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Jesus é o Cristo

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Fernandes
Pr. Edvaldo Fernandes
29 de jun. de 2025
3 min de leitura

Afirmar que “Jesus é o Cristo” torna a nossa fé exclusiva e inegociável.

 

No primeiro século o Cristianismo enfrentou algumas heresias, sendo muito popular o Gnosticismo que, em resumo, negava a encarnação de Jesus. Ele não cria que Deus pudesse ser contido num corpo humano. O apóstolo Paulo combateu o Gnosticismo em Colossos e o apóstolo João em sua primeira carta.

 

Enquanto a igreja cristã afirmava que “Jesus é o Cristo”, o Gnosticismo e, todos aqueles que aceitavam e propagavam suas ideias, expressava o espírito do anticristo. Para combatê-los João dá o testemunho dos Apóstolos de que identificaram Jesus como sendo a própria Palavra da Vida e que o viram, ouviram e o tocaram concretamente. Essa afirmação é muito importante, pois a boa notícia da encarnação traz elementos que fazem com que a alegria cristã possa ser completa (1 João 1.1-4, 2.22).

 

A heresia dizia que Jesus era uma emanação angelical de Deus e assim faziam de Jesus apenas mais um entre muitos mediadores, salvadores e deuses inferiores. A heresia dizia que Deus veio sobre Jesus no batismo e o abandonou na cruz, e que Jesus era uma marionete não podendo jamais ser identificado como Deus. A heresia dizia que Jesus foi apenas um ser que nasceu da água no batismo, mas não um homem que nasceu do sangue na encarnação. Esse tipo de Jesus não serve para nossa expiação e João escreve para combater o anticristo.

 

O Apóstolo João afirma que Jesus é a Palavra que esteve sempre com Deus desde o inicio e que é o próprio Deus. O próprio Jesus afirmou à Tome que era o único caminho para o Pai (João 1.1-3, 14.5-6). Ao anunciar o nascimento de Jesus à Maria, o anjo afirmou que o Espírito Santo viria sobre ela e o seu poder a cobriria com sua sombra e aquele que dela nasceria seria “chamado Santo, Filho de Deus” (Lucas 1.28-35).

 

Eles negavam que o Senhor os comprara, pois ele era apenas uma emanação de Deus. Mas o Apóstolo João escreve para afirmar que Jesus é Senhor, que sua morte foi expiatória ou redentiva a fim de nos libertar da servidão ao pecado. Jesus é o mediador supremo, pois ele é o próprio Deus que se encarna para assumir nosso lugar na cruz oferecendo a própria vida sem pecado. Por isso “Jesus é o Cristo”, o Filho de Deus afirmado pelo Apóstolo Pedro. Compreender esta verdade é abrir-se para uma relação vinda do próprio Pai (Mateus 16.13-20). Jesus é aquele que cumpre os propósitos eternos de Deus. Jesus é o próprio Deus-encarnado realizando sua obra de redenção (Hebreus 4-6). A cristologia dos gnósticos era totalmente diferente da dos Apóstolos.

 

Os Apóstolos afirmam que Jesus é a principal pedra de esquina que serve de referência para o fundamento dos Apóstolos e sobre os quais a igreja é edificada como pedras vivas de um edifício onde Deus habita (Efésios 2.19-22).

 

Os Apóstolos afirmam que Jesus nos garantiu uma relação filial com o Pai. Isto é, que há uma relação especial entre Deus e os homens remidos, a partir da identificação com Cristo em sua morte e em sua ressurreição pelo batismo (Romanos 6.1-4)

 

Os Apóstolos afirmam que Deus quer ter um relacionamento. Que Deus não está distante demais para nos ter como filhos. Que apesar de ser um Deus transcendente, ele mantém um relacionamento imanente com os homens. Que Deus se fez acessível em “Jesus, o Cristo”; e abordável como um Pai por causa de Jesus e pelo Espírito Santo. Essa nova relação foi ensinada por Jesus no Sermão do Monte quando ensinou seus discípulos a orarem “Pai, nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome. Venha o teu reino; seja feita a tua vontade na terra como no céu...” (Mateus 6.9- 13).

 

Os Apóstolos afirmam que Jesus é a própria transcendente Palavra de Deus em quem é possível ver, imanente, o Pai e toda a sua glória (João 1.14). Jesus Cristo é aquele que deixou seu Trono de Glória, enquanto esteve neste mundo, e apesar de estar em seu Trono de Glória agora, é presente aqui e agora através do ministério do Espírito Santo que enche nosso coração de esperança com o seu retorno iminente (João 14.1-4, 16-18).

 

“Jesus é o Cristo”, pois NEle o próprio Deus se encarnou pagando o preço pela nossa redenção, o que nos permite ser filhos de Deus (João 1.12-13). Glória a Deus!



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