O senhorio de Cristo

Atualizado: 17 de jul. de 2024
A igreja é um povo que se submete a Cristo, ou seja, um povo que crê que Cristo é o que diz ser, que fez o que se propôs fazer e que fará o que prometeu fazer. É desta crença que vem a segurança de submeter-se a Ele.
Uma só fé é uma afirmação que revela que “há apenas uma maneira de crer em Cristo”.
Quando Judas (v.3) escreveu sua carta ele fala dessa fé comum que precisa ser preservada em meio a um mundo pervertido que quer perverter a própria fé. E, o apóstolo Paulo fala da fé como essa crença no caráter e nas promessas de Deus e que determina nosso caminhar cheio de esperança com Ele (Rm 1.16-17).
Mas a fé é essencialmente uma compreensão da obra de salvação de Cristo. No Antigo Testamento Deus celebra com Abraão uma aliança em que a circuncisão seria o sinal visível do povo que pertencia a Ele (Gn 17.12-13). Paulo, então, afirma que agora nós somos a verdadeira circuncisão, pois expressamos os verdadeiros sinais de pertencimento a Deus (Fp 3:3), ou seja, não confiamos na carne e suas tradições e arrogâncias humanas (Fp 3.4-6), nos gloriamos em Cristo Jesus e na sua obra de justificação (Fp 4.8-11) e servimos a Deus em Espírito avançando cheios de esperança (4.12-15). Vivemos pela fé e a viver em fidelidade.
Um só Batismo é uma afirmação que revela que “há apenas uma maneira de se identificar com Cristo”.
O batismo é uma confissão da minha fé e um símbolo concreto de uma experiência espiritual. É afirmação de que meu Ego foi morto, está crucificado e que já ressuscitei uma nova criatura que foi imersa ou mergulhada no corpo místico de Cristo, que é a igreja. Confesso publicamente que essa nova vida será vivida na fé no Deus que teve o poder de trazer Jesus do mundo dos mortos e que disponibiliza o mesmo poder glorioso para que eu possa viver em novidade de vida. Vida vitoriosa sobre pecados e fraquezas, constantemente (Rm 6.1-14).
Um só Senhor é uma afirmação que revela que “há apenas uma maneira de se relacionar com Cristo”, ou seja, fazendo dele nosso Senhor. O Senhorio de Cristo revela a completa rendição do nosso Ego à direção de Cristo.
Quando Tomé estava resistente e incrédulo quando à ressureição, Jesus aparece vivo e oferece suas chagas para ele tocar. Não sabemos se ele tocou, mas sabemos que naquele instante Tomé declarou “Senhor meu e Deus meu” (Jo 20.28) e todas as suas dúvidas e incredulidade cederam lugar ao Senhorio de Cristo.
Quando Pedro estava desanimado e desiludido consigo mesmo após ter negado veementemente conhecer Jesus, seu Mestre aparece e na comunhão da refeição pergunta sobre o seu amor, e Pedro, então, responde repetidamente “Senhor, tu sabes que te amo” (Jo 20.15-17). Toda dúvida e todo desânimo cederam lugar ao Senhorio de Cristo.
Quando Saulo ainda era dominado por sentimentos de ódio e morte contra os discípulos, Jesus aparece em seu caminho numa luz vinda do céu. Saulo cai por terra e diante do questionamento de Jesus, simplesmente responde “Quem é tu, Senhor” (At 9.5). Toda dúvida e resistência também caem por terra e dão lugar ao Senhorio de Cristo em sua vida.
Cristo é a fonte de toda a unidade da Igreja. A igreja manifesta sua fidelidade quando deposita toda sua confiança em Cristo e sua obra de salvação, confessa Cristo diante de todos proclamando e vivendo a realidade de seu batismo e submete, em completa rendição, cada área de sua vida ao Senhorio de Cristo.




