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O homem de Deus

Anderson Mariano
24 de mai.
4 min de leitura

O homem de Deus faz o que Senhor aprova.

 

Ezequias foi rei no Reino do Sul – Judá – e governou em um tempo de muitos problemas. Seu antecessor, o rei Acaz, foi infiel e levou o povo a ser infiel ao Senhor. Ele entregou utensílios do templo para comprar apoio do rei da Assíria numa aliança espúria. Trouxe objetos pagãos para o templo, criou altares idólatras por toda Jerusalém e, por fim, fechou o templo, o lugar da adoração (2 Crônicas 28). Seu pecado mais perverso foi oferecer seus filhos em sacrifício a deuses pagãos.

 

É essa sociedade em bagunça espiritual e política que Ezequias herda e sobre a qual precisa reinar. Ele tinha duas opções: continuar a errar como alguns reis que o antecederam ou buscar ao Senhor como outros bons reis fizeram. Ezequias decidiu ser um homem de Deus e fazer o que o Senhor aprovava.

 

O homem de Deus, que faz o que Senhor aprova, é canal de transformação por onde passar. É assim que Ezequias decidiu mudar a realidade que chegou até ele. Ezequias decidiu barrar a caminhada de idolatria e distanciamento do Senhor promovendo a restauração da pureza do templo, do culto e dos levitas. Ezequias, dessa forma, chamou o povo a viver em santidade para restaurar seu relacionamento íntimo com o Senhor (2 Crônicas 29.1-11). Nós, os discípulos de Jesus somos desafiados a promover mudanças em nós, em nossa família, em nossos relacionamentos que contribuam para a transformações em nossa sociedade e no nosso país.

 

O homem de Deus, que faz o que Senhor aprova, cultiva como modelo homens aprovados por Deus. Ezequias tinha, na história que o antecedia, pelo menos dois grandes exemplos: Jeroboão e Davi. Jeroboão foi o primeiro rei do Reino do Norte, logo após a separação de Judá. Ele consolidou a idolatria instituindo dois bezerros de ouro em Betel e Dã e deixou um legado de desobediência espiritual para seus sucessores. Ele se tornou uma referência bíblica de corrupção espiritual (1 Reis 12). Já Davi teve inúmeros defeitos e pecados, mas foi alguém que se arrependia, pedia perdão e buscava melhorar o seu caminho diante de Deus e, contando com a sua graça, se tornou um homem segundo o coração de Deus (conforme a história narrada nos livros de 1 e 2 Samuel, 1 Reis e 1 Crônicas e Atos 13.22). Ezequias decidiu seguir o bom exemplo de Davi (1 Crônicas 29.2). Nós, os discípulos de Jesus, precisamos cultivar os bons exemplos de homens que caminharam com Deus.

 

O homem de Deus, que faz o que Senhor aprova, é aquele que busca não entristecer a Deus. Ezequias reabriu o templo porque aquele templo fechado era a expressão concreta do nível de afastamento do povo da presença de Deus e de como o ofenderam. A reabertura do templo e dos sacrifícios foi a reafirmação de que Yavé é o único Deus a ser adorado e expressão concreta de um verdadeiro arrependimento (1 Crônicas 29.3). Ezequias decidiu ter um coração puro e tomar atitudes que não viessem a entristecer ao Senhor. Nós, os discípulos de Jesus, precisamos viver uma vida de santidade que agrade a Deus e que não entristeça ao Espírito Santo de Deus, pois nós somos templo do Espírito e lugar da sua habitação. Por isso, precisamos consertar o templo do nosso coração e abrir suas portas para Deus.

 

O homem de Deus, que faz o que Senhor aprova, anda em aliança com Deus. Ezequias restaurou as práticas da antiga aliança determinada no Antigo Testamento, pois era a lei que estava em vigor e cada sacrifício realizava, ainda que temporariamente, a redenção dos pecados (1 Crônicas 29.10). Representava o arrependimento do povo e o desejo de viver os compromissos e as bênçãos da aliança do Senhor. Nós, os discípulos de Jesus, precisamos ser humildes, viver os compromissos e as bênçãos de viver debaixo da nova aliança no sangue de Cristo Jesus.

 

O homem de Deus, que faz o que Senhor aprova, é humilde. Ezequias acabou por pecar depois de receber resposta à sua oração e experimentar uma cura milagrosa. Ele se tornou orgulhoso (2 Crônicas 32, Isaías 39). Nós, os discípulos de Jesus, precisamos seguir o exemplo de Jesus Cristo. Precisamos ser humildes e dependentes inteiramente do Senhor (Filipenses 2.1-11).

 

O homem de Deus, que faz aquilo que Deus aprova, é fiel. Ezequias tinha diante de si um cenário caótico, mas decidiu em seu coração ser fiel a Deus e fazer somente o que Deus aprovava, independentemente do que estivesse acontecendo (2 Crônicas 29.5-10). É esta fidelidade diante de qualquer circunstância que faz toda a diferença. Nós os discípulos de Jesus, precisamos ser fieis em qualquer circunstância.

 

Se queremos ser homens de Deus, temos o desafio de reabrir o coração e consertar suas portas para que ele seja a habitação e morada do Senhor. Precisamos humildemente nos arrepender e viver debaixo da graça que há na nova aliança no sangue de Cristo Jesus.

 

O homem de Deus faz aquilo que o Senhor aprova.

 
 
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