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A colheita é grande

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Fernandes
Pr. Edvaldo Fernandes
28 de set. de 2025
3 min de leitura

Jesus tem uma missão e nos convoca a participar dela.

 

A música “Mais uma porta” de Estevão Queiroga traz uma frase que diz “Deus só abre a porta de onde Ele está” e que reflete bem a missão que Jesus determinou a seus 72 discípulos no Evangelho de Lucas, capítulo 10.1-24. Quando Jesus os envia ele já determinara em seus planos estar naqueles lugares. As pessoas deveriam ter a expectativa de conhecer Jesus que eles anunciariam.

 

Jesus dá consciência do trabalho ao afirmar o tamanho da colheita ou da seara. A seara é grande como grande é o mundo e, portanto, cheio de oportunidades (verso 2). É por isso que a igreja precisa orar por trabalhadores, ou seja, discípulos compromissados com a colheita e comprometidos em semear e em colher.

 

Jesus dá consciência das condições de trabalho ao afirmar que será um ambiente hostil e não natural (verso 3). Os discípulos estão sendo enviados como “cordeiros no meio de lobos”, isto é, para fora da sua zona de conforto. Não é um ambiente em que devem se sentir bem. Mais adiante, inclusive, os próprios discípulos constataram que estavam enfrentando Satanás e seus demônios (versos 17-18).

 

Jesus dá consciência de que precisam depender totalmente dele (versos 4-8). Não haverá espaço para comprometimento com o aqui e agora, por isso não devem se apegar à segurança de bolsas, saco de viagem ou sandálias. Nem devem perder o foco, tempo ou prioridade por causa de pessoas. Devem estar dispostos e à disposição para o inusitado da direção que o Espírito Santo lhes der no momento, por isso devem entrar em “qualquer” casa e “se” houver alguém de paz, abençoar e viver do que “puserem diante de vocês”.

 

Jesus dá consciência da mensagem que devem levar (verso 9). Preguem que “O reino de Deus está próximo de vocês”. Sejam agentes do reinado de Deus na vida das pessoas que lhe derem ouvidos. Apregoem a libertação que há no nome de Jesus. Curem todo tipo de doença, sejam espirituais ou físicas, como eles também experimentaram. Pedro foi curado de sua impulsividade. Tomé foi curado da sua incredulidade. Tiago e João foram curados de uma ira intransigente - quiseram pôr fogo na cidade samaritana que recusou receber Jesus. Todos precisaram ser curados de seus preconceitos, como no caso da mulher samaritana. Todos também precisavam aprender a deixar com Deus a aplicação de juízos. Aprenderam que quem recusar a mensagem, recusa o próprio Deus e será a Ele que prestarão contas no futuro (versos 10-16).

 

Jesus dá consciência da autoridade com que estão sendo revestidos (versos 19-20). A orientação é apresentar Jesus que haveria de ir àqueles lugares (versos 1-2). E Jesus que envia, que reveste de autoridade e que tudo vê estará presente para vencer Satanás e seus poderes através da instrumentalidade de seus discípulos obedientes (versos 17-18). Todo discípulo enviado para pregar o Reino recebe toda a autoridade para realizar sua missão (verso 19).

 

Jesus dá consciência da promessa que os aguarda (versos 21-24). Deixar o amado Mestre exultante de alegria por causa de sua submissão e ser considerado e chamado de amigo por fazer o que o Mestre mandou. Ser testemunha da poderosa ação do Espírito Santo em se revelar, libertar, salvar e transformar vidas. Testemunhar o poder que há no nome de Jesus e, apesar da própria fragilidade, experimentar ser um instrumento nas poderosas mãos de Deus e, finalmente, experimentar as coisas que nossos antepassados na fé desejaram ver e ouvir é um grande privilégio!

 

Vamos, então, ser instrumentos de Deus e realizar a missão que Ele nos deu?



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