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A família de Deus

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Fernandes
Pr. Edvaldo Fernandes
7 de jun.
3 min de leitura

A família é um projeto de Deus. 

               

A união entre um homem e uma mulher é uma experiência que existe desde sempre na história da humanidade, razão pela qual ela pode se perpetuar. É verdade que em diversas culturas essa união tem características próprias desta cultura, mas existem traços comuns que se encontram na grande maioria delas. Apesar disso, nos últimos tempos vêm ocorrendo transformações na maneira de enxergar o casamento e a família que a decisão de casar e constituir família tem se tornado um ato subversivo e uma aposta na esperança.

 

Perdeu-se a beleza e a riqueza que essa experiencia pode nos proporcionar, como a oportunidade de nos enxergarmos para além de nós e nos lançarmos para fora de nós mesmos num exercício de esperança e autoconhecimento, além da paradoxal dispensação de grande generosidade no propósito de criar e educar filhos completamente dependentes de nós, a fim de que eles finalmente se tornem independentes e "voem para fora do ninho", fazendo com que os pais se tornem seres que, no fim, não são mais indispensáveis à rotina dos filhos.

 

A Família é um projeto de Deus desde o Éden e é uma expressão da sua graça comum em que bons e maus e justos e injustos recebem seu cuidado e provisão no raiar do sol e na chuva que a todos alcança (Mateus 5.43-48).

 

Através do casamento toda a humanidade pode ser abençoada com o companheirismo. Desde o Éden foi Deus que percebeu que não era bom ao ser humano ser só, e quando Eva é trazida a Adão, ele constata que será bom estar unido a essa mulher (Gênesis 2.18, 24-25). Essa união exige e é a ponte para o crescimento. No casamento faz-se necessário deixar “pai e mãe” e a zona de conforto dessa afetividade tão preciosa e junto com eles as coisas de menino para iniciar um processo de crescimento emocional para poder liderar uma família que glorifique a Deus e traga prazer e alegria projetados por Deus.

 

Através do casamento toda a humanidade pode ser abençoada com o prazer sexual. O narrador afirma que a união entre ambos proporcionaria viverem nus e não sentir vergonha. O casamento proporciona um exercício de prazer físico que coroa o aumento de intimidade e de compromisso entre duas pessoas. O casamento nos lança à maturidade onde compreendemos que estamos abrindo mão de um prazer para alcançar um prazer maior ainda. Abrir mão de todas as mulheres para viver a exclusividade do relacionamento com a “sua mulher” com a qual se une. É abrir mão da superficialidade para alcançar a profundidade (Gênesis 2.24-25)

 

Através do casamento toda a humanidade pode ser abençoada com filhos. Tornar-se uma só carne transcende ao ato sexual e transborda nos filhos que são uma síntese desse homem e dessa mulher. Os filhos são uma bênção de Deus para nós porque eles nos desafiam a amar para além de nós. Eles despertam em nós uma capacidade de sentir satisfação com a felicidade e com a prosperidade alheia que só nossos filhos despertam em nós, ao mesmo tempo que despertam em nós uma angustia proporcional com a possibilidade de sofrerem ou cometerem os mesmos erros que nós (Gênesis 2.24-25; Salmos 127.3).

 

O casamento não elimina a individualidade, mas aponta para o desafio do nós. O casamento nos desafia a fazer a conta “1+1=3”. Continuam a ser duas individualidades que se unem para defender e trabalhar pela prosperidade de um terceiro, que é o seu casamento. Isso exige compreensão mútua e submissão mútua (Efésios 5.21). Não se trata mais de mim, mas de nós três. Isso envolve eu, você e o nosso casamento.

 

O casamento não elimina a individualidade, mas aponta para o desafio da unidade de propósito. O propósito do casamento é glorificar a Deus. Não casamos apenas para sermos felizes ou fazer o outro feliz, mas trabalhamos para nosso casamento encontrar prazer em Deus e prosperar.

 

Fazer prosperar o casamento exige que ambos os cônjuges procurem crescer juntos emocional, social e espiritualmente. É nesse relacionamento que se deve encontrar o apoio de alguém idôneo e que nos corresponda para vencer vícios e controlar fraquezas, nos ajudar a crescer no relacionamento com Deus e com a igreja, e nos ajude a crescer intelectualmente e profissionalmente abençoando a sociedade com nossa vida e criando filhos para a glória de Deus e que abençoem as nações. É ter uma unidade dos projetos pessoais e do próprio casal.

 

Fazer prosperar o casamento exige que ambos os cônjuges entendam que são exclusivos. O seu relacionamento deve ser mantido em pureza e santidade. Compreender que nosso casamento é uma bênção que Deus, na sua infinita graça, nos proporciona e que, por isso, é algo sagrado que glorifica a Deus deve ser motivador para mantê-lo puro e nosso casamento sem mácula (Efésios 5.3-7, Hebreus 13.4).

 
 
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