As 7 palavras da Cruz

Na cruz enxergamos o Deus-Homem salvando sua criação.
A cruz é o símbolo que resume a obra que Deus realizou. As palavras de Jesus naquelas três horas em que esteve pregado, são brados que trazem compreensão e precisão à nossa fé. Suas razões e seu coração são expostos.
“Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem!” (Lucas 23.34) é um brado de perdão. É o pedido que define o tema da cruz, pois Jesus morreu para perdoar nossos pecados. O Apóstolo Pedro disse que Jesus “levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça; por suas feridas vocês foram curados” (1 Pedro 2.24). Cristo morre para nos perdoar. O segredo do perdão é o amor que compreende a debilidade do outro, porque sabe que também está envolvido pelo amor de Deus. Somos convidados a perdoar como Jesus Cristo nos perdoou!
“Ainda hoje estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23.43) é um brado de salvação, pois Jesus morreu para nos salvar. A promessa ao ladrão revela a imensidão do amor e do poder de Jesus Cristo. Todos podem ser salvos, porque Deus, em sua graça, é poderoso para perdoar aqueles que se arrependem. Como está escrito "Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus..." (Romanos 8:1). Estar na companhia de Cristo é o melhor lugar!
“Mulher, este é o teu filho... Esta é a tua mãe” (João 19.26-27) é um brado de cuidado. A salvação nos salva do inferno no futuro, mas já nos lança ao relacionamento fraterno no presente. Jesus anuncia que o propósito da cruz é uma vida de amor relacional e sacrificial. Poucas horas antes Ele deu “um novo mandamento... Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros” (João 13.34-35). A marca do discípulo de Jesus é o amor!
“Eli, Eli, lamá sabactâni?” (Mateus 27.46) é um brado de angústia. Quer dizer: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste? São palavras do Salmo 22 que inicia com este grito dilacerante, mas acaba cheio de confiança na bondade de Deus e na futura expansão da Igreja. É o perfeito Salvador que carrega sobre si o peso do pecado de toda humanidade e sobre quem toda a ira de Deus contra o pecado foi direcionada. Jesus é o servo sofredor, o perfeito salvador que morre de maneira vicária, carrega sobre si nosso pecado e cumpre de maneira perfeita os planos e propósitos de Deus (Isaías 53). Em meio a nossa angústia, clamemos também ao Pai Celeste.
“Tenho sede!” (João 19.28) é um brado de sofrimento. É a manifestação da humanidade de Jesus em meio aos terríveis sofrimentos, pois já está asfixiando na cruz. Revela o perfeito sacerdote que de maneira voluntária se doa como representante de toda a humanidade e nos traz à memória que “não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado. Assim, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade (Hebreus 4.14-16). Em meio ao sofrimento, espere pela graça de Jesus.
“Tudo está consumado” (João 19.30) é um brado sobre a missão. Jesus declara o cumprimento perfeito do plano de Deus de salvar o pecador, da morte, pela cruz. Jesus amou obedecendo até ao extremo e por isso a igreja cantou que “sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz! (Filipenses 2.5-11). O plano eterno foi consumado na plenitude dos tempos e apesar de Jesus estar consumido, extenuado e esgotado, contemplamos mais um mistério de Amor do que de dor, pois na cruz “Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores” (Romanos 5.8). Vamos proclamar a boa notícia da vitória do amor de Deus!
“Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito” (Lucas 23.46) é um brado de confiança, de fé em Deus. Jesus Cristo morreu em amorosa submissão ao Pai entregando-se aos Seus desígnios. Horas antes, em meio à angústia, dissera “Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres” (Mateus 26.38-39). Após esta oração, Jesus vai decididamente em direção à cruz e morre “pelos pecados uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus. Ele foi morto no corpo, mas vivificado pelo Espírito” (1 Pedro 3.18). Vamos nos entregar a Deus confiadamente.
Nos sete brados de Cristo, encontramos:
o perfeito perdão dos nossos pecados,
a perfeita promessa de estar com Jesus,
o perfeito dom do amor fraternal na família da fé,
o perfeito salvador – que morre de madeira vicária e carrega sobre si nosso pecado,
o perfeito sacerdote, que representa, compreende e socorre a nossa humanidade,
o perfeito servo que cumpre de forma cabal e poderosa o plano eterno de Deus,
o perfeito sacrifício de Cristo




