O dom de Deus

É presente do amor de Deus salvar e santificar.
A salvação de nossa alma é um assunto recorrente nas Escrituras e a própria Bíblia pode ser referida como a saga de Deus em busca do ser humano. Por isso, quando o apóstolo Paulo afirma “vocês são salvos pela graça” (Efésios 2.1-11) significa que Jesus comprou a nossa redenção; que o Deus-homem cumpriu todas as exigências da Lei para que a humanidade pudesse ser liberta do poder do pecado e tivesse seu relacionamento com Deus restaurado. Jesus serviu à humanidade através de diversas ações em seu ministério terreno, mas especialmente por sua obra completada na cruz do calvário onde ele se tornou a oferta, o ofertante e o sacerdote na nossa salvação (Hebreus 4.14-16, capítulos 8 a 10; João 1.29, 10.17-18).
Sem essa compreensão o horror do pecado, como ofensa a Deus e como consequência para a vida humana, não parece tão grave e nem o preço pago por Jesus na encarnação, na sua humilhação e na sua morte, não parece tão grande. Na realidade, Deus considerou o pecado algo tão sério que tratá-lo envolveu a entrega de seu Filho, isto é, custou a vida do Filho de Deus. Se Deus considerou o pecado um assunto tão sério a ponto de entregar seu Filho unigênito, nós não devemos subestimar tal assunto.
“Vocês são salvos pela graça” tem a ver com a obra que Cristo realizou no passado, lá na cruz; mas também tem a ver com a obra contínua que Cristo está realizando no presente, aqui e agora na nossa vida.
O apóstolo Pedro afirma que “O Deus de toda a graça, que os chamou para a sua glória eterna em Cristo Jesus, depois de vocês terem sofrido por pouco tempo, os restaurará, os confirmará, os fortalecerá e os porá sobre firmes alicerces. A ele seja o poder pelos séculos. Amém” (1 Pedro 5.10-11). Isso significa que ele compreendeu que o discipulado com Jesus é um relacionamento crescente. Isso envolveu sua chamada à beira do Mar da Galileia, a restauração da sua visão quando lhe foi revelado que “Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo”, a confirmação diante do pecado de ter negado a Jesus e pelo fortalecimento diante das perseguições e da morte. Jesus se responsabilizou em colocar os pés de Pedro firmes sobre a rocha. O propósito de Deus é uma obra completa: a salvação, o crescimento e a vitória final (Mateus 4.18-19, 16.13-20; João 21.15-18; Filipenses 1.6)
A obra de salvação que Jesus Cristo continua a realizar em seus discípulos envolve sofrimentos próprios desta vida, mas que são potencializados pela ação do inimigo de nossas almas com a finalidade de enfraquecer e desviar a nossa fé. Mas, Deus tem um propósito até mesmo no sofrimento; o propósito de Deus é que o sofrimento seja pouco, em duração e amplitude, e a glória seja eterna. É assim que o apóstolo Paulo propõe uma comparação, uma balança em que se pese os sofrimentos presentes e a glória que está prometida aos fiéis (Romanos 8:18; 2Coríntios 4:17).
O Deus que fortalece é o Deus que provê absolutamente tudo que é necessário para conduzir seus servos através das provações e consertar os danos causados nesta experiência. O apóstolo Paulo ao relatar todos os seus sofrimentos ministeriais afirma que, em meio as suas fraquezas, recebeu socorro, livramento e especialmente graça para vencer e viver em contentamento. Também Jesus, quando esteve no Getsêmani, no momento crucial de identificação com a humanidade, quando sente grande angustia por causa da proximidade da sua morte, recebeu auxílio (2 Coríntios 1.8, 11.16-31; 12.7- 10; 2 Timóteo 3.10-12; Mateus 26.36-46).
Portanto, a salvação – o relacionamento que permite que a cada dia eu conheça Deus mais e melhor - e a santificação – o processo no qual Deus nos torna parecidos com Jesus - são obras da graça de Deus por nós e em nós.
Confiamos em Jesus na hora de aceitar a salvação, devemos também continuar a confiar na hora de exercer a salvação!




