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A comunidade da cruz

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Fernandes
Pr. Edvaldo Fernandes
11 de mai. de 2025
3 min de leitura

 

O símbolo do cristianismo é a cruz, porque nela Jesus morreu.

 

No tempo do Império Romano era muito comum a pena capital através da crucificação. A história nos conta que em 71 aC houve num só dia 6000 crucificações. Essa punição massiva foi uma demonstração de força do Império contra uma rebelião. Sete décadas depois deste episódio único, o próprio Jesus foi crucificado ao lado de dois criminosos que se consideravam réus confessos. Era uma pena humilhante reservada aos piores inimigos do Império e que na cultura judaica era considerada uma desgraça diante de Deus (Lucas 23.40-41; Deuteronômio 21:23, Gálatas 3:13).

 

A cruz é importante para o Cristianismo porque nela Jesus se torna o cordeiro pascal que tira o pecado do mundo. O apóstolo Paulo faz essa afirmação recordando o episódio da saída do povo hebreu da escravidão no Egito. Naquela ocasião, Deus enviou dez pragas sobre o Egito. A décima praga era a morte de todos os primogênitos, e a maneira do povo hebreu não ser alcançado pelo destruidor era sacrificar um cordeiro e passar seu sangue sobre o batente da porta. Assim, o anjo destruidor passaria por cima das casas marcadas com esse sangue. Foi assim que, sem levantar espada ou lançar uma única flecha, o povo hebreu foi liberto da escravidão (João 1.29, 1 Coríntios 5.7-8, Êxodo 12.21-23).

 

A libertação para uma nova perspectiva de vida é a tônica da ação divina nas páginas da Bíblia. Abrão foi chamado do seu ostracismo para ir a uma nova terra e ser bênção a todos os povos. José estava esquecido no calabouço quando Deus o chamou para ser primeiro ministro do Egito. Moisés estava fugido e escondido de seu passado, pastoreando ovelhas em Midiã, quando Deus o chamou para ser o libertador de Israel. Davi era um pastorzinho das poucas ovelhas de seu pai Jessé, quando Deus o chamou para ser rei de Israel. E mesmo quando Davi se afundou em pecados como o adultério e o homicídio, Deus enviou o profeta Natã para tirá-lo dessa situação para que continuasse a caminhar conforme o Seu coração. Mesmo o povo de Israel, quando estava no cativeiro babilônico, recebeu através do profeta Ezequiel uma mensagem de que Deus iria restaurá-los com grande poder, da mesma forma que houve restauração dos músculos, carne, pele e espírito para aquele vale de ossos secos (Gênesis 12.1-3; Gênesis 41; Êxodo 1-3; 1 Samuel 16, 2 Samuel 11-12, Ezequiel 37).

 

Jesus Cristo é o cordeiro pascal que foi morto na cruz e marca a nossa vida com seu sangue para que a nossa existência possa ter uma nova perspectiva: viver uma vida abundante agora e eterna no futuro. Essa é a menagem da comunidade da cruz!

 

O sangue do cordeiro pascal nos convoca a deixar para traz tudo que lembra o antigo Egito e caminhar nesta nova perspectiva de vida, pois ele foi o preço pago pela nossa libertação.

 

O apóstolo Paulo chama de fermento velho as coisas que nos amarram ao passado através de sua influência. O fermento é assim, um pouquinho de pó que faz levedar toda a massa. Ele não é visto, mas sua influência está lá. O apóstolo Paulo identifica o fermento velho com a maldade e perversidade. Isto significa que os nossos pensamentos e intenções estão sob a influência da maldade e da perversidade e só podem produzir atos de maldade e perversidade. Como daquele jovem que mantinha um romance com a própria madrasta. Nós somos exortados a tirar essas coisas de nossa vida particular e não permitir que existam na vida da igreja, com o risco de influenciar negativamente toda a igreja e corrompê-la.

 

O apóstolo Paulo identifica os pães sem fermento com a justiça e a verdade. Isto significa que as nossas intenções e ações devem agora ser marcadas por esta influência (1 Coríntios 5.8).

 

Por causa do Cristo que derramou seu sangue que nos marca como livres, devemos proclamar com um viver de justiça e verdade, a mensagem de libertação da escravidão ao pecado e a nova vida que há em Cristo Jesus.

 

Somos a comunidade da cruz!



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