Glorificando Jesus na vida

Abraçar a Jesus é a maneira mais simples de glorificar a Deus
Jesus fez diversos convites aos seus discípulos. Desde aquele de segui-lo para serem feitos pescadores de homens (Mc 1.14-20), passando por aquele de tomar o Seu jugo e aprender dEle (Mt 11.28-29), até chegar na última ceia em que Jesus afirma que só através da íntima comunhão com Ele é que é possível gerar muito fruto que glorifique o Pai (Jo 15.1-8). A experiência dos discípulos em seguir a Jesus pode ser resumida na expressão "rendição", pois eles entregaram tudo a Jesus, sem reservas.
Paulo expressa essa rendição nos versos "porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro" (Fl 1.21), ou "se vivemos, vivemos para o Senhor; e, se morremos, morremos para o Senhor. Assim, quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor" (Rm 14.8) e ainda "Fui crucificado com Cristo; assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. Portanto, vivo neste corpo terreno pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim" (Gl 2.20).
Na prática, a atitude dos discípulos Paulo e Silas, Timóteo e Lucas glorificou a Jesus, pois eles fizeram da sua vida um culto a Deus respaldado na obediência, oração, libertação, louvor e testemunho (Atos 16.1-40).
Para nossa vida glorificar a Jesus, é preciso organizá-la a partir da missão. Paulo fez escolhas por causa da missão. Escolheu companheiros de caminhada como Silas, Timóteo – de quem tinha bom testemunho – e por fim Lucas (At 15.40, At 16.1-3,10-11); enquanto rejeitou João Marcos – por sua instabilidade – e até abriu mão da companhia preciosa de Barnabé (At 15.36-41). Paulo fez isso para poder obedecer ao chamado à missão, procurando estratégias para cumpri-la, desde organizar uma viagem até procurar o melhor dia e local para orar e manter contato com aqueles que precisavam ouvir a mensagem (At 16.10, 13).
Para nossa vida glorificar a Jesus, é preciso vivê-la a partir da missão. Isso significa que as intenções precisam transcender o mero falar e que planos e projetos precisam sair do papel. Paulo encontrou tempo e recursos para servir à igreja local quando foi às igrejas locais para entregar recomendações e auxiliá-las (At 16.4-5). Também encontrou tempo e recursos para atuar no Reino de Deus, indo aonde o evangelho precisava ser divulgado (At 16.6-10).
Para nossa vida glorificar a Jesus, é preciso andar no Espírito. Isso significa submeter cada passo da vida à Sua direção e orientação. Ele vai impulsionar o discípulo de Jesus a uma caminhada cotidiana de submissão manifesta em devoção à oração e testemunho, como Paulo e seus companheiros fizeram com Lídia e com o carcereiro e sua família (At 16.14-15, 31-33), e também de serviço à igreja local (At 16.4-5). O Espírito Santo também vai dar poder para a fidelidade nas adversidades e sabedoria para enfrentar impedimentos e dificuldades na realização da missão até o pleno discernimento da vontade de Deus (At 16.6-8). Vai impulsionar ao louvor no meio das adversidades, mesmo que encarcerados (At 16.23-25). O louvor na adversidade é um poderoso testemunho!
Ao submeter cada passo da vida à direção e orientação do Espírito Santo, Ele vai impulsionar o discípulo de Jesus a uma caminhada cotidiana aberta ao extraordinário. Foi assim que os impedimentos foram discernidos como uma ação do Espírito Santo (At 16.6-8). Que o sonho foi discernido como o Espírito Santo a falar ao coração e a plantar convicção no coração (At 16.9). Que vitórias sobre o inimigo e seus demônios vêm pelo poder do Espírito Santo (At 16.16-18) que dispensa Seu poder operando milagres e promovendo a missão na vida do discípulo de Jesus (At 16.26).
Paulo e seus companheiros glorificaram a Jesus na vida, dispondo-se a servir. Jamais disseram "não posso", "não tenho tempo" ou "tenho um outro compromisso".
Que o Espírito Santo de Deus nos visite e indique o caminho da Sua vontade e produza em nós mais obediência, mais serviço, mais oração, mais poder, mais testemunho, mais frutos!




