O sangue de Cristo

Atualizado: 17 de jul. de 2024
A páscoa revela a graça de Deus.
Há aproximadamente 3500 anos quando o povo hebreu estava para sair do Egito após 400 anos de escravização, Deus instituiu a páscoa e deu orientações através de Moisés de como ela deveria ser celebrada (Ex 12).
Após nove pragas nas quais Deus foi demonstrando seu poder superior sobre os deuses do Egito finalmente a décima praga – a morte dos primogênitos de homens e animais - revela também a sua maneira graciosa de se relacionar com o ser humano.
A orientação foi para que aos dez dias daquele mês, que seria o primeiro para os hebreus, eles deveriam separar, por família, um cordeiro macho de um ano sem defeito e sacrificá-lo no décimo quarto dia ao pôr do sol junto com toda a comunidade. O cordeiro deveria ser assado no fogo e seria a refeição junto com ervas amargas e pão sem fermento. Eles deveriam fazer a refeição e estar vestidos e prontos para sair imediatamente. O sangue do cordeiro deveria ser passado nas laterais e nas vigas superiores das portas da casa onde seria feita a refeição.
A promessa de Deus envolve juízo e graça. Ele promete que ao passar pela terra do Egito executará juízo sobre todos os seus deuses, mas poupará aqueles que estiverem nas casas onde houver o sinal do sangue do cordeiro nas portas.
Pascoa simboliza “substituição”, pois o cordeiro é morto no lugar dos primogênitos para que eles possam viver. Páscoa é literalmente “passagem”, pois Deus passa por cima das casas dos hebreus que estavam marcadas com o sangue do cordeiro.
As histórias do Antigo Testamento são conhecidas como antítipos que apontam para Jesus. Antítipos são figuras que representam outras.
A primeira páscoa é um antítipo de Jesus.
É por isso que o Profeta João Batista ao vê-lo declarou aos seus ouvintes “Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29), pois João associou a pessoa de Jesus com aquele cordeiro da primeira páscoa.
Como aquele cordeiro sem defeito, Jesus sem pecado seria morto e seu sangue seria suficiente para tirar o pecado do mundo. Jesus substitui o pecador na cruz, morre a morte do pecador na cruz e a vida do pecador é poupada. Deus não causa mal algum ao pecador porque esse pecador está marcado com o sangue de Cristo. O juízo de Deus sobre ele é de justificação, de outorgar perdão, de declara-lo inocente.
O sangue de Jesus é precioso pois ele é a marca de que estamos e seremos poupados por Deus. Que seremos tratados com graça e misericórdia porque colocamos a nossa confiança em Deus e em seu Cristo.
Na eternidade, o Apóstolo João, também viu a dimensão do sacrifício de Cristo e o poder que há no sangue de Jesus. Ele é questionado pelo ancião se sabe quem são aqueles que fazem parte daquela “grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé, diante do trono e do Cordeiro, com vestes brancas e folhas de palmeira nas mãos” que exaltam a Deus e ao Cordeiro (Ap 7.9-10). João não ousa tentar responder e ouve a explicação do Ancião “Estes são os que vieram da grande tribulação, que lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro (Ap 7.14).
Há 3500 anos surgiu um cordeiro que era o antítipo que anunciava a Jesus, o Cordeiro de Deus, que há 2000 anos realizou o sacrifício perfeito na cruz do Calvário nos substituindo ali, o justo no lugar dos pecadores. Hoje, colocamos nossa confiança em Deus de que no futuro - lá na eternidade – Ele nos olhará e nos enxergará com vestes brancas lavadas no sangue do Cordeiro.
Louvemos a Deus e ao Cordeiro a quem pertence a salvação!




