top of page
LOGO.png

Um só Deus

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Fernandes
Pr. Edvaldo Fernandes
22 de mar.
3 min de leitura

Há um só Deus que forma a igreja e que é digno de ser adorado pela igreja.

 

Na década de 1980 o Pr João Antônio de Souza Filho metrificou o Salmo 138.1 ARC que diz “Eu te louvarei, Senhor, de todo o meu coração; na presença dos deuses a ti cantarei louvores”, que se tornou uma canção muito popular e que criou uma dúvida na minha cabeça: se há um só Deus, quem são esses deuses?

 

Em primeiro lugar, é preciso compreender que quando o Apóstolo Paulo fala que “há um só Deus e Pai de todos” está se referindo a todos os judeus e gentios que foram adotados em sua família pela obra de Jesus Cristo, que desfez o muro de inimizade que havia entre eles. Agora eles são uma só humanidade da qual Deus é Pai, conforme Efésios capítulo 2.

 

O Antigo Testamento menciona diversos deuses. A expressão poderia ser usada também para designar pessoas poderosas que eram associadas às divindades que adoravam e que, criam, avalizavam o reinado e a liderança sobre determinado povo. Assim encontramos Baal e suas variações, Astarote e Aserá ligados ao culto da fertilidade; Moloque ao qual se sacrificava crianças; Dagom, o Deus filisteu em cujo templo Sansão morreu. Também Camos; Bel e Nebo; Adrameleque e Anameleque; Asima; Hadade-Rimom: Deus sírio. Além desses, havia as divindades egípcias, citadas como “deuses do Egito”. Entre eles havia Rá, Ísis ou Osíris, cujos nomes não são citados, mas as pragas são interpretadas como um julgamento contra eles.

 

O Novo Testamento menciona deuses pagãos principalmente para contrastá-los com o Deus único que estava sendo proclamado nos relatos das viagens missionárias. Zeus e Hermes (chamado de Mercúrio) são confundidos com Barnabé e Paulo em Atos 14.12. Ártemis, ou Diana dos Efésios em Atos 19. Moloque foi citado por Estêvão em Atos 7.43 e Afrodite, ou Vênus, é indiretamente mencionada no nome próprio "Epafrodito", que significa "pertencente a Afrodite" em Filipenses 2:25. A igreja primitiva se expandiu no ambiente politeísta greco-romano no qual rejeitou todas as suas divindades. O Apóstolo Paulo, em seu discurso em Atenas, mencionou esse politeísmo e a sua incompatibilidade com o Deus cristão (Atos 17.16-34).

 

Além desses deuses feitos de pedra e madeira com templos construídos para sua veneração, há divindades mais sutis em forma abstrata. São as chamadas “Divindades do Coração” ou “Ídolos do Coração”. Paulo as chamou de “fortalezas” e afirmou que se manifestam como “argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus”, ou seja, resistem a vontade de Deus e não se submetem a Deus. É a idolatria do Ego (2 Coríntios 10.1-5)

 

O único “Deus e Pai de todos” é apresentado pelo Apóstolo Paulo como sendo a Trindade Santa que arquiteta, realiza e aplica a salvação através das pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Efésios 1.3-14). Ele é o criador de todas as coisas – inclusive do judeu e do gentil que tem fé e a quem adota em sua família (Efésios 2). Ele é quem dirigiu a história até a plenitude dos tempos a fim de executar essa salvação que alcança o judeu e o grego, o escravo e o livre, o homem e a mulher que tem fé em Cristo (Gálatas 4.3-7). Ele é o criador e sustentador de todas as coisas, o único Deus verdadeiro, conforme o discurso de Paulo em Atenas (Atos 17.16-34) e que fez questão de demonstrar o seu amor por todo pecador (Romanos 5.8-11).

 

O único “Deus e Pai de todos” é o “Espírito pessoal, perfeitamente bom, que em santo amor, cria, sustenta e dirige todas as coisas” (A.B. Langston).

 
 
bottom of page