O Senhor entregou a cidade a vocês

Deus tem planos extraordinários e precisamos participar deles.
Recentemente aprendemos que a oração move o braço de Deus, mas não a mente de Deus! Isto significa que a oração não deve querer modificar os planos de Deus, mas querer que a vontade de Deus seja feita aqui na terra como é no céu, o quanto antes e através da nossa própria vida.
Pode parecer loucura clamar e confiar numa ação poderosa e extraordinária de Deus, mas Deus precisa deste tipo de loucos que clamam, confiam e obedecem. Observe que o plano que Deus compartilha com Josué parece um plano maluco (Josué 6.2-5). Rodear a cidade em silêncio todos os dias e ao final gritar, parece loucura. Mas, é da natureza de Deus ser extraordinário e fazer coisas extraordinárias. Ele enxerga diferente de nós (1 Samuel 16.7); Ele enxerga muito à frente de nós (Jeremias 29.11) e seus padrões são muito acima de nós (Mateus 5-7).
Pode parecer loucura obedecer a Deus, mas nossa obediência tem efeitos malucos. A resistência ou persistência em obedecer a Deus é por si só, um testemunho! Observe que enquanto o povo obedecia, mesmo não compreendendo tudo plenamente, esta obediência se tornou um testemunho a respeito de Deus. O povo de Jericó sabia que o Deus de Israel era poderoso conforme o povo foi obedecendo e experimentando os planos do Senhor (Josué 2.8-22, 6.1). Eles ainda não haviam sido orientados a testemunhar através do memorial (capítulos 3 e 4), mas já havia um testemunho que ia à frente deles. Somos chamados a fazer memoriais para não esquecer do Senhor e a eliminar tudo que é mal ou nos ligue ao mal. Não podemos viver na maldade do mundo como se ela não existisse, com o risco de sermos destruídos junto com esse mundo ao invés de testemunhar a ele (Josué 6.21, Provérbios 14.12-13). Tudo que tinha vida foi eliminado. Qualquer um que viveu, conviveu ou defendeu o modo de vida de Jericó foi responsabilizado por sua impiedade. Também precisamos eliminar coisas más de nossa vida (Efésios 4.29, 1 Tessalonicenses 5.22, 2 Timóteo 2.22).
Pode parecer loucura que tenhamos em nós algo valioso como testemunho. É preciso compreender que a história não é sobre nós, mas sobre Deus. Não é maluco que Deus tenha feito tudo e que a fama de Josué tenha se espalhado? Josué não tem orgulho próprio, mas tudo é atribuído a Deus. A vitória veio do Senhor. O Senhor esteve com Josué. O plano (maluco) foi do Senhor. E o poder foi do Senhor. Marchar sete vezes, tocar trombeta e gritar não fizeram as muralhas caírem. Foi o poder do Deus que arquitetou o plano maluco.
Deus nos convoca a um viver “maluco” que viva o extraordinário de Deus. Jesus disse “eu vim para que vocês tenham uma vida abundante” (João 10.10) no meio de uma sociedade onde o mal domina e onde as pessoas não são solidárias, mas egoístas.
A sabedoria do mundo considera a pregação do Evangelho da graça de Deus uma loucura (1 Coríntio 1.21, Efésios 2.8). E nós que pregamos este Evangelho, como loucos (1 Coríntios 4.10). É algo incapaz de ser compreendido pelo homem natural que a considera uma loucura (1 Coríntios 2.14). No entanto, Deus considera essa sabedoria humana uma loucura (1 Coríntios 3.19-20, 1.25)
Isso é um impasse. O mundo acha louco quem crê, e Deus acha louco quem não crê.
Com quem você fica? Ou, mais importante ainda, que tipo de louco você é?
O plano louco de Deus é que todas as nossas resistências interiores, fortalezas existenciais, sejam destruídas para experimentarmos o poder extraordinário de Deus que nos conduz a uma vida vitoriosa. Ele já nos entregou essas fortalezas, e Ele é poderoso para fazer tudo infinitamente mais do que pedimos ou imaginamos.




