor que nos ensina a viver em comunhão uns com os outros como marca distintiva de que pertencemos a Deus (Jo 13.35).


A vida útil experimenta libertação e capacitação no precioso sangue de Cristo (1 Pe 1.23-25). Ela foi gerada a partir de uma experiência extraordinária. A vida útil foi resgatada (libertada) da maneira inútil de viver e foi regenerada (gerada novamente) a partir da imperecível semente da palavra de Deus. As tradições de nossos antepassados e os sacrifícios que um dia foram eficientes no relacionamento com Deus perderam seu valor.  


Na palavra de Deus encontramos o cordeiro sem mancha e sem defeito que nos resgata da maneira inútil de viver e nos regenera para uma nova vida diariamente. Uma vida santa é uma vida completamente dedicada a Deus. Vida útil para a glória de Deus.


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