Conduzir

O Espírito Santo de Deus conduz a história para realizar os seus planos.
O Ministério de Condução do Espírito Santo é exercido ao trabalhar nas circunstâncias. Através delas Ele demonstra que tem o controle da história, e que conduz a vida de seus servos conforme seus planos. Conduzir significa “orientar algo ou alguém de um ponto a outro”. Nessa condução o Espírito Santo demonstra que tem um plano predefinido (como) e um propósito específico (porquê) para seus servos.
O Espírito Santo conduz a um propósito específico. Ele conduz a história da vida dos seus escolhidos conforme seu propósito, e começa a trabalhar em sua vida desde o chamado que precede a separação e ao envio público. No chamado, o Espírito começa a conduzir de um “não-chamado” a um “chamado específico”.
Abraão foi conduzido da segurança do ambiente familiar à uma terra distante e desconhecida para ser bênção para todos os povos. Moisés foi conduzido do deserto, no meio dos rebanhos de seu sogro, ao Egito para liderar a libertação e formação do povo de Israel. E Davi, foi conduzido das vigílias da noite com o pequeno rebanho de seu pai, ao trono para governar todo a nação de Israel. Em todas essas histórias, o Espírito Santo levou suas personagens de um ponto ao outro, isto é, da sua própria zona de conforto para o centro da vontade de Deus.
Paulo e Silas estão no centro deste episódio. Antes do desentendimento com Barnabé, Paulo tinha a intenção de viajar apoiando as igrejas que haviam plantado na primeira viagem, mas o Espírito tinha o plano de proclamar o Evangelho em novos lugares. Assim, o Espírito Santo conduziu Paulo e Silas de Antioquia da Síria para a Macedônia, levando o Evangelho para o Ocidente – aos gentios e seus reis – cumprindo esse propósito específico, além de realizar a segunda viagem missionária. O Espírito Santo também conduziu Barnabé para Chipre, onde foi trabalhar na vida do jovem João Marcos com o propósito de torná-lo útil para o ministério (Atos 9.15, 15.36-41, 16.6-10; 2 Timóteo 4.11).
O Espírito Santo conduz através de um plano predefinido. Paulo tinha uma intenção, inspecionar as igrejas, mas o Espírito tinha uma visão - pregar o Evangelho nos novos lugares da Macedônia (Atos 15.36, 16.10). Paulo tinha uma unção, pois foi enviado com a bênção da igreja de Antioquia, mas o Espírito Santo tinha uma direção e, por isso, os impediu nos caminhos que não fossem na direção de seu plano (Atos 15.40, 16.9).
O Espírito Santo conduz através das frustrações. Deus não desperdiça absolutamente nada; pelo contrário, Ele age fazendo com que todas as coisas concorram conjuntamente para o bem daqueles que O amam. O Espírito age especialmente através das frustrações para fazer os escolhidos crescerem.
As frustrações são instrumentos do Espírito para produzir perseverança. Na frustração o Espírito Santo recorda a Paulo o seu chamado inicial e o chama à perseverança. Diante dos planos frustrados na província da Ásia e na fronteira da Mísia e Bitínia, a equipe poderia pensar em desistir raciocinando: se não está dando certo, é sinal que estamos errados. Mas eles precisavam apenas ser perseverantes até que a direção chegasse e pudessem se preparar imediatamente (Atos 16.10).
As frustrações são instrumentos do Espírito para produzir discernimento. Algumas frustrações nos trazem experiências que só podem vir através dela. A equipe aprendeu a perseverar e aprendeu a discernir: “se não é aqui, deve ser em algum lugar”. Aqueles tempos de frustração em que a missão não evoluiu como desejado deve ter gerado muitas dúvidas que os levaram à oração e jejum, como era costume, até vir a direção através da visão. O Espírito produziu paz nos corações, pois “eles concluíram” ou discerniram que o Espírito havia dado a direção, e obedeceram corajosa e imediatamente (Atos 16.10).
As frustrações são instrumentos do Espírito para produzir dependência. O Espírito Santo frustrou as intenções de Paulo de visitar as igrejas e frustrou os planos da caravana missionária de ir para à Ásia. Não foram as trevas que atrapalharam, foi o Espírito Santo que os impediu a fim de produzir uma firme dependência. Paulo e Silas, mesmo presos ao tronco na mais profunda masmorra, cantam e oram a Deus e os outros presos os ouvem. A missão de pregar o Evangelho foi realizada mesmo diante das frustrações; e o coração da equipe ficou plenamente submisso à vontade de Deus (Atos 16.25).
O Espírito Santo tem um propósito específico e um plano predefinido e as frustrações não podem impedi-lo de promover seu propósito e de realizar seus planos. Vamos descansar na condução do Espírito Santo e cantar hinos e orar com perseverança, pois o Espírito Santo conduz a história e a nossa vida!




