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A centralidade da Cruz

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Fernandes
Pr. Edvaldo Fernandes
9 de mar. de 2025
3 min de leitura

A centralidade da cruz tem origem no próprio Jesus (1 Coríntios 1.23)

 

Aos doze anos Jesus já tinha consciência do compromisso com a vontade do Pai, e o batismo e a tentação foram momentos em que decidiu seguir o caminho do Pai ao invés do caminho do Diabo (Lucas 2.41-53; Mateus 3.13-4.11).

 

Durante seu ministério terreno, enquanto ensinava seus discípulos, Jesus predisse a sua morte e sua ressurreição em diversas ocasiões (Marcos 8.31-33, 9.30-31; Lucas 19.31-34). Quando descia do Monte da Transfiguração ou quando foi pressionado por Tiago e João. Também, enquanto celebrava a última ceia, fez seis alusões à sua morte e ressurreição (Marcos 9.9; 10.45; João 13-17).

 

O Evangelho de João usa a expressão “a hora” para indicar a sua morte e ressurreição. Assim, ninguém pôde deter Jesus enquanto não chegou a sua hora de morrer. E, quando se aproximou o momento de sua morte, apesar de sentir angustia, reconheceu que seria glorificado neste sacrifício (João 7.30, 12.23, 27).

 

Jesus sabia que morreria não no sentido de todos os mortais, mas de uma morte com significado e sentido. Não seria simplesmente por causa da hostilidade dos líderes judaicos que se juntaram e conspiraram para matá-lo, mas porque estava escrito nas Escrituras e, porque Ele mesmo decidiu morrer. Durante a última ceia Jesus ensinou seus discípulos como o fez àqueles dois discípulos no caminho de Emaús. Mostrou como as Escrituras falavam a respeito de sua morte, e mesmo na cruz, citou as Escrituras três vezes (Marcos 3.1-6, 14.21; Lucas 24.27; Salmos 22.1, 69.21, 31.5).

 

A mais importante citação das Escrituras se encontra quando ele junta as figuras do Servo Sofredor em Isaías e do Filho do Homem em Daniel. Ele ensinou que o Messias – o servo de Yavé - sofreria uma morte sacrificial antes de ser exaltado sobre tudo e todos. Esta associação é tão veemente que Paulo, Pedro, Mateus, Lucas e João aludem a 8 dos 12 versículos do capitulo 53 de Isaías. Jesus ensinou que a vocação do Messias era sofrer e morrer pelos pecados dos homens e ser glorificado, e que ele cumpria essa missão voluntariamente (João 10.18).

 

Este ensino é tão central que os apóstolos reafirmaram a importância de sua morte na cruz. Embora responsabilizassem a maldade humana, afirmaram também que era um propósito divino para expiação dos pecados da humanidade, quando associaram a maldição do madeiro hebreu com a cruz romana. Ali Jesus carregou sobre si a maldição que pesa sobre a humanidade (1 Coríntios 15.3-4; Atos 17.1-3; Deuteronômio 21.22-23; Gálatas 3.13; 1 Pedro 2.24).

 

É por isso que a ressurreição assume tamanha importância. Paulo, Pedro e João ensinam que a ressurreição ressalta algo acerca da morte que ela cancelou e venceu, pois na ressurreição Deus exaltou e glorificou Jesus que havia morrido, invertendo o veredito humano. (1 Coríntios 2.1-2, Romanos 3.21-25, 1 Pedro 1.18-19, 2.24, 3.18; 1 João 3.9, 16; 4.10, 14). O Escritor aos Hebreus faz um tratado teológico para demonstrar como o ministério sacrificial de Jesus o tornou o nosso grande sumo sacerdote, incomparavelmente superior aos outros sacerdotes humanos (Hebreus 8-10).

 

No Apocalipse, Jesus é retratado como o primogênito dos mortos que tem a chave da morte e do inferno e que, com seu sangue, nos libertou e nos constituiu reino de sacerdotes (Apocalipse 1). Ele é chamado de Cordeio 28 vezes, isto é, identificado como uma vítima sacrificial.

 

Mas, a morte do cordeiro na cruz é a chave para a vitória do povo de Deus. Quando João estava angustiado por não poder abrir o livro, Jesus - o Cordeiro, é apresentado como digno de abrir os selos e desenrolar o livro da história, pois sua morte o faz Senhor da história. Sua morte o torna digno de adoração no céu. O universo e todas as criaturas existentes no céu, na terra, debaixo da terra, no mar e tudo que neles há, juntam sua voz para dizer: “Ao que está assentado no trono e ao Cordeiro sejam o louvor, a honra, a glória e o poder, pelos séculos dos séculos!” (Apocalipse 5).

 

A cruz é central porque revela o plano, o amor e o poder de Deus de nos salvar através da morte do Cordeiro Jesus!

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