Creia

A fé é o caminho para o mover de Deus!
“A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem” (Hb 11.1), porque está baseada na pessoa e caráter de Deus e não em nossa capacidade de cultivá-la ou exercê-la. De nossa parte, nossa fé por vezes vacila e falha.
No encontro daquele pai e seu filho (Mc 9.14-32), envolvidos por aquela multidão, pelos mestres da lei e pelos discípulos impotentes, com Jesus e os discípulos que presenciaram a transfiguração (Mc 9.2-13), há na realidade um ambiente de ceticismo; mesmo que a discussão envolvesse algo sobrenatural.
Era um ambiente não apenas pernicioso à fé, mas inimigo da própria fé.
Haviam os escravizados à superficialidade (15,25). É assim que a multidão curiosa ficou surpresa ao ver Jesus (15). Pode ser que a multidão ficou admirada porque Jesus ainda mantivesse reflexos perceptíveis da transfiguração ocorrida momentos antes, assim como ocorreu com o rosto de Moises (Ex 34.30). Pode ser também que Jesus apareceu no exato instante em que seu nome era citado na disputa dos mestres da lei com os discípulos (14). A disputa poderia ser pela prerrogativa de realizar exorcismos, já que havia entre os fariseus especialistas neste mister; ou poderia ser uma acusação de que o nome de Jesus não deveria ser usado, já que os discípulos não conseguiram expulsar o espírito (18). Na aproximação desta multidão admirada e curiosa Jesus trata de imediatamente repreender e expulsar o espírito imundo (25-26). A curiosidade é superficial e não tem interesse em aprofundar-se num relacionamento sério com Jesus. A superficialidade está interessada naquilo que pode fazer da fé, um show! Ela é inimiga da fé e um demônio a ser exorcizado de nossa mente e coração. Por isso, Jesus afirma que tudo é possível ao que crê, pois quem crê vai sair da superficialidade e se mover na direção de concretizar sua esperança.
Haviam os escravizados pelo inimigo (17-18; 20-22;25-26). É assim que a vida daquele menino e de seu pai era um inferno desde há muito tempo. Como Jesus ensinara seus discípulos, ali estava a prova concreta da ação do inimigo em “roubar, matar e destruir” (Jo 10.10). Sua ação contínua na vida daquela família foi uma tentativa de enganar a todos. Ele pretendia marcar território, mentir sobre seu poder e minar a fé. O Inimigo e suas hostes são inimigos da fé! Mas, Jesus tem autoridade para repreender o espírito imundo e criar uma nova realidade para a vida daquele menino, de seu pai e daquela família.
Haviam os escravizados à incredulidade (22-24). É assim que o pai estava desolado e cético se Jesus poderia fazer algo. Afinal, eram tantos anos lutando contra o espírito imundo e até os discípulos de Jesus falharam em expulsá-lo. Ele queria ter fé, mas tinha dúvidas. Ele queria crer, mas estava cansado. A incredulidade é inimiga da fé! O pai cansado e com uma fé dúbia confessou que precisava da ajuda de Jesus! O pai, cansado das lutas que apresentou a Jesus (17-18, 22), não se justificou, mas apelou para sua compaixão (23). A incredulidade é inimiga da fé! Mas, Jesus tem compaixão para socorrer e ajudar (23-24) e poder para libertar e sustentar (25-27).
“Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dEle se aproxima precisa crer que Ele existe e que recompensa aqueles que O buscam” (Hb 11.6).
A nossa fé se sustenta porque Jesus tem compaixão para socorrer e ajudar em nossas fraquezas, e poder para libertar e sustentar em nossas lutas.
Por isso, creia e abra caminho para Deus agir em sua vida!




