A mão do Senhor é poderosa

Memoriais apontam para nossa relação com o Senhor.
Um memorial aponta para um evento que deve ser recordado. Temos como exemplos a preservação de parte do complexo do campo de concentração nazista de Auschwitz (Polônia), onde mais de 5 milhões de pessoas que para lá foram deportados, foram exterminadas durante a 2ª Guerra Mundial. Desde 1947 há o Memorial Museu Estatal de Auschwitz-Birkenau.
Mais recentemente no lugar das Torres Gêmeas do World Trade Center (Nova Yorque), que foram derrubadas no atentado terrorista de 11 de setembro de 2004, foi criado o Memorial 11 de Setembro (11/09/2011) como símbolo de resiliência e recordação das quase 3 mil vítimas. Lá agora há um museu no subsolo com 40.000 imagens, 14.000 artefatos, mais de 3.500 gravações orais e mais de 500 horas de vídeo em meio a um campo arborizado com carvalho branco do pântano, seccionado por dois grandes espelhos d'água no formato da base das Torres Gêmeas no nível da rua. Sobre o parapeito circundando a cascata artificial estão gravados os nomes das vítimas do atentado.
Em São Paulo, por exemplo, há o Obelisco do Ibirapuera que é um monumento funerário brasileiro que presta homenagem aos 713 soldados mortos durante a Revolução Constitucionalista de 1932 contra o governo de Getúlio Vargas e por uma nova constituição.
Todos eles marcam eventos e pessoas que não podem cair no esquecimento.
O Memorial na Bíblia tem a importância do testemunhar, tanto da nossa rendição em fé na expectativa da ação do Senhor, quanto da fidelidade e do poder do Senhor. O memorial aponta para nossa relação com o Senhor. Ele é a personagem principal, pois lembramos do caráter do Senhor, que é o objeto da nossa fé; e da fidelidade e do poder do Senhor, que é o motivo do nosso testemunho.
O Memorial das 12 pedras de Josué (Josué 3-4) é a afirmação de fidelidade do Senhor em realizar seus planos na vida do povo de Israel e, também, na vida de Josué.
No episódio vemos um povo disposto a agir em fé e obedecer a orientação do Senhor através de Josué (Josué 1.12-18). É assim que Deus cumpriu o seu plano ao prometer e fazer o povo atravessar o mar em terra seca (Josué 3.9-13, 15-16, 4.4-7, 15-18). Da mesma forma, o Senhor Deus cumpriu a sua palavra para com Josué, de confirmar sua liderança diante do povo (Josué 3.7-8, 4.14-18, 21-24). Mas, essa história não é sobre Josué, é sobre Deus!
Por isso, o memorial é sempre uma afirmação sobre o Senhor. São testemunhos que resgatam o passado, lembrando da fidelidade e do poder do Senhor, não da nossa inteligência ou capacidades. É um testemunho de como Deus é e de como Ele agiu (Josué 4.21-24).
Podemos afirmar que no livro de Josué a história se desenrola, primeiramente, com o desafio de ele, Josué, ser forte e corajoso para confiar e obedecer ao Senhor (capítulo 1). Depois, com a responsabilidade de usar suas capacidades ao, estrategicamente, enviar 2 espiões (Capítulo 2). Depois ainda, com a prática da comunhão com Deus que dão sensibilidade para ouvir e discernir os Seus planos (Capítulo 3). Finalmente com a prática de testemunhar ao instituir o memorial (Capítulo 4). Também, com a prática da consagração do recordar a instituição da circuncisão (Capítulo 5) e, finalmente, com a prática da integridade, quando Josué assume para si e para o povo o compromisso feito pelos dois espiões (Capitulo 6.17, 22-23, 25).
Hoje, o Senhor está nos convocando a sermos “Josué” em 2025. Como Josué, sermos fortes e corajosos para confiar e obedecer ao Senhor, e para utilizar estratégias que nos coloquem mais próximos da vontade e da intimidade com o Senhor. Como Josué, estabelecermos um memorial pela fé e sermos íntegros em cumprir e testemunhar sobre a ação de Deus. Ele estará conosco, realizará seus planos em nós e através de nós.
Assim, todos saberão que “a mão do Senhor é poderosa” (Josué 4.24).




