A mulher de Deus
Uma mulher de Deus desenvolve a sua identidade em Cristo.
Débora foi juíza e profetiza num momento muito difícil na vida do povo de Israel. Ela é mencionada no livro de Juízes (capítulos 4 e 5) que retrata um tempo de oscilação espiritual do povo. Débora convivia com um povo que buscava a Deus diante de suas dificuldades e sendo socorrido, com o passar do tempo, se esquecia do Deus que o livrara e voltava a ir atrás dos deuses pagãos. Assim ficava repetindo este ciclo de busca e abandono do Senhor, cedendo à idolatria. Foi uma época em que cada um fazia o que parecia bem aos seus próprios olhos.
Neste episódio Israel já estava sendo oprimido há 20 anos por Jabim, rei de Canaã, que tinha um poderoso exército de 900 carros liderado por seu comandante Sísera. O povo, então, clamava a Deus por livramento e Débora foi chamada a liderar.
A mulher de Deus cultiva sua identidade em Cristo sendo submissa a Deus. Débora foi corajosa para exercer a função de profetiza e juíza num tempo em que uma mulher não tinha muito valor para além da maternidade. Ela obedeceu e atendeu um chamado de Deus para ser “mãe de Israel”, ou seja, cuidadora de Israel porque ela conhecia sua identidade como pertencente ao povo de Israel, povo escolhido de Deus. A principal identidade de Débora era pertencer a Deus. Por isso, Débora tinha um lugar na palmeira onde o povo podia encontra-la para consultar a Deus. Era um lugar de encontro com Deus onde sua identidade mais se destacava e era plenamente exercida.
A mulher de Deus cultiva sua identidade em Cristo enfrentando seu tempo e circunstâncias. Vivemos tempos em que a identidade de filhas de Deus tem sido dificultada de ser vivida plenamente. São tempos complicados de mudanças rápidas em que o Mercado nos identifica pelo que consumimos e as Mídias Sociais nos validam pelo número de likes de aprovação sobre o nosso estilo de vida. Assim, nossa felicidade fica atrelada à conformação a um estilo de vida diferente do conceito de felicidade da Bíblia. Isto nos faz esquecer a nossa verdadeira identidade de filhas de Deus. Além disso, o individualismo exacerbado, o narcisismo e a egolatria têm sido reafirmados como valores positivos mas que, na verdade, impedem a formação de Cristo em nós.
Nesse sentido, o Baraque - que não obedece - nos lembra tudo que não faz a sua parte, como marido, filhos, colegas de trabalho, política, cultura e que acaba por sobrecarregar a mulher. Essas cargas extras também prejudicam a formação de Cristo na mulher, se não forem colocadas no devido lugar, já que elas fazem parte da realidade. Mas é no cultivo da sua identidade em Cristo que a mulher alcançará a verdadeira satisfação.
A mulher de Deus cultiva sua identidade em Cristo vasculhando seu coração para descobrir seu verdadeiro amor. Seus filhos, profissão, vida confortável podem receber a prioridade de seu tempo e ao longo do tempo ela tenderá a se parecer com aquilo que ama. Se a mulher amar a Cristo vai refleti-lo. Isso significa que ela terá tempo de qualidade para o seu Amado Senhor e com seu Amado Senhor. As novelas, doramas, o celular e outras questões ocuparão menos tempo, pois não serão prioridade. O Senhor receberá prioridade porque aquilo com que gastamos tempo mostra a quem amamos.
A mulher de Deus cultiva sua identidade em Cristo assumindo a responsabilidade por esse cultivo. Suas ações e decisões contribuem para a consecução deste proposito, pois todo e qualquer propósito precisa ter ações afirmativas em sua direção. O projeto de ser igual a Cristo também precisa destas ações afirmativas. Esse projeto deve envolver a Bíblia, oração e a igreja com a verdadeira intenção de progredir na direção do propósito de permitir Cristo ser formado nela. Foi a identidade de Cristo como “meu filho amado em que me comprazo” que sustentou Jesus em todo seu ministério. Deus também vai sustentar e suprir todas as necessidades de suas filhas amadas, a fim de que Cristo seja formada em cada uma delas.
A mulher de Deus cultiva sua identidade em Cristo mantendo-se em sua presença. Deus não espera que a mulher seja perfeita, mas que se mantenha em Sua presença. Que você faça o que tiver que fazer, como Débora, que apesar de não ser a comandante do exército, não somente orientou como foi junto na batalha. Débora foi uma mulher que serviu aos propósitos de Deus como líder de Israel. Já Jael era uma estrangeira que atuava dentro dos limites culturais que lhe eram impostos, mas ambas foram instrumentos de Deus para libertar Israel conforme os propósitos de Deus.
Mulher de Deus, em que lugar está Deus em sua vida? O que te impede de exercer de forma plena o papel de filha amada de Deus?
Deus só espera você chegar, porque a identidade já lhe foi dada.




