Caminhe com Jesus

Atualizado: 19 de jul. de 2024
A graça é um termo teológico que se refere ao fato de Deus, sendo “espírito pessoal perfeitamente bom que age em santo amor”, ter um coração inclinado ao ser humano de tal maneira que, motivado única e exclusivamente por sua amorosa bondade, age favoravelmente ao ser humano, apesar das falhas e limitações existentes na criação caída. É por isso que se popularizou a expressão de que a graça é o favor imerecido de Deus.
A graça, portanto, é sempre a ação de Deus em benefício do ser humano, não importa como este ser humano se comporte, visto que a graça é incondicional.
É a graça de Deus que ofereceu a Adão e Eva um salvador para redimir sua vida amaldiçoada (Gn 3.15). É a graça de Deus que conduziu a história até a plenitude dos tempos para que todos pudessem ser salvos e chegar ao pleno conhecimento da verdade (Gl 4.4-7; 1 Tm 2.4). É a graça de Deus que oferece recursos para que cada discípulo cresça na graça e no conhecimento de Jesus Cristo (2 Pe 3.18, Gl 5.21-22). E é a graça de Deus que age em todas as coisas para que aqueles que O amam se tornem parecidos com Jesus (Rm 8.28-29).
Desde o pecado de Adão e Eva a humanidade teve seu relacionamento com Deus quebrado. Aquela perfeita harmonia presente na ingenuidade do Éden foi corrompida, manchada e estragada pela presença do pecado (Gn 3).
O pecado que se manifestou na opção de seguir as palavras tentadoras da serpente de se tornarem deuses de seu próprio mundo (Gn 3.4-5). E o relacionamento antes perfeito com o Criador interessado em seu bem-estar (Gn 2.18-22), passou a ser um relacionamento de medo com raciocínio e atitudes evasivas (Gn 3.9-13). Esse novo cenário gerou a justa expulsão do Éden (Gn 3.22-23).
Não faltou a graça de Deus que se manifestou no oferecimento de um libertador que resgatasse aquele relacionamento com Deus que fora quebrado pelo pecado (Gn 3.15). O libertador prometido liberta do poder do pecado que mantém o relacionamento quebrado e resgata o perfeito relacionamento que existia com Deus no Éden.
Essa é a mensagem do Evangelho da graça de Deus (At 20.24) e existem apenas duas atitudes reativas ao contato com ela: crer ou não crer. Não há possibilidade de acomodação à um meio termo. Isso seria como tentar ser morno, o que é indigno de Deus (Ap 3.15-16).
A graça oferecida trabalha por caminhos por vezes silenciosos e desconhecidos aos olhos humanos até que se manifeste de maneira inequívoca, como ocorreu na vida de Saulo no caminho de Damasco. A um homem cheio de ódio no coração é oferecida a graça e a convocação para ser um instrumento da graça de Deus a outros povos e seus reis (At 9.1-6, 15).
A graça oferecida gera arrependimento. Ao ser humano é inerente o desejo de ser seu próprio deus, uma verdadeira idolatria que é identificada como egolatria. O arrependimento gerado pela graça traz uma nova compreensão a respeito do próprio eu/ego. Nos é desvendado o quanto nos idolatramos e percebemos o quanto nos enganamos e estamos distantes de um verdadeiro relacionamento com Deus.
Finalmente, aceitamos o caminho proposto por Deus para o resgate desse relacionamento: Jesus, o libertador, que com sua vida, morte e ressureição vence o poder do pecado e da morte e nos resgata para a vida de comunhão e serviço a Deus proposta desde o início da criação (Cl 1.21-23).
A graça de Deus te convida a andar com Jesus numa caminhada de arrependimento e vitória sobre tudo aquilo que atrapalha o seu relacionamento com Deus.




