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As 7 palavras da cruz

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Fernandes
Pr. Edvaldo Fernandes
20 de abr. de 2025
3 min de leitura

Olhar para a cruz de Cristo é fazer uma jornada ao interior do coração de Jesus.


Cristo, na cruz, realizou uma missão especial que somente ele poderia ter realizado. Na cruz, Cristo estava expiando nossos pecados, nos resgatando, nos justificando e nos reconciliando com Deus, ao mesmo tempo em que vencia o mal e revelava o tamanho e a mais exata expressão do amor de Deus.


Ao dizer "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo"(Lucas 23.34), Jesus afirma que o perdão está no cerne de sua missão. Para aquela hora Jesus havia vindo ao mundo para cumprir a missão de resgatar pecadores escravizados ao pecado, oferecer perdão e reconciliar o mundo com o Pai Celestial (2 Coríntios 5.19). É o brado do perdão.

 

Ao dizer "Hoje você estará comigo no paraíso" ao criminoso crucificado ao seu lado (Lucas 23.43), Jesus afirma o caráter imediato e incondicional do perdão que veio conquistar e oferecer a todo aquele que crê. Há segurança definitiva no perdão de Jesus. É o brado da segurança.

 

Ao dizer "Mulher, eis aí o teu filho [...] Eis aí tua mãe..." (João 19.26,27) para sua mãe, Maria, e para o apóstolo amado, João, Jesus afirma o caráter duradouro e cotidiano do seu perdão oferecido. Há compaixão duradoura no perdão de Jesus. É o brado da compaixão.

 

Ao dizer "Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?" (Mateus 27.46), Jesus cita o salmo e revela ali toda a sua identificação com a nossa humanidade escravizada pelo pecado e também o seu caráter sacrificial ao assumir o nosso lugar na cruz. Revela o peso do pecado, a ira de Deus e o castigo que suportou para que a justiça de Deus fosse satisfeita. Jesus revela a tremenda angustia que suportou na cruz. É o brado da angústia.

 

Ao dizer "Tenho sede" (João 19.28), Jesus se identifica e revela a fragilidade da nossa existência. Seu sofrimento como um homem justo que morre pelos injustos pecadores que o rejeitaram. Essa fragilidade revela a incapacidade humana de salvar-se a si mesma, e aponta para a obra que só Deus encarnado poderia realizar na cruz. É o brado do sofrimento.

 

Ao dizer "Está consumado!” (João 19.30), Jesus está dizendo que finalmente chegou a hora para a qual a história se encaminhava. Desde a palavra de Deus prometendo um descendente da mulher que esmagaria a cabeça da serpente, passando por Isaque, que pergunta sobre o cordeiro para o sacrifício, e a resposta de Abraão de que “Deus proverá”, e chegando à resposta de João Batista “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, todos esses momentos apontavam para Cristo, como cordeiro pascal (1 Coríntios 5.7) que veio ao mundo para ser imolado e cumprir sua hora de comprar para Deus gente de toda língua, raça, povo e nação (Apocalipse 5.9). Está feito. Está completado. É o brado da vitória.

 

Finalmente, ao dizer "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito" (Lucas 23.46), Jesus nos ensina a esperança com que devemos viver esta existência e nos despedir dela. O que Jesus fez na cruz, e só ele poderia realizar, nos garante que possamos entregar nossa vida nas mãos de Deus e descansar em suas mãos, de onde nada poderá nos retirar. É o brado da esperança.

 

Jesus, na cruz, se revela o Salvador amoroso e poderoso.

 

Seu amor o moveu a vir ao mundo e vestir-se da nossa humanidade, recebendo sobre si o castigo que nos traz a paz e o perdão. Morreu em nosso lugar e ressuscitou ao terceiro dia, outorgando, a todo que crê, a vida abundante e eterna.

 

Aleluia!!!



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