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Glorificando Jesus na missão

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Fernandes
Pr. Edvaldo Fernandes
19 de jul. de 2024
3 min de leitura

“Quando Jesus chama um homem Ele o chama para morrer” Dietrich Bonhoeffer

 

Jesus nos convida a uma missão na qual glorificamos seu Nome.

 

Para essa missão Jesus convoca gente ocupada. Por isso, precisamos ser pessoas que estão ocupados a servir, sempre entusiasmados e à disposição para sermos usados. Nunca apenas disponíveis, como aquele que não está ocupado.

 

Glorificamos a Jesus na missão quando abandonamos nosso projeto individual e pessoal para abraçar o projeto coletivo de Jesus.

 

Glorificamos a Jesus na missão quando nosso relacionamento com Ele é marcado pela exclusividade. Isso tem a ver com a pessoa de Jesus, pois precisamos manter com Ele um relacionamento exclusivo em que nada nem ninguém pode se interpor. Foi assim que os discípulos ao decidirem seguir a Jesus aprenderam que nada mais poderia dirigir sua vida. Nem o medo que dominou o coração de Pedro ao caminhar sobre as águas (Mt 14.28-31); nem o ódio das palavras de Tiago e João ao desejarem pedir fogo do céu sobre os samaritanos (Lc 9.51-54); nem o orgulho que poderia dominar o coração dos 72 discípulos aos quais os demônios se submeteram diante do nome de Jesus (Lc 9.1, 10.17, 22.24); nem viver com corações vacilantes como José de Arimatéia e Nicodemus (Jo 19.38-42) e muito menos ter um coração dividido com Mamon ou com o que quer que fosse (Mt 6.24-26).

 

Glorificamos a Jesus na missão quando vivemos em submissão a Ele. Isso tem a ver com as ordens de Jesus. Os discípulos aprenderam que a decisão definitiva e resoluta de seguir a Jesus precisava ser renovada diariamente em seguir as ordens de Jesus em pequenos momentos do cotidiano e de tempos em tempos nos grandes eventos da nossa vida. É assim que Pedro decide seguir a Jesus no início ao primeiro chamado e renova o seguimento no final ao último chamado, como um rechamado (Mc 1.14-20, Jo 21.15-19). Pedro sabe que deve deixar tudo e jamais se comportar como aquele jovem rico que foi embora triste porque amou mais as riquezas (Mc 10.28).


Glorificamos a Jesus na missão quando vivemos na dependência dEle. Isso tem a ver com o projeto de Jesus. O projeto de alcançar pessoas envolvendo-as com a rede do Evangelho e resgatando-as de um mundo rebelde que insiste em resistir a Deus como um mar revolto. Jesus sabia que esse projeto é grandioso demais para simples mortais, por isso as primeiras palavras aos discípulos foram “eu os farei pescadores de homens” (Mc 1.17) e as últimas palavras aos discípulos foram “Foi-me dada toda a autoridade nos céus e na terra... eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Mt 29.18-20) e finalmente “receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês e serão minhas testemunhas” (At 1.8). Os discípulos aprenderam a realizar a missão na dependência do poder do seu Mestre.

 

Glorificamos a Jesus na missão quando vivemos por amor. Isso tem a ver com uma motivação firmada em Jesus. Os discípulos aprenderam a deixar coisas e pessoas por amor a Jesus (Mc 1.18, 20), isto é, a fazer de Jesus a prioridade em sua vida. Amar tem a ver com prioridade, ao fazer por Jesus algo que só é feito por Ele e para Ele. Amar tem a ver com aceitar a proposta de largar as nossas redes e assumir as dEle. Largar quem se ama para amar mais ainda a Jesus, largar o que se ama para amar mais ainda a Jesus. Abandonar nosso projeto individual e pessoal para abraçar o projeto coletivo de Jesus como os discípulos fizeram (Mc 1. 14-20, 10.28, Mt 9.9-11). Quando se ama você faz por aquela pessoa o que não faria por mais ninguém.

 

É assim que glorificamos a Jesus na missão por toda a vida (Jo 21.15-19, 2 Tm 4.6-8).

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