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Confesse

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Fernandes
Pr. Edvaldo Fernandes
1 de set. de 2024
3 min de leitura

Atualizado: 26 de set. de 2024


A confissão é o caminho para a restauração.

 

O Espírito Santo de Deus é nosso companheiro em nossa jornada espiritual. Em Sua companhia experimentamos o batismo, os enchimentos, o fruto, os dons e a visitação. A visitação é uma experiência de libertação operada pelo Espírito Santo que promove um salto de qualidade na vida do discípulo permitindo o fluir da vontade de Deus. Essa libertação é vivenciada através de algumas experiências que exigem uma decisão radical como a confissão, a fé, a renúncia, o perdão e o amor, além de outras.

 

O Salmo 51 trata desse tipo de experiência ao referir-se a três assuntos: Deus, o coração e o pecado.

 

O salmista fala sobre o pecado. Ele usa expressões como transgressões, culpa, pecado, reprovação e condenação (1-4). Apesar de não citar quais são os atos pecaminosos a que se refere, sabemos se tratar do adultério, abuso, assassinato e mentira praticados pelo Rei Davi em sua relação com Bate Seba, Urias e o profeta Natã (2 Sm 11-12). O episódio retrata como Davi guardou a mentira em seu coração vivendo a ilusão de que poderia ter comunhão com Deus neste estado. O pecado é o que nos afasta de Deus, nos tira a pureza (7), nos adoece (8) e nos rouba a alegria da salvação (8, 12). Aprenda a chamar o pecado pelo nome.

 

O salmista fala a respeito do coração. Não é qualquer coração, mas do coração desejado por Deus. Nosso coração (Ego) é retratado como sendo a sábia verdade no íntimo (6), a pureza nas intenções (10), a vontade sempre renovada e firme (10), a prontidão em obedecer (11) e o espírito sensível, arrependido e entristecido pelo pecado (17). É esse coração que pode proclamar a verdadeira vontade de Deus (14-15). O salmista fala também do coração rejeitado por Deus que é a consciência cauterizada. Refere-se ao ano em que Davi se apresentou semanalmente para fazer suas ofertas e sacrifícios mantendo seu pecado escondido no coração sem alívio na alma. Sua farsa só o adoecia (Sl 32, 51.16). É preciso tratar o interior primeiro para que o exterior seja devidamente tratado e corrigido. Só assim ocorre verdadeira restauração. Compreenda que Deus procura um coração arrependido e pronto a ser moldado por Sua vontade.

 

O salmista trata a respeito de Deus. Não é uma história sobre Davi, Bate Seba ou Natã, mas a respeito de Deus. Do que Ele procura. Como na conversa de Jesus com a mulher samaritana, Deus procura adoradores que o adorem em espírito e em verdade (Jo 4). Deus procura um coração pronto a ser remodelado, pois os profetas O retrataram como um oleiro que anseia fazer um novo vaso do mesmo barro (Is 64.8, Jr 18.4-6). A história toda é sobre Deus, pois Ele é o ofendido (4). Todos os atos pecaminosos são consequência do abandono à palavra do Senhor (2 Sm 12.9). Mas, o nosso pecado é tratado por um Deus que é misericórdia, amor e compaixão (1), justo em seu julgamento (4), que deseja ensinar sua vontade (6), que purifica (7) e promove alegria (8), que elimina nosso pecado e cria uma nova realidade a partir do Seu perdão oferecendo Seu Espírito para nos sustentar (9-12). Acredite, Deus quer te restaurar e naquilo que Deus quer, Ele sustenta!

 

Davi poderia ter tudo o que quisesse, pois era rei; e Natã afirmou que Deus lhe dera tudo e lhe daria mais ainda se fosse para o seu bem. Mas Davi desprezou a palavra do Senhor pecando contra o Senhor (2 Sm 11.7-9, Sl 51.4). É preciso confessar o pecado para experimentar a restauração de Deus!

 

Tudo isso tem a ver com Deus que nos tem dado tudo em Cristo.



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