Celebramos nossa diversidade

Igreja: uma família para se pertencer
A igreja é uma comunidade que celebra a diversidade através de um grande respeito pelo outro e pela diferença ou não uniformidade. Os mesmos argumentos que nos falam da unidade apontam para a diversidade. Desde a criação do homem e da mulher a melhor maneira de Deus se expressar ao doar a sua imagem e semelhança foi criar macho e fêmea, pois ambos representam de maneira mais completa a própria pessoa divina ou sua Triunidade (Gn 1.26-27).
A própria igreja é retratada com metáforas de unidades compostas, como a Família, que abarca judeus e gentios (Ef 2.19-21); como o Edifício ou Templo, que revela a diversidade de pedras em vários tamanhos e formas (Ef 2.19-21); como Lavoura e a sua diversidade de plantas (1 Co 3.9); como o corpo que revela a diversidade de membros (1 Co 12) e como Povo ou Nação que revela a diversidade de pessoas os compõe (1 Pe 2.9-10).
O Apóstolo Paulo desenvolve com mais profundidade a ideia da necessidade de respeito e cultivo à diversidade quando escreve aos crentes de Corinto (1 Co 12). Nele, Paulo destaca que a igreja é esse ambiente da atuação do Espírito Santo que é o fator capaz de fazer a diversidade se voltar à submissão a Cristo (12.3,13). É essa atuação do Espírito Santo que vai conduzir o pensamento diverso - particular, coletivo - à uma unidade em submissão à Cristo
A diversidade não deve nos levar a ter uma baixa autoestima imaginando que não somos necessários na vida da igreja (12.14-19), nem mesmo ao orgulho de imaginar que não necessitamos daqueles que são diferentes de nós (12.21-24). Somos exortados a ter “o mesmo modo de pensar de Jesus Cristo”, nosso modelo ideal (Fp 2.1-5) e não pensar “de si mais do que convém”, mas a pensar sobre si com equilíbrio” (Rm 12.3). Isso significa respeitar e valorizar o outro em seu dom, em sua fraqueza ou sua força e em sua importância.
A diversidade se torna um dom quando, pela atuação do Espírito Santo, ela se torna canal para o bem da comunidade (12.7) e promove a sua edificação (14.3-4, 12, 17, 26). Pela atuação do mesmo Espírito Santo ocorre o fortalecimento do ambiente de amor entre os diferentes na vida da igreja e isso só é possível porque todos podem deixar de ser crianças e passar a pensar e se comportar como adultos, pois todos aprendem a amar e obedecer a Jesus (1 Co 13, Jo 15.12-17).
A diversidade é um exercício ao verdadeiro amor - o amor maduro. Enquanto Jesus denuncia aqueles que amaram mais a iniquidade e a si mesmos (Mt 7.22-23), o apóstolo Paulo afirma que o amor motivado pela atuação do Espírito Santo é o caminho do amadurecimento e nos sustenta entre o aqui e o ainda não, nos fazendo deixar as coisas de meninos e desejar as coisas de adultos (1 Co 13.9-12).
A diversidade é um desafio que só pode ser vencido pela atuação do Espírito Santo. Evódia e Síntique foram duas irmãs que passaram por esse desafio. Não podemos afirmar com exatidão o que causava seu desentendimento. Talvez pudesse ser o orgulho (vaidade) ou a competitividade (ambição egoísta) que Paulo denuncia na carta (Fp 2.2-3) e até mesmo a baixa autoestima, como dito. Apesar de serem crentes em Jesus e irmãs trabalhadoras e cooperadoras que lutaram pela causa do Evangelho, precisavam vencer suas diferenças para ter o mesmo entendimento no Senhor (Fp 4.2-3).
Isso é possível quando nosso pensar está em submissão ao Espírito Santo, pois Ele une a diversidade em um só Corpo em Cristo.
Vamos abraçar este desafio!



