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A cruz do mal

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Fernandes
Pr. Edvaldo Fernandes
13 de abr. de 2025
3 min de leitura

O maior mal que pode nos acometer é estarmos distanciados de Deus.

 

O mal pode ser definido como o oposto do bem, e isso não nos clareia muito a percepção das consequências do mal em nossa vida. Devemos entender o mal como uma quebra, de tal maneira que torna aquilo que foi quebrado, inútil, estragado. Isto significa que há o ato em si da quebra e as consequências que deste ato se prolongam, quer no objeto quebrado, quer na história e na vivência.

 

É assim, que o mal que entrou no mundo, ainda no Éden, através da serpente, promoveu a quebra do relacionamento harmonioso entre Deus e o ser humano, uma vez que Adão e Eva passaram a temer e se esconder de Deus, conscientes do mal que os alcançou. O mal também promoveu a quebra de relacionamento entre os seres humanos, a começar ali com o primeiro casal, quando Adão não se fez de rogado ao jogar sobre sua companheira a culpa pela desobediência. E por fim, o mal empreendeu uma consequência cósmica ao afetar a natureza criada que passou a ser hostil para o casal, causando calos e dores de parto. Além de tudo isso, o mal trouxe consigo a morte; a sua maior expressão.

 

Esse mal que passou a habitar o mundo é descrito de maneira tão triste nas palavras do apóstolo João quando diz que o mundo todo está sob o poder do Maligno (1 João 5.19). É neste mundo onde existimos e vivemos que o Senhor Jesus nos ensinou a orar para sermos livres da ação do Maligno (Mateus 6.13). O mal é terrível e poderoso e suas consequências só podem ser derrotadas por alguém mais poderoso ainda. O Maligno é a personificação do mal.

 

Esse mal deixou marcas indeléveis em nosso DNA. No Salmo 51.5 o salmista compartilha a percepção sobre sua própria maldade concluindo que não houve um só momento em sua existência em que não se sentiu pecador. Aliás, ele concluiu que nasceu pecador. A história bíblica revela que gente da estirpe dos heróis da fé em Hebreus 11 foram pessoas em quem o mal trabalhou intensamente. O endemoninhado gadareno foi uma pessoa totalmente tomada pelo mal e o próprio apóstolo Paulo descreve sua luta na condição de escravizado pelo mal, na carta aos Romanos (Marcos 5.1-20, Romanos 7.18).

 

Na cruz, Cristo conquista benefícios para nós: a propiciação, a redenção, a justificação e a reconciliação. Na cruz, Cristo revela a verdadeira face amorosa do Pai. E na cruz, Cristo derrota o poder do mal. Como diz John Owen ali acontece “a morte da morte, na morte de Cristo”.

 

Segundo o escritor aos hebreus, na cruz, Cristo derrota o mal. A morte que entrou na existência humana é vencida porque Cristo se veste de nossa humanidade, experimenta a morte em nosso lugar e ressuscita vencendo a morte. O poder que o Diabo tinha de nos escravizar pelo medo da morte, está esvaziado (Hebreus 2.14-15). Agora, estamos livres e podemos raciocinar e declarar junto com o apostolo Paulo quando diz “para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho” (Filipenses 1.21).

Na cruz, Cristo cancelou nossa dívida porque fez o sacrifício perfeito que tornou inúteis todos os outros sacrifícios e ordenanças. Pagou de maneira perfeita e cabal a nossa dívida e agora não consta mais nenhuma dívida contra nós (Colossenses 2.13-15).

 

Cristo, na cruz, venceu o poder do mal. Aleluia!

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