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Revelar

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Fernandes
Pr. Edvaldo Fernandes
5 de jul.
3 min de leitura

O Espírito Santo revela para produzir clareza, convicção e submissão aos planos de Deus.

 

O termo revelação é o ato de desvendar e trazer à luz o que estava escondido, secreto ou desconhecido. Vindo do latim, significa "retirar o véu". É assim que o Espírito Santo exerce o Ministério de Revelação ao trazer clareza, convicção e submissão ao coração dos seus servos em relação à vontade de Deus.

 

A revelação é um desvendamento da vontade de Deus que Ele realiza desde o Antigo Testamento. O Profeta Amós afirmou “Certamente o Senhor, o Soberano, não faz coisa alguma sem revelar o seu plano aos seus servos, os profetas” (Amós 3.7). Deus revela aos seus servos o que vai acontecer com a vida deles ou de seu povo em relação aos planos dEle, ou seja, a revelação de Deus envolve mudança dos planos humanos para se adequarem aos planos de Deus. Jesus, ao revelar-se a Saulo no caminho de Damasco produziu uma mudança de planos na vida daquele homem (Atos 9.1-19).

 

A revelação de Deus produz um testemunho claro, preciso e definitivo como aconteceu com Paulo ao conversar com os presbíteros de Éfeso (Atos 20.22-24). Após ministrar durante três anos àquela igreja, ele afirma que está compelido ou firmemente guiado, impulsionado ou ainda amarrado pela direção do Espírito Santo a seguir para Jerusalém com um senso de obrigação absoluta, independentemente dos sofrimentos que o aguardam.

 

Ele também afirma que essa firmeza vem do fato do Espírito revelar, testificar solenemente, ou ainda, afirmar categoricamente. A revelação do Espírito é uma advertência, um aviso solene, uma declaração clara, precisa e firme que as versões brasileiras utilizam vários verbos para transmitir essa ideia, como: me adverte (NVI), me avisa (NVI 2011/BLT/VFL), me diz (NVT), me garante (A21), me assegura (NAA/AVM/ARA), me revela (ARC), me avisa (NTLH), me tem dito (NBV-P), me testifica (TB) ou me alerta (MSG).

 

O que Jesus disse a Saulo no caminho de Damasco e a Ananias logo depois, gerou em seu coração convicção e clareza onde não resta nenhuma dúvida. Mesmo com os reveses em Damasco e Jerusalém e seu retorno a Tarso, sua cidade natal; mesmo os treze anos, aproximadamente, que passa no ostracismo ali, ensinam Paulo a compreender o tempo de Deus. O período de ostracismo parece retardar a revelação de Deus (Atos 9.15), fato é que o ostracismo ocorrido no Kronos humano foi o meio de revelar o Kairos de Deus

 

A revelação de Deus produz discernimento, isto é, a capacidade de avaliar situações com clareza, sensatez e bom senso e distinguir o certo do errado, o verdadeiro do falso e de compreender nuances que não são óbvias à primeira vista. Quando o profeta Ágabo revela que Paulo será preso, a igreja quer persuadi-lo de ir à Jerusalém, mas Paulo discernindo a partir das revelações do Espírito Santo sabe qual é a vontade de Deus correta (Atos 11.27-30; 21.10-14).

 

A revelação de Deus produz resignação, isto é, a capacidade de aceitar pacificamente uma situação difícil e inevitável que causa sofrimento sem se revoltar. Longe de ser um defeito ou uma fraqueza, a resignação serena reconhece que não deve lutar contra um determinado destino ou problema, e encontra uma forma de suportá-lo sem se desesperar ou guardar rancor. É a submissão humilde e confiante na vontade divina crendo que há um propósito maior por trás das adversidades. É algo que a revelação opera dentro de nós. O Apóstolo Paulo, listou seus sofrimentos e como lidou com seu espinho na carne, mas não reclamou. Mas diante da revelação de que a graça bastava, afirmou “por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco, é que sou forte” (2Coríntios 11 e 12).

 

A revelação de Deus produz resiliência, isto é, a capacidade de se adaptar e superar adversidades recuperando o equilíbrio emocional após forte estresse e voltar à normalidade.  A revelação de Deus produz habilidade de lidar com traumas e crises, dando força interior para se recuperar e seguir em frente sem desmoronar. Ser resiliente não significa não sentir dor ou frustração, mas ter a capacidade de absorver o impacto e se reestruturar diante da situação. O Apóstolo Paulo afirmou que se considerava o principal dos pecadores por ter sido insolente, blasfemo e perseguidor da igreja, mas aceitou a graça de ter sido escolhido para pregar Evangelho. Deixou seu passado para traz e seguiu adiante (Filipenses 3.13-14; 1 Timóteo 1.12-17).

 

O Espírito convence do pecado, da justiça, do juízo e nos batiza. Ele usa a igreja para chamar, separar e enviar seus escolhidos. Ele conduz a história para realizar seus planos. O Espírito revela seus planos produzindo discernimento, resignação e resiliência à sua direção.

 
 
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