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Eu e a minha casa serviremos ao Senhor

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Fernandes
Pr. Edvaldo Fernandes
25 de jan. de 2025
3 min de leitura

Atualizado: 3 de fev. de 2025


Precisamos consagrar todo nosso ser ao Senhor para sermos conduzidos em vitória.

 

Consagração tem a ver com nosso coração. Não se trata dos outros ou de quem quer que seja; nem das condições do tempo ou das circunstâncias da vida. Observe que em Josué 24 há um salto de aproximadamente 25 anos, ocasião em que o povo praticamente já está estabelecido em Canaã e o final da liderança de Josué se aproxima. A reunião do povo serve para Josué expor os argumentos que convenceram seu coração a servir ao Senhor em todo tempo.

 

O que convenceu Josué a servir somente ao Senhor e manter-se fiel durante sua liderança foi a análise que fez da sua própria trajetória. Ele compreendeu que existe um motivo para servir ao Senhor... reconhecer que Ele é o único Deus verdadeiro!

 

Josué afirma que Ele é Senhor da história ao trazer à memória a história de Abraão, Isaque e Jacó. Ele lembra que a existência do povo israelita é fruto das escolhas de Deus e da Sua condução da história apesar das lambanças que cada personagem acabou por realizar (v. 2-4). Depois resgata também a história do Egito, da qual ele mesmo participou, lembrando da liderança de Moisés e Arão e do estabelecimento dos pilares da religião com a profecia e o sacerdócio que os dois representavam e que, apesar das lambanças e fraquezas de Moisés e Arão, Deus os conduziu até ali (v. 5-7). Finalmente, Josué aponta para a história presente ao lembrar que o povo que fez lambança após lambança, está em Canaã – a terra que mana leite e mel – porque Deus cumpriu a Sua promessa de estabelecê-los ali (v. 8-13).

 

A história não corre livre e solta, porque Yahweh é o Senhor da história, tem seus planos e cumpre com poder as promessas que faz! Josué faz uma retrospectiva cronológica de aproximadamente 600 anos de história para afirmar que Deus cumpriu seu plano e propósito. Deus expulsou os moradores da terra como prometeu (Êxodo 23.27-30; Josué 24.12) e agora eles “...moram nelas e comem de vinhas e olivais que não plantaram” (v.13). Há duas lições básicas nesta história: Deus é soberano e Senhor da História. Nenhum deus egípcio ou canaanita é maior que Yahweh e todo o seu plano foi realizado.

 

Também precisamos resgatar nossa história. Ela ultrapassa a história relatada por Josué e chega até o Éden em Adão e Eva, onde podemos compreender a frase popular que afirma que “Eu não estava no Éden e herdei a culpa, mas eu também não estava na cruz e herdei a graça”. Nossa história também não corre livre e solta, há um Senhor a conduzi-la e a ser obedecido e honrado. Quando não compreendermos a nossa história, devemos ir ao Senhor da história!

 

Josué decidiu consagrar sua vida ao Senhor porque estava convencido que há um único Deus verdadeiro. Não foi uma decisão no fim da sua trajetória, mas uma decisão que determinou toda a sua trajetória.

 

Ao longo da caminhada Josué desenvolveu um coração grato, pois um coração grato não esquece a história de um Senhor agindo em todo tempo, por isso aprendeu a analisar a vida não de uma perspectiva imediata.

 

Josué também desenvolveu um coração sábio, pois um coração sábio considera a história marcada pela presença do Senhor que não evitou todos os problemas, mas que fez com que tudo conjuntamente concorresse para o seu bem.

 

Por fim, Josué desenvolveu um coração compromissado, pois um coração compromissado assume a história, por isso decidiu servir ao Senhor com sinceridade, mesmo sabendo de suas próprias limitações. Por isso estabeleceu um memorial para não esquecer do seu compromisso por toda a sua vida (v. 27, 31).

 

Ouça a voz do Espírito de Deus a dizer-lhe “Seja forte e corajoso em temer ao Senhor e servi-lo com fidelidade e integridade”.

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