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Consagração

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Fernandes
Pr. Edvaldo Fernandes
29 de dez. de 2024
3 min de leitura

 

A verdadeira mensagem do Natal nos convoca a uma resposta de consagração (Lucas 2.8-20).

 

O natal nos remete a uma história fantástica, com uma mensagem extraordinária e que exige uma resposta inusitada. O natal, que se celebra uma vez ao ano, tem sido celebrado com uma refeição diferente daquela do cotidiano. Um cardápio especial é desenvolvido e outras pessoas são convidadas e acrescidas à comunhão da família em torno da mesa. Tudo parece com o normal e cotidiano, mas tem doses de extraordinário.

 

O primeiro natal tinha muitos aspectos do cotidiano. Havia um jovem casal esperando seu primeiro filho. Havia um decreto governamental que exigia o recadastramento dos cidadãos na cidade de origem; e havia 100% de ocupação na rede hoteleira de Belém da Judeia. E o cenário para haver todo tipo de transtorno em uma viagem que parece um final de semana prolongado, se desenhou.

 

Pouquíssimas pessoas estavam cientes de que coisas espirituais estavam se desenrolando enquanto enfrentavam os transtornos da superlotação. A maioria esmagadora das pessoas se quer se deu conta de algo extraordinário acontecendo. Elas apenas viviam suas vidas enfrentando as demandas do cotidiano.

 

Verdade é que algumas pessoas envolveram o seu cotidiano com espiritualidade e nos ensinam que, assim, também devemos fazer com o nosso viver diário.

 

É possível ver que Simeão e Ana foram duas pessoas que trouxeram para sua vivência uma esperança em Deus diferente. Foi esta esperança que fez com que eles pudessem enfrentar o seu cotidiano de maneira diferente de todas as outras pessoas. A sua fé nunca esmoreceu diante das circunstâncias da vida e a esperança encheu o seu cotidiano (Lucas 2.25-35; 36-38).

 

Também é possível verificar que Maria foi uma pessoa que enfrentou o cotidiano de futura mãe com um olhar especialmente espiritual. Lucas registra que “Maria, porém, guardava todas essas palavras, meditando sobre elas no coração” (Lucas 2.19). Não eram as dificuldades do cotidiano que poderiam fazer oscilar fé de Maria, mas, Maria interpretava a realidade à luz da sua fé nas revelações que havia recebido.

 

Também é possível verificar a fé dos pastores. Gente tão humilde e de pouca expressão social como todas as personagens aqui lembradas. Talvez, por serem de uma classe social não privilegiada, eles perceberam imediatamente que haviam participado de uma apresentação de gala nas poltronas centrais das primeiras fileiras. Eles sabiam que anjos não aparecem para cantar todo dia e, por isso, “disseram uns aos outros: - Vamos agora a Belém e vejamos isso que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer”. Os pastores sabiam que aquela grandiosa revelação foi algo dado a eles como um presente do Senhor. E eles responderam tamanha generosidade do Senhor proclamando “a todos o que lhes fora dito a respeito daquele menino” e “glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido” (Lucas 2.15,17, 20).

 

O natal nos convida a viver uma vida de esperança que vence a realidade das circunstâncias adversas, como Simeão e Ana viveram.

 

O natal nos convida a viver uma vida de fé que interpreta a realidade das coisas ainda sem explicação, assim como Maria viveu.

 

O natal nos convida a viver uma vida de glorificação de Deus, assim como os pastores passaram a viver.

 

O natal nos convida a uma decisão de consagração. É um chamado a, mais uma vez, colocar nossa esperança em Deus, depositar nossa fé em sua palavra e promessas e dedicar tudo que somos e temos a proclamar seu tremendo amor.

 

Não há outro Deus assim, capaz de se despir da sua glória e se vestir da nossa humanidade, e vir ao mundo como um neném, envolto em panos e deitado numa manjedoura, para trazer paz na terra e boa vontade aos homens a quem Ele quer bem.

 

Só esse Deus é digno da nossa total consagração!

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