A cruz da revelação

Na cruz nós temos a melhor revelação de quem Deus é.
O prólogo do Evangelho de João apresenta Jesus como sendo o próprio Deus que se encarnou para vir ao mundo e revelar a expressão exata de Deus. Ele diz “Aquele que é a Palavra tornou se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade (João 1.14).
No Antigo Testamento a Palavra era a sabedoria de Deus, que estava com Deus desde o princípio na criação e por meio da qual Deus criou todas as coisas. É essa Palavra que salva Israel (Provérbios 8.22-31; Gênesis 1.3,6; Salmos 33.6). Já no Novo Testamento, a Palavra salvadora e criadora de Deus está em Jesus Cristo que se torna um ser humano. Mas, ela é também a Palavra da vida através da mensagem redentora sobre o próprio Jesus Cristo, sendo fonte de vida e fonte da vida eterna. Ele é luz que ilumina e traz clareza sobre Deus e sobre a situação do ser humano (João 1.4,14; 1 Coríntios 8.6, Colossenses 1.16-17, Hebreus 1.2; 1 João 1.1-2)
Enxergamos a glória de Deus através de Jesus Cristo, que é a Palavra. Sendo que é na cruz que o Pai e o Filho foram definitivamente glorificados, pois foi para essa hora que Jesus veio ao mundo (João 17.1).
Nas ações de Jesus, Deus é revelado. O primeiro milagre, quando transformou água em vinho, revelou sua natureza divina. Todos os outros milagres, revelaram que Ele era o Messias prometido por Deus (João 2.11, 20.30-31). Foi uma revelação que tirou qualquer dúvida de Pedro sobre quem era Jesus. Foi uma revelação que libertou Tomé da incredulidade. Foi uma revelação que abriu os olhos e aqueceu o coração dos discípulos no caminho de Emaús sobre a presença de Jesus (Mateus 16.13-20; João 20.24-31; Lucas 24.32). Jesus revela Deus, pois ele é a imagem do Deus invisível em quem foi do agrado do Pai que habitasse toda a plenitude, a fim de fazer a paz pelo seu sangue na cruz! (Colossenses 1.15-20).
Deus é melhor revelado na cruz! Como Deus crucificado, ele tem seu amor estampado. A cruz é a prova de seu amor, pois na cruz Deus decide dar seu filho. Na cruz Deus decide dar seu Filho por nós. E por fim, na cruz Deus decide dar seu Filho para morrer (Romanos 5.8; João 3.16, Filipenses 2.7-8). Não foi outro ser humano, nem um anjo; na cruz Deus definiu-se a si mesmo da melhor maneira como o “Deus crucificado”.
É na cruz que vemos a sua graça. A Palavra, que é Deus, atingiu o ápice da humilhação ao morrer na cruz a morte mais indigna, reservada aos bandidos. Apesar disso, na cruz, Deus se dá em Cristo (Filipenses 2.7-8).
É na cruz que vemos a sua Verdade que é contrária a sabedoria humana. A cruz humilha o homem e exalta a Deus, e por isso, o Apóstolo Paulo insistia em não permitir esvaziar a pregação sobre a cruz. A exaltação de Deus se dá na cruz onde Ele, por iniciativa própria, nos recebe, inocenta, liberta e reconcilia consigo mesmo. A grande verdade do Evangelho a ser pregada é o Cristo crucificado, em quem nossa fé deve estar baseada (1 Coríntios 1.17-2.5).
Ao olhar para Cruz eu enxergo Deus! Porque Deus se revela a si e todo seu amor ali na cruz.
Deus é amor, e na cruz temos a melhor revelação de quem Deus é.




