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Um só Senhor

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Fernandes
Pr. Edvaldo Fernandes
1 de mar.
3 min de leitura

A igreja é formada de pessoas que chamam Jesus de Senhor.

 

Ao longo da história sempre houve polêmicas em torno da pessoa de Jesus Cristo. Desde se sua existência de fato ocorreu até muitas formas de desmerecê-lo. Nietsche denunciou uma sociedade moderna que colocou a figura de Deus para escanteio quando afirmou que “deus está morto”, e mais recentemente John Lenon afirmou que “os Beatles eram mais conhecidos que Jesus”, o que causou escândalo entre os cristãos.

 

Fato é que, Jesus é o Senhor da igreja e do universo e essa verdade é mais que uma elocução particular ou que a declaração de Fé da igreja ou ainda que uma afirmação teológica. Na realidade todas elas precisam ser somadas e incorporadas no coração!

 

Observe a declaração de Pedro. É uma declaração de uma perspectiva humana e pessoal a respeito de Jesus. Em Mateus 16.13-20 as pessoas fazem diversas asseverações sobre Jesus e embora todas reconhecessem que ele era alguém especial; todas,  porém, ficavam aquém de sua pessoa. É a declaração de Pedro “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” no verso 16 que de fato condiz com a verdade a respeito da pessoa de Jesus. A palavra Cristo, significa ungido ou messias, conforme o Antigo Testamento e com profundas implicações salvíficas, teológicas e funcionais. Isto quer dizer que Jesus era o ungido de Deus com o Espírito Santo para ser mediador de uma nova aliança. Ele é o messias prometido no Antigo Testamento para exercer o ofício de rei, sacerdote e profeta definitivo que libertaria seu povo com uma expiação eficaz. Christós (grego Χριστός) é o título que define Jesus como o Rei-Salvador divinamente ungido, que cumpre todos os requisitos divinos para redimir o seu povo. 

 

Jesus confirma este título nos versos 17 a 20, ao afirmar que esta percepção não é uma compreensão meramente humana, mas uma revelação do Pai Celeste. É o Espírito Santo que ilumina e traz a existência, dirige, intercede e empodera a igreja. É sobre esta verdade fundamental que a igreja existe, se reúne, é edificada e mantém a esperança.

 

Observe a declaração da Igreja. A declaração de Paulo à igreja em Corinto no capítulo 12 versos 1 a 3 de que Jesus é Senhor (do grego kúrios [κύριος], traduzida como "Senhor"), era uma percepção coletiva da igreja a respeito da pessoa de Jesus, conduzida pelo Espírito Santo. Era uma declaração de fé consolidada da igreja primitiva. Era um contraste com a antiga religião em que as pessoas eram possuídas pelos ídolos que as dominavam. Mas agora há um outro Senhor em suas vidas em que nem os ídolos nem o Imperador Romano têm domínio. A afirmação de que “Jesus é Senhor” é mais que uma elocução e envolve todo o nosso ser. Ela expressa um confronto com todos os outros poderes humanos e espirituais, afirma a centralidade de Jesus na vida da igreja, a sua superioridade sobre todos os outros deuses e o seu Senhorio sobre todas as coisas. Por fim, afirma o seguimento de Jesus como único Senhor e Deus nosso.

 

Observe a declaração de Jesus. A declaração de Jesus é a perspectiva divina a respeito de si mesmo. Em João 13.1-17, no início da última ceia, Jesus assume a função mais humilde da casa e exercida pelo servo menos qualificado, que era lavar os pés de seus discípulos, ato imediatamente rechaçado por Pedro. Todos estão admirados porque o chamam de “Mestre e Senhor”, mas ele realiza a função mais humilde. Diante do espanto, Jesus ensina o serviço humilde que todos devem estar dispostos a fazer, pois, de fato, ele é “Mestre e Senhor”. Na boca de Jesus, afirmar-se como Senhor (do grego kúrios) tem um significado profundo e central para muito além de um simples título. Ela é fundamental para a compreensão da soberania divina, da divindade de Cristo e da submissão do crente. Jesus afirma que é o próprio EU SOU encarnado e que mais uma vez se manifesta na história como Soberano sobre todos os outros deuses e Rei dos reis, a quem todos devem submissão e seus discípulos, obediência plena ao seu governo. Seus discípulos fieis são seus servos que lhe devem fidelidade e adoração. Em resumo, kúrios é a afirmação de que Jesus Cristo é Deus soberano e Senhor absoluto da vida do crente.

 

Se declaramos que Jesus é Senhor da Igreja, reconhecemos que há um só Senhor e que devemos destronar outros poderes em nossa vida. Reconhecemos que somos seus servos e que devemos submeter nossa vontade aos seus planos e propósitos e, finalmente, reconhecemos que devemos servir com decisão, amor e alegria.

 

Quem é Jesus para você?

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