top of page
LOGO.png

O coração da Cruz

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Fernandes
Pr. Edvaldo Fernandes
23 de mar. de 2025
3 min de leitura

A cruz é necessária por causa da gravidade do pecado.

 

A gravidade do pecado é que ele é uma ofensa a Deus. Quando um jovem procurou a Jesus querendo saber o que poderia fazer de bom para alcançar a vida eterna, Jesus não encaminhou seu pensamento para as coisas que o jovem era capaz de fazer na tentativa de alcançar a vida eterna, mas para a pessoa que personifica o que é perfeitamente bom e com a qual devemos ter um relacionamento para viver eternamente. Aquele jovem precisava perceber que a idolatria (os ídolos) do seu coração ofendia a Deus e impedia seu relacionamento com o Deus perfeitamente bom que é padrão da santidade. Deus precisa ser o primeiro em nosso coração (Mateus 19.17).

 

A gravidade do pecado é que ele escraviza a liberdade humana. Aquele jovem era um ser livre. Ele exerceu sua liberdade ao procurar Jesus para sanar sua dúvida. Ele exerceu sua liberdade ao decidir obedecer e praticar os mandamentos. E ele foi livre ao escolher os tesouros da terra ao invés dos céus e exerceu sua liberdade ao ir embora triste. Sua liberdade, porém, não fez as escolhas boas porque é escravizada pelo pecado. Apesar desta escravização, ele é responsável por seus atos. É como Deus trata a humanidade em Romanos 1 condenando-a pela escolha de amar as trevas ao invés da luz. Deus precisa nos libertar das nossas trevas (Mateus 19.16, 20-22; João 3.19)

 

A gravidade do pecado é por causa da culpa que ele gera. Aquele jovem que procura a Jesus está insatisfeito consigo mesmo. Essa insatisfação é fruto do pecado. Aquele jovem sabia que por mais que tivesse feito, não era suficiente, e Jesus confirma isso. Existe a culpa pelo pecado contra o Deus bom, puro e perfeito e o sentimento de culpa interior. Existia naquele jovem uma falsa culpa que era o sentimento de culpa por ter alcançado o padrão que ele se impôs, e mesmo assim continuar insatisfeito consigo mesmo. E existia a culpa verdadeira gerada pela ofensa a Deus com seus pecados manifestos nas escolhas erradas e nos ídolos agasalhados no coração. A culpa não estava concentrada no que fez ou deixou de fazer, mas em magoar o coração de Deus, com quem deveria estabelecer um relacionamento de aliança. Deus precisa nos libertar da nossa culpa (Mateus 19.16,20).

 

A gravidade do pecado está em provocar a ira de Deus. Para Deus o pecado é algo tão sério que Ele entregou o seu Filho Unigênito como propiciação pelos nossos pecados. Aquele jovem rejeitou a proposta de Jesus do discipulado para a vida eterna. Aquele jovem amou suas riquezas mais que a Deus. A ira de Deus, longe de ser um descontrole, é o exercício de sua santa justiça que traz a justa retribuição de acordo com o merecimento de cada um. A ira de Deus se manifesta no fato de ser impossível que alguém que ame qualquer coisa ou pessoa mais que a Deus, entrar no céu. Assim como é impossível que um camelo de 2 metros de altura por 3,45 metros de comprimento e pesando aproximadamente 600 quilos possa passar pelo buraco de uma agulha. Deus precisa nos perdoar (Mateus 19.23-24).

 

O primeiro casal – Adão e Eva – pecou e se escondeu da presença de Deus. Tentou fugir da sua culpa e responsabilidade assim como nós fazemos hoje, a cada dia, em nossas mais variadas escolhas. Mas, Deus manifesta sua justiça em graça, fazendo da cruz a solução para esse problema que surgiu no Éden, pois o coração de Deus estava naquela cruz tratando da gravidade do pecado.

bottom of page