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A missão de Jesus

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Fernandes
Pr. Edvaldo Fernandes
12 de abr.
3 min de leitura

A Páscoa proclama a boa notícia que é Jesus.

 

Jesus iniciou oficialmente seu ministério público na sinagoga em Nazaré, onde havia sido criado. Na ocasião, Ele fez a leitura do livro de Isaías nos capítulos 58.6 e 61.1-2. Sua interpretação do texto causou uma grande rejeição por parte dos líderes religiosos, conforme o registro de Lucas 4.18-30.

 

Neste texto, Jesus iniciou declarando que viera proclamar o “ano da graça do Senhor”, que era uma referência ao Ano do Jubileu celebrado a cada 50 anos, um ano sagrado de descanso para a terra, libertação de escravos, perdão de dívidas e devolução de propriedades aos donos originais, conforme Levíticos 25.

 

O tempo do ministério terreno de Jesus foi um tempo de proclamar renovação, de proclamar o suprimento de todas as carências do ser humano. Jesus é, ele próprio, a boa notícia a ser proclamada a todo homem, pois através dele, e nele, todas as necessidades humanas são saciadas.

 

Qual seria a notícia que o pobre mais ansiaria? Não é o suprimento de sua carência? A satisfação daquilo que lhe falta? O pobre retratado pelo profeta Isaías certamente extrapola a perspectiva da pobreza social, que está contemplada, sim, e que deve ser vencida a partir da transformação que Jesus opera. Mas Jesus falava também do problema espiritual de cada pessoa, especialmente daquela que percebia sua falência espiritual ou a sua impossibilidade de atender aos padrões divinos.

 

Diferente dos religiosos que se sentiram ofendidos quando Jesus questionou a ideia da sua exclusividade e da sua superioridade sobre outros povos, há aqueles que se percebem pecadores, incapazes de agradar a Deus e indignos de estar na Sua presença; e sem comparação com outras pessoas. A estes Jesus veio para implantar o Reino de Deus em seus corações. Por isso que Jesus afirmou que “Felizes são os pobres de espírito, pois deles é o Reino dos Céus” (Mateus 5.3). Em Jesus, esse pobre falido espiritualmente, tem a satisfação de sua carência, pois a graça de Deus o alcança através do sacrifício de Cristo e implanta o reinado de Deus em seu coração.

 

É a graça e o poder de Deus que liberta o falido espiritualmente de sua carência. E é através da graça que as opressões de toda sorte podem ser enfrentadas, sejam elas, sociais, emocionais ou espirituais. Os Evangelhos nos relatam um ambiente de muita opressão onde Jesus operou com graça tocando na vida de pessoas que nada tinham a oferecer. Eram pessoas que apenas podiam depender da ação graciosa de Deus.

 

A graça e o poder de Deus alcançaram pessoas opressas pelo demônio como o endemoninhado Gadareno que foi liberto por Jesus de uma legião de demônios que o desfigurara como ser humano (Lucas 8.26-39).

 

A graça e o poder de Deus alcançaram pessoas opressas socialmente como a mulher samaritana, cuja trajetória de vida fez com que fosse desprezada por judeus e por samaritanos. Mateus e Zaqueu, provavelmente sentiam-se oprimidos por serem, ambos, publicanos. Eram desprezados por serem considerados traidores da pátria, mas foram acolhidos por Jesus. Mateus, inclusive, foi incluído no círculo íntimo do colégio apostólico (João 4; Lucas 5.27-32; 19.1-10).

 

A graça e o poder de Deus alcançaram pessoas opressas por doenças como a mulher com um fluxo de sangue constante que era considerada cerimonialmente impura e deveria ficar afastada de tudo e de todos. Jesus transferiu-lhe sua pureza operando a cura física e a restauração da sua vida social. Mesmo movimento ocorreu com os dez leprosos que foram curados, purificados e restaurados à vida normal em sociedade (Lucas 8.43-48; 17.11-19).

 

A graça e o poder de Deus alcançaram pessoas que já nem tinham mais esperança, vencidas que haviam sido pela morte. Mas o filho da viúva de Naim, a filha de Jairo e o amigo Lázaro foram alvo do poder soberano de Jesus e foram ressuscitados, sendo libertos da opressão da morte (Lucas 7.11-17; 8.40-56; João 11-1.44).

 

Todos que tiveram contato com Jesus, descobriram que ele trazia em si “boas novas aos pobres” (Lucas 4.18). Todos que nada tinham a oferecer, que se sentiam opressos por toda sorte de circunstâncias descobriram que o tempo da libertação e da restauração chegara junto com Jesus.

 

Jesus afirmou que fora ungido, isto é, fora revestido de poder e autoridade pelo Espírito Santo de Deus para proclamar a libertação que vem junto com sua obra de salvação. Ele morreu, mas ressuscitou vencendo a morte e assentou-se no trono de onde reina como Soberano Rei e exerce seu poder e autoridade para decretar libertação a todos os cativos e oprimidos.

 

A Páscoa proclama esta boa notícia.

 

 
 
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