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Era uma vez uma cruz

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Fernandes
Pr. Edvaldo Fernandes
27 de abr. de 2025
3 min de leitura

A cruz de Cristo é a maneira mais impressionante de como Deus se relaciona com a humanidade.

 

Os últimos momentos de Jesus com seus discípulos demonstram como é seu relacionamento com sua igreja. O colégio apostólico tem sido identificado como a igreja incipiente, que será chamada de seu corpo.

 

Na quinta-feira, Jesus revela seu desejo ardente de celebrar a páscoa com seus discípulos que ele separou e chamou de apóstolos. É um momento de profunda afeição num ambiente de intimidade onde estão apenas Jesus e os doze. No cenáculo, Jesus lavou os pés de seus discípulos e os ensinou a servir uns aos outros, e lhes deu um novo mandamento, ensinando que, como Ele os amou assim eles deviam amar uns aos outros. Jesus encheu o coração dos apóstolos de esperança quando afirmou que na casa do Pai há muitas moradas, que viria buscá-los para eles estarem onde Ele estivesse. Ensinou que eles jamais ficariam sós, pois o Espírito Santo seria um consolador a ensinar e fazer lembrar de todas as coisas que Ele disse. Ele diz que os considera seus amigos. E por fim, Jesus ora por seus discípulos para que eles sejam protegidos do Maligno e para que eles sejam um. Que tempo glorioso para os discípulos foi aquela quinta-feira na comunhão com Jesus.

 

Na sexta-feira, poucas horas à frente, Jesus é traído, preso, abandonado e negado por seus discípulos. Começa uma longa noite de suplício ao ser jogado de um lado para outro entre audiências com Anás, Caifás e Pilatos. Além disso, Jesus foi vendado, surrado e zombado pelos soldados responsáveis por sua execução, que ainda lhe puseram uma coroa de espinhos e sortearam suas roupas entre si. Por fim, foi crucificado e morreu. Foi um dia cheio de reveses em que ficou a impressão de que Deus havia perdido o controle da história. Próximo do fim do dia, num alento, surgem Nicodemus e José de Arimatéia para sepultá-lo num sepulcro novo. Apesar do alento, a esperança se foi. Que tempo desesperadamente opressivo foi aquela sexta-feira para os discípulos de Jesus.

 

No sábado, é o shabat judeu. Os discípulos amanhecem sem nada poder fazer, pois conforme a lei cerimonial, é o dia de descanso semanal obrigatório. Eles são, como que obrigados, a passar o dia todo ressentindo a ausência de Jesus e refletindo sobre as suas palavras. Provavelmente gastam grande parte do tempo repensando as suas próprias atitudes. É um dia de sofrimento por todas as lembranças que viveram com Jesus e especialmente na sua despedida recente. É um dia de ausência, de saudade, onde o nunca mais se materializa. Que tempo de tristeza, silêncio e desesperança foi aquele sábado para os discípulos de Jesus.

 

No domingo, bem cedo e ainda escuro, as mulheres vão ao sepulcro preparar definitivamente e corpo de Jesus para o sepultamento. Apesar dos guardas que protegiam o sepulcro e da enorme pedra que o fechava, elas encontram o sepulcro vazio. Elas choram. Jesus já havia morrido e agora nem seu corpo tinham para sepultar. Anjos aparecem para anunciar que Jesus ressuscitou e não deve ser procurado entre os mortos. As mulheres devem avisar os outros discípulos. O próprio Jesus aparece a Maria Madalena que reconhece a sua voz. Jesus aparece a outros discípulos; aos que estavam com medo, incrédulos e desesperançosos. A ressurreição de Jesus é a vitória sobre a morte e a cura para todas as angústias humanas.

 

Jesus com sua morte comprou para Deus gente de toda tribo, língua, povo e nação e com sua ressurreição transformou em vida abundante, cheia de esperança da eternidade, a vida de todo aquele que nele crê.


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