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Celebramos nossa adoração

Foto do escritor: Pr. Edvaldo Fernandes
Pr. Edvaldo Fernandes
23 de jun. de 2024
3 min de leitura

Atualizado: 19 de jul. de 2024


A Igreja é uma família para se pertencer.

 

A igreja é uma família que celebra o grande privilégio de sua identidade de filhos amados de Deus. Que celebra seu grande compromisso de andar em unidade e respeito pela diversidade como expressão do próprio Deus Triuno e que celebra a grande riqueza da adoração como oferta pessoal e coletiva.

 

A adoração está presente nos grandes eventos bíblicos. Envolveu os anjos na criação (Jó 38.1-11), o deslumbramento dos profetas ante a manifestação de Deus (Is 6), o anúncio do nascimento de Jesus (Lc 2.8-20) e se fará presente na eternidade em um ambiente de muito louvor e adoração (Ap 4-5).

 

A igreja é exortada a viver num ambiente de adoração (Cl 3.15-16) porque ela é um povo de adoradores que reconhecem a grandeza de Deus e vivem prostrados diante dEle.

 

A adoração é a expressão de um coração totalmente rendido. Por isso, o salmista afirma que louva de todo coração (Sl 138.1), pois isso significa envolver a totalidade de seu ser e de sua existência; ou seja, a integralidade do ser e da vida. O salmista vivia numa sociedade em que os reis de outras nações eram adorados como seres divinos, considerados que eram como filhos dos deuses. O louvor do salmista era uma afirmação de que não há outro Deus além do Senhor e que ele não se curvaria diante de ninguém. Seu louvor é uma poderosa ferramenta de evangelização!

 

Hoje temos outros tipos de deuses. Os chamados ídolos do coração são bem conhecidos como prazer, poder, fama e dinheiro, além de outros, que buscam pra si total controle da vida de quem os adora. Paulo fala ainda de verdadeiras fortalezas mentais ou maneiras de raciocinar que nos afastam da adoração ao verdadeiro Deus e que precisam ser derrubadas para que todo o pensar esteja sujeito a Cristo, o único a quem devemos adoração (2 Co 10.3-5).

 

A adoração é a expressão de um coração totalmente convencido. Ele percebeu através das experiências da vida que há somente um Deus verdadeiro. Após diversas fases de diversas batalhas o seu coração foi totalmente convencido de que estar na presença de Deus em adoração garante a ele a preservação e propósito de vida (Sl 138. 2-3, 7). É por isso que o salmista volta o seu olhar para o templo para se valer do nome de Deus e nesta busca ele experimenta o amor leal de Deus expresso na sua fidelidade em lhe dar resposta, força e coragem. Diante das angústias a sua vida foi preservada e Deus o defendeu e o livrou de seus inimigos, oferecendo a honra da sua companhia (7).

 

Davi experimentou a realidade deste salmo. Entre a sua unção como rei de Israel por Samuel (1 Sm 16.13) e assentar-se no trono de Israel passaram-se dez longos anos em que foi perseguido por Saul (1 Sm 18.11-13) e teve a oportunidade de acabar com a vida de Saul por duas vezes. Davi, no entanto, preferiu confiar em Deus que o preservou neste tempo e o defendeu estendendo Sua mão, livrando, vingando e manifestando seu amor. Deus o preservou, sustentou e cumpriu o seu propósito. Davi estava tão convencido disso que quando teve a oportunidade de acabar com Saul não ousou levantar a mão contra o ungido do Senhor. Preferiu confiar no cuidado do Senhor e nos planos de Deus (1 Sm 24.1-13).

 

A adoração é a expressão de um coração que anseia proclamar a grandeza de seu Deus. Através dela outros reconhecerão que o Senhor é Deus real e vivo e que sua palavra é verdade para todos que nEle confiam (Sl 138.4-6).

 

A adoração é uma necessidade para a igreja de Jesus. A adoração é um remédio que cura das incertezas e da incredulidade. A adoração nos renova, pois nos faz relembrar quem é o nosso Deus; nos conforta ao lembrar das Suas promessas e nos dá direção através da Sua palavra infalível. A adoração é um testemunho.

 

Não perca a oportunidade de adorar de todo coração na presença dos deuses.

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