Glorificando Jesus nas conquistas

Jesus nos chama a viver de uma maneira que glorifiquemos o seu Nome.
A maneira como vivemos revela a atitude de discípulos. Jesus é glorificado através da dedicação e esforço, da competência, da responsabilidade, da influência e especialmente da consciência de servo.
Rick Warren afirma que chegaremos à eternidade devendo responder duas perguntas. A primeira, “o que você fez com a vida que eu lhe dei?”. A segunda “o que você fez com meu filho Jesus?”. A primeira tem a ver com nossos talentos naturais e a segunda com os dons do Espírito Santo. Ambos são concessões de Deus. Os talentos, para estarmos na vida como expressão da sua graça comum; e os dons para estarmos na igreja como expressão da sua graça em promover a edificação da Igreja.
A ONU definiu o ano de 2001 como o Ano do Voluntariado – o primeiro; o segundo será em 2026 – porque entendeu a necessidade de espalhar o sentimento de solidariedade pelo mundo uma vez que, os empreendedores, os investidores, as grandes corporações e até o cidadão precisavam entender que a sua vida devia extrapolar seus próprios interesses pessoais e particulares e que todos podem arranjar uma maneira de colocar em sua agenda a solidariedade através do socorro e serviço ao próximo, ao vulnerável, ao fragilizado.
Os discípulos de Jesus, no entanto, somos chamados naturalmente à solidariedade. Desde o fato de todos se perceberem pecadores, passando pelos diversos mandamentos recíprocos expressos nos “uns aos outros” e especialmente nas constantes orientações de Jesus a não perdermos de vista nossa condição de servos. Isto é, os discípulos de Jesus não arranjamos um espaço em nossa agenda para sermos solidários, mas encaramos a totalidade da vida como uma oportunidade de servir a Jesus e ao próximo.
Na Parábola dos Talentos (Mt 25.14-30) aprendemos que somos diferentes. Aprendemos que recebemos talentos em proporções diferentes, como aqueles servos que receberam 5, 2 e 1 talento. Aprendemos a riqueza da diversidade e que todos são igualmente importantes exatamente porque, pelo fato serem diferentes, são capazes de realizar tarefas diferentes, como acontece na metáfora do corpo utilizada por Paulo (1 Co 12.14-31).
Aprendemos também que prestaremos contas daquilo que recebemos como talentos e dons, ou seja, nossa responsabilidade é proporcional. Provavelmente nenhum de nós será responsável por autorizar o lançamento de um míssil nuclear, mas cada um de nós é responsável por quem está em seu entorno, sejam familiares e amigos próximos até qualquer um sobre o qual exerçamos algum tipo de influência em nossa atividade profissional e vida pública.
Aprendemos também qual é o erro fundamental para não termos uma vida que glorifique a Deus, que está exemplificado na atitude do terceiro servo da parábola quando ele afirma “tive medo” (v. 25). O medo de seu senhor o paralisou.
Circunstâncias da vida podem criar barreiras ou oportunidades a cada um de nós. Algumas situações fogem ao nosso controle como a cor da nossa pele, o tipo de cabelo, o lugar onde nascemos, ou experiências amargas às quais somos submetidos como abusos ou preconceitos explícitos. Neste caso, somos responsáveis pelas decisões que tomaremos diante delas.
Os talentos dizem respeito mais às oportunidades na vida do que a cargos ou tarefas na igreja. É enxergar os desafios como uma oportunidade de servir a Jesus. De ser sal, de ser luz, de ser um discípulo, de glorificar a Deus através da vida.
Os outros dois servos que receberam 5 e 2 talentos foram imediatamente procurar multiplicar o que receberam, e sem medo do seu Senhor, arriscaram-se ao futuro e aos resultados.
Sem medo significa ter disposição de obedecer ao mandato do Senhor sem medo de correr riscos. Sem medo de Deus é servir com entusiasmo como expressão de um amor apaixonado e sacrificial em resposta ao extravagante e sacrificial amor de Deus. Sem medo é depositar aos pés de Jesus nossas conquistas em todos os âmbitos de nossa existência, sem restrições. É ter a mesma atitude daqueles 24 anciãos - seres poderosos e cheios de dignidade - que lançam suas coroas aos pés do trono do Cordeiro (Ap 4).
Por isso, não tenha medo, pois as Escrituras afirmam que “...nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1Co 2.9).




